O governo fechou a torneira das emendas parlamentares para eventos culturais em 2015. Mas, no fim do ano, pelo menos R$ 1,1 milhão foi repassado a shows realizados na Ceilândia. O evento Natal Solidário, que ocorreu em 26 e 27 de dezembro em Ceilândia Sul, teve despesas de R$ 297 mil só em cachês. A dupla Cairo e Leo (foto) recebeu R$ 28 mil por uma hora de apresentação. A banda Chikita Bakana levou R$ 30 mil pelo mesmo tempo em cima do palco. Já o grupo The Fingers levou R$ 27 mil. O maior cachê foi para o cantor Júlio César: ele ganhou R$ 33 mil para se apresentar das 15h30 às 16h30. Já o evento Tendências Culturais, realizado na Praça da Bíblia, no fim de dezembro, consumiu R$ 127 mil em repasse a cantores.
A festa de Luzia
Todas as emendas parlamentares liberadas nos últimos dias de 2015 eram da deputada distrital Luzia de Paula, que recentemente migrou do PEN, que faz oposição ao governo, para a Rede Sustentabilidade, aliada do GDF. As festividades de aniversário da Casa do Cantador receberam R$ 521 mil. Dezenas de cantores e grupos de forró se apresentaram, com cachês de até R$ 17 mil, valor pago ao cantor Flávio Brasil. A parlamentar também conseguiu a liberação do pagamento de cachês para apresentações no restaurante comunitário da Ceilândia. Cada cantor do projeto Um rango, um som recebeu R$ 10 mil para cantar e tocar violão durante uma hora, enquanto os frequentadores do bandejão almoçavam.


6 thoughts on “A volta das emendas distritais para shows”
Será que o povo gosta do tipo de música que tocam por 10 mil reais enquanto comem por 3,00?
Geralmente os cantores fecham caches de 10 mil mas repassam 7 mil para os contratantes!!! Na verdade sobra 3 mil para eles e se não fizerem isso não são contratados. Qual músico que nessa crise não quer ganhar 3 mil para tocar uma horinha! Lavagem de dinheiro mesmo!
É necessário se fazer consulta pública para usar os recursos públicos. Sinceramente, o dinheiro que a deputada destinou para esses shows não é recurso privado, é recurso público, portanto, deveria consultar as bases.
É lamentável que pessoas vejam Cultura só como ferramenta para lavar dinheiro público, ou gastá-lo de forma inadequada.
É compreensível esse entendimento diante de tantas denúncias expostas na mídia, de atos praticados por quem não tem compromisso com a verdadeira Cultura.
Nós, da Associação dos Forrozeiros do Distrito Federal, que somos mais de trinta e cinco Trios de Forró de Pé de Serra, todos cadastrados e credenciados na Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, através do SISCULT; associando mais de cem famílias diretamente e todos em busca de ganhar, com a arte, o complemento de renda para o sustento das mesmas, vimos contestar esse entendimento maldoso, pois defendemos a Cultura Nordestina, e em especial o Forró de Pé de Serra, criado pelo nosso saudoso “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga.
Ao tomarmos conhecimento da matéria, ora exposta, com conteúdo tendencioso para distorcer a imagem do contexto Cultural, resolvemos informar que: o evento realizado na Casa do Cantador, não foi um Evento ao acaso, e sim em comemoração ao 13 de dezembro, Dia Nacional do Forró (data em que nasceu o nosso eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga), e a edição de 2015 foi apenas a oitava de muitas outras que pretendemos realizar no grande Encontro de toda a Família Forrozeira, recebendo sempre o apoio do Governo do Distrito Federal, e do parlamentar que propuser apoio à realização do Evento (ações feitas por vários parlamentares, no decorrer das edições).
No ano de 2015, foi a vez da Deputada Distrital Luzia de Paula, simpatizante do gênero forró, indicando no Orçamento do GDF, uma pequena quantia para a realização do mesmo, no qual ficamos agradecidos aos apoios do GDF, da Administração Regional de Ceilândia, e o empenho da Deputada Distrital Luzia de Paula.
Marques Celio Rodrigues de Almeida (Presidente da ASFORRÓ-DF).
Ao contrário do que a matéria aponta nem todos os eventos culturais que foram realizados na cidade de Ceilândia tiveram verbas oriundas de emendas parlamentares do Gabinete da Deputada Luzia de Paula. O evento “natal solidário”, apontado na matéria, foi custeado com verba destinada pelo Deputado Distrital Bispo Renato e de fato a ação tratou-se de um show musical.
As atividades realizadas na Casa do Cantador no período de 21 de novembro a 16 de dezembro vão ao encontro da missão e da visão deste Espaço Cultural, que são: Missão: Preservar, promover e difundir as artes, valores e costumes de origens nordestinas e outras que estão arraigadas à evolução histórica e cultural de todos os brasileiros. Visão: Ser legitimada pela sociedade como uma instituição que possui excelência na prática da promoção da cultura brasileira, em especial a nordestina, sendo um instrumento ágil e transparente a serviço de todos.
As ações não se limitaram apenas em entretenimento (SHOWS), mas sim no fortalecimento de alguns gêneros culturais genuinamente brasileiros, no caso o Repente, o Forró de Pé de Serra, o Teatro mamulengo e a música Caipira.
Nas Festividades do Aniversário da Casa do Cantador foram incluídos os projetos: Festival de Cultura Nordestina, 8º Encontro dos Forrozeiros, Projeto Viola, Repente e Canção, e o Sarau Hip- Hop. Para a execução dos projetos realizados no período supracitado foram destinados um pouco mais de 488 mil reais, verba oriunda de emenda parlamentar da Deputada Luzia de Paula. Foram contratadas 55 atrações, gerando renda direta e indiretamente a mais de 200 Pessoas (para se ter uma ideia, só no encontro dos forrozeiros foram contratados mais de 90 artistas que compuseram os 32 trios).
Quanto ao questionamento dos cachês, todas as contratações tiveram como base o cadastro de cada artista no Sistema de Cultura – SISCULT da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, não havendo acréscimo algum em referência a contratações anteriores. Todos os projetos foram sucesso de público e tiveram seus objetivos atingidos.
Ao estar destinando verba para fomentação de Cultura e lazer a Deputada Luzia de Paula faz cumprir o que está disposto no artigo 215 da Constituição Federal e não merece ser alvo de matéria com um título pejorativo tal qual a que gerou o motivo para essa carta de desagravo.
Atenciosamente,
Francisco de Assis Chagas Filho
Diretor – Casa do Cantador
O que acontece é que os eventos culturais deveriam caminhar por si sós. o GDF e principalmente os Deputados, deveriam dar apoio na estrutura pública. Fica muito fácil pegar dinheiro público para patrocinar eventos que nem sempre são de gosto popular. Eles deveriam buscar apoio na iniciativa privada e ofertar preços acessíveis. Estes eventos são muito suspeitos.