A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou na semana passada uma disputa judicial entre dois famosos oftalmologistas que já foram sócios e travam um embate sobre o valor dos aluguéis do prédio onde funciona o Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), na 607 Sul. De um lado, o médico Canrobert Oliveira, que administra a unidade. De outro, Leonardo Akaishi, proprietário do imóvel onde funciona o HOB.
Por maioria, seis votos a quatro, os ministros da Corte Especial garantiram o reajuste do aluguel do prédio com base em benfeitorias e na ampliação da edificação que o locatário, Canrobert, promoveu. Reformas que ele realizou quintuplicaram o tamanho da área, e a empresa de Akaishi, a L E M Imóveis, dona do prédio, queria ver essa valorização refletida no aluguel.
Significa um reajuste de R$ 120 mil para aproximadamente R$ 600 mil. Em primeira e segunda instâncias no Tribunal de Justiça do DF, o entendimento foi de que Canrobert não poderia pagar mais por investimentos que ele mesmo promoveu no prédio. O próprio STJ, na quarta turma, havia mantido essa decisão. Mas, a Corte Especial do STJ reviu esse entendimento.
Esse é um embate que vale aproximadamente R$ 25 milhões em indenizações pelos reajustes dos aluguéis depois de um processo judicial de mais de sete anos.
Essa decisão terá impacto em julgamentos em todo o país sobre revisões de contratos de aluguéis. E os advogados e juízes devem ficar atentos: neste caso, o STJ derrubou uma súmula, a 158, segundo a qual não cabem embargos infringentes tendo como paradigma decisão de turma que não existe mais. Mudanças que levaram em conta o novo Código de Processo Civil.
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