“Acima de eventuais divergências políticas está o interesse do DF”, diz Flávia Arruda, nova coordenadora da bancada no Congresso

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Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

À QUEIMA-ROUPA

Deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), coordenadora da bancada do DF no Congresso

Escolhida ontem coordenadora da bancada federal do Distrito Federal no Congresso, a deputada Flávia Arruda (PL-DF) tem pela frente a atribuição de unir parlamentares com pensamentos e correntes diferentes em benefício do DF, num momento de crise nacional, sanitária, política e econômica.

O DF tem sido bem atendido na divisão de recursos federais para o combate à pandemia?

O DF tem sido atendido corretamente quanto aos recursos para o combate ao coronavírus. Além disso temos recursos aprovados entre as medidas de socorro aos estados e municípios, graças a uma atuação conjunta da nossa bancada, na Câmara e no Senado. Na PLP 39/2020, em que foi determinado esse auxílio, o repasse direto de valores para o DF é de mais de R$466 milhões, além do alongamento da sua dívida. Ainda há outro montante de R$7 bilhões que será dividido entre as unidades da federação para ações específicas de saúde e assistência social.

Na bancada, há posições bem discrepantes em relação ao governo Bolsonaro. Como unir todos os deputados e senadores no mesmo esforço de ajudar o DF?

O correto é respeitar a posição de cada parlamentar e construir nossas convergências em torno dos interesses de Brasília. A bancada tem tido essa posição. Acima de eventuais divergências políticas está o interesse do DF.

Como resolver questões importantes em outras áreas, como a cultura, a educação e o desenvolvimento social, num momento em que todos os recursos precisam ser canalizados para a saúde?

Claro que neste momento a prioridade absoluta deve ser, e está sendo, a saúde e a assistência aos mais vulneráveis. Aprovamos recursos para cultura, para microempreendedores e outros setores e seguimos neste esforço conjunto. Mas se Deus quiser essa fase vai passar e poderemos estabelecer novas prioridades na reconstrução da economia pós coronavírus.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, terá que decidir o que fazer com vários pedidos de impeachment contra Bolsonaro. O que, na sua avaliação, deve ser feito?

O presidente Rodrigo Maia tem sido muito ponderado e equilibrado nesse momento difícil que vivemos. A hora é mesmo de dar prioridade ao combate à pandemia. Não é hora de esticar a corda. De buscar rompimentos institucionais. Penso que isso vale para todos os poderes.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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