Assassinato do menino Rhuan é roteiro de um filme de terror

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Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

O assassinato do menino Rhuan Maycon, nove anos, é um dos casos mais chocantes da história de Brasília, um capítulo que não pode ser esquecido, nem tratado como apenas mais um inquérito policial.

O relato do delegado Guilherme Souza Melo e o laudo do perito médico-legista Cristopher Diego Martins sobre o passo a passo do crime são o roteiro de um filme de terror.

O garoto teve uma vida de tortura e de maus-tratos constantes. Odiada pela mãe, Rosana Auri da Silva Cândido, 27, e pela companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago, 28, a criança teve uma morte extremamente cruel e covarde.

A partir de agora, só leia se tiver estômago:

Um ano antes do homicídio, Rhuan teve o pênis e os testículos removidos de forma artesanal, em casa, o que provocou sérias consequências.

A uretra se retraiu, formando uma fístula por onde saía a urina, apenas sob pressão. Assim, urinar tornou-se um suplício, um momento de extrema dor. Proibido pela mãe, ele não saía para brincar, ir à escola ou interagir com outros meninos.

A morte ocorreu dentro do próprio quarto. A primeira facada, no peito, desferida pela própria mãe, o pegou de surpresa, enquanto dormia. A seguir, foram outros 11 golpes nas costas. Rhuan foi decapitado quando ainda mantinha reações vitais. A mãe e a namorada começaram, então, o processo para ocultar o corpo.

Enquanto Rosana esquartejava o menino, Kacyla acendeu a churrasqueira. A mãe tentou arrancar os olhos da criança, mas não conseguiu.

Então, ela arrancou toda a pele do rosto do menino, da base do pescoço até o crânio. Como os tecidos não amoleciam, elas resolveram retirar as vísceras e esconder em duas mochilas infantis. Os detalhes são pavorosos.

Escândalo

Para a Polícia Civil, as duas mulheres demonstraram ódio da figura masculina e total desprezo à criança.

Há uma suspeita de motivação religiosa, fanatismo, visões demoníacas. Testemunhas contaram que elas tinham um grande fervor religioso.

Em depoimento, o casal contou que o ódio a Rhuan decorre de o garoto ser fruto de um estupro. Mas essa teoria não se confirma com os fatos apurados. A história do pobre Rhuan é um escândalo.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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