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Celina comemora vitória no DF. Grass celebra virada de Lula

Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL

A governadora Celina Leão (PP) é reeleita em um momento em que o país está mais do que nunca dividido. Ela já vinha reclamando de uma atuação política e de retaliação do presidente Lula ao não permitir o aval da Secretaria do Tesouro Nacional para o empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o BRB. Agora, o clima de guerra entre bolsonaristas e petistas deve se intensificar pela posição de Flávio Bolsonaro (PL) de não reconhecer o resultado nas urnas e a virada de Lula, que se reelegeu para o quarto mandato. O discurso que nasce na direita e extrema-direita é de que houve uma intromissão do Supremo Tribunal Federal nas eleições. Tema que deve conflagrar o país.

Oração e homenagem à mãe

Logo que a vitória foi confirmada, Celina Leão chamou uma oração e todos rezaram o Pai-Nosso. A governadora fez uma homenagem à mãe, dona Maria Célia, que está adoentada. Celina se emocionou ao agradecer a Deus por ter dado oportunidade à sua mãe de vê-la chegar como governadora eleita ao Palácio do Buriti. Ela disse que Maria Célia sempre lhe ensinou que a mulher pode estar onde quiser.

Cumprimento à adversária

Leandro Grass (PT) telefonou para a adversária logo após a confirmação do resultado eleitoral ao GDF. Deu os parabéns e desejou sucesso. Nas redes sociais, o candidato do PT afirmou: “Hoje, as urnas falaram, e eu respeito a democracia. Cumprimento a governadora eleita, Celina Leão, e desejo que governe para todos, especialmente para os que mais precisam”.

Agradecimento aos eleitores 

O candidato petista afirmou que está com “o coração sereno e cheio de gratidão”. Ele agradeceu os 739.130 votos de “cidadãos e cidadãs que acreditaram na mudança”. Segundo Leandro Grass, “cada voto foi um abraço, um gesto de esperança num DF mais justo. Carregarei cada um deles comigo”.

Compensação 

O resultado das urnas para o Palácio do Buriti foi aplacado pela alegria dos petistas, na sede do partido, com a notícia da virada de Lula, deixando Flávio Bolsonaro para trás.

Apoio de Lula

Ao presidente Lula, Leandro Grass fez um agradecimento especial por ter acreditado na campanha e emprestado sua “força e sua história à nossa luta pelo DF”. De fato, Lula participou de dois comícios em Ceilândia e apoiou a candidatura do petista no DF. O presidente também manteve Grass em cargo de visibilidade em sua equipe como presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao longo dos três anos desde o início do mandato até a data da desincompatibilização para concorrer ao governo.

Mais votos

Celina Leão (PP) teve mais votos do que Flávio Bolsonaro (PL) no Distrito Federal. Ela conquistou quase um milhão de eleitores. Foram 987.142 votos. O candidato a presidente, 979.542 votos.

Mobilização vermelha

O presidente Lula (PT) conquistou 149.597 votos entre os eleitores do Distrito Federal do primeiro para o segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) teve um crescimento de menos da metade: 69.926 votos. A disputa terminou ainda com vantagem para o filho de Jair Bolsonaro, que teve 54,28%, enquanto o petista ficou com 45,72%. Mas houve a mobilização das bandeiras vermelhas que há muito tempo não se via com tanta força.

Festa interrompida 

Na hora da apuração dos votos, Michelle Bolsonaro (PL), senadora eleita, estava com Celina Leão, a amiga. E não com o enteado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Mas as duas estavam preparadas para celebrar a vitória presidencial no Museu da República. Celina foi avisada, quando estava no carro de som, que Lula havia vencido.

Marca da família

O empresário João Amoêdo, ex-presidente do Novo que concorreu à Presidência em 2018, fez um comentário crítico à postura de Flávio Bolsonaro de não aceitar o resultado das urnas. “Flávio Bolsonaro perde por 4,4 milhões de votos e não reconhece a derrota. Só confirma por que, assim como o pai, não pode ser eleito. DNA golpista é a maior marca da família”, afirmou Amoêdo.

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