À QUEIMA-ROUPA com Ademir Piccoli, advogado, ativista de inovação e idealizador do J.Ex, que na semana passada promoveu debate com defensores públicos sobre tecnologia e inteligência artificial
Por Ana Maria Campos
“Há uma necessidade urgente de mais investimentos em infraestrutura, capacitação de pessoal e integração de tecnologias avançadas para atender à crescente demanda por serviços jurídicos gratuitos e de qualidade. E isso depende de incremento orçamentário”
A inteligência artificial pode ser uma ferramenta valiosa para a Defensoria Pública ao automatizar tarefas repetitivas, como a análise de documentos e a triagem de casos, permitindo que os defensores públicos concentrem seus esforços em atividades mais complexas e estratégicas. A análise de dados também pode ser utilizada para identificar padrões em processos e melhorar a prestação do serviço público.
Embora nenhuma Defensoria Pública disponibilize oficialmente a ferramenta, muitos defensores públicos individualmente assinam e utilizam o ChatGPT em suas rotinas jurídicas, aproveitando a agilidade e a precisão oferecidas pela ferramenta para melhorar a eficiência de seu trabalho diário.
Melhor utilização do tempo, com a automatização de tarefas rotineiras permite aos defensores focarem em atividades mais complexas. Acesso à informação, já que a IA pode proporcionar acesso rápido e organizado a informações jurídicas. Também a consistência. A utilização de IA pode ajudar a padronizar a triagem de casos e a elaboração de documentos, reduzindo erros e inconsistências. Além de atendimento ao público: ferramentas como o ChatGPT podem melhorar o atendimento inicial, fornecendo informações preliminares e orientações básicas.
Os riscos associados ao uso de IA na Defensoria Pública incluem a questão da privacidade: o uso de IA envolve o tratamento de dados sensíveis, exigindo medidas rigorosas para garantir a privacidade e a proteção das informações dos assistidos. Também a precisão: a IA pode apresentar limitações na interpretação de casos complexos e na aplicação de nuances jurídicas, o que pode levar a erros. Desigualdade de acesso: a implementação de tecnologia avançada pode ser desigual, deixando algumas defensorias em desvantagem devido à falta de recursos.
Não. As Defensorias Públicas desempenham um papel fundamental na garantia do acesso
à Justiça para populações vulneráveis, mas muitas vezes enfrentam desafios significativos. A realidade brasileira exige uma estrutura mais robusta e bem equipada, tanto em termos
de recursos humanos quanto tecnológicos. Há uma necessidade urgente de mais investimentos em infraestrutura, capacitação de pessoal e integração de tecnologias avançadas para atender à crescente demanda por serviços jurídicos gratuitos e de qualidade. E isso depende de incremento orçamentário.
ANA MARIA CAMPOS Relator do Habeas Corpus em que a defesa de Pedro Arthur Turra…
ANA MARIA CAMPOS MILA FERREIRA O Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou um procedimento para…
ANA MARIA CAMPOS O Governo do Distrito Federal não teve representação na abertura dos trabalhos…
ANA MARIA CAMPOS Por decisão do relator do caso no Tribunal de Justiça do Distrito…
Em mais uma frente de investigação sobre os desdobramentos das operações financeiras envolvendo o Banco…
ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL No último ano de seu segundo mandato, o governador Ibaneis Rocha…