O candidato ao Palácio do Buriti Ricardo Cappelli (PSB) gravou e postou nas redes sociais um protesto veemente pela decisão do ministro Luiz Fux, do STF, de impedir que o Tribunal de Justiça da Bahia retirasse os recursos de depósitos judiciais do BRB. “Isso é um escândalo. Acabou o sistema financeiro nacional”, disse Cappelli. “Você já imaginou ter um dinheiro no banco e vir um juiz e dizer que você tem que manter o dinheiro lá? O ministro do STF disse que tinha de manter o dinheiro lá por 90 dias. Por que por 90 dias? É só para passar a eleição? Quando um juiz obriga alguém a deixar um dinheiro no banco, acabou a liberdade econômica. Cadê os liberais desse país?”, acrescentou.
“Decisão curiosa ou esdrúxula?”
Além de Ricardo Cappelli, Leandro Grass (PT) e Paula Belmonte (PSDB) questionaram a decisão do ministro do STF Luiz Fux de garantir a permanência dos depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) no BRB. Grass considerou a decisão “curiosa” e aproveitou o ensejo para cobrar que a governadora publique o balanço do banco. A tucana Belmonte disse que a decisão judicial mostra “a gravidade da situação do BRB”.
Jogo eleitoral
Integrantes do governo avaliam que ações isoladas de adversários mostram que parece haver uma atitude orquestrada para complicar e dificultar a vida da governadora Celina Leão em sua tentativa de impedir a liquidação do BRB. Tudo no jogo eleitoral.
Pedido de vista
O conselheiro Paulo Tadeu, do Tribunal de Contas do Distrito Federa, pediu vistas de um pedido da Secretaria de Economia para a emissão de uma certidão “destinada à instrução de pleitos junto à Secretaria do Tesouro Nacional – STN”. O conselheiro Inácio Magalhães, relator do caso, foi a favor da emissão da certidão “atestando o cumprimento do art. 167-A da CF/88”. Segundo ele, pelos dados apresentados pelo GDF, “no que se refere à execução orçamentária do Distrito Federal ocorrida até o 3° bimestre de 2026” houve “observância do limite de 95,00% (noventa e cinco por cento) entre as despesas e receitas correntes apuradas para o período de julho de 2025 a junho de 2026 (valores realizados nos últimos 12 meses”.
Alívio
A emissão da certidão pelo TCDF ajudaria muito nas negociações do governo brasiliense com o governo federal, o Banco Central e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para a concessão do empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o GDF socorrer o Banco de Brasília (BRB). Integrantes do governo reclamam de uma atitude que consideram política.

