Agaciel Maia é o candidato do Buriti à presidência da Câmara legislativa - aliados
Agaciel Maia será o candidato do Buriti Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Aliados do governo vão apresentar proposta alternativa para reformulação da previdência 

Publicado em CB.Poder

Diante da ruptura gerada na Câmara Legislativa pela proposta de reformulação da previdência, aliados de Rodrigo Rollemberg elaboram um substitutivo que reduza as resistências dos parlamentares. O texto é articulado pelo líder do governo na Casa, Agaciel Maia (PR), e será formalmente apresentado ao presidente da Câmara, Joe Valle (PDT), na manhã desta quinta-feira (14/09). São três as principais mudanças.

 

O novo projeto prevê mais prazo para o debate sobre a previdência complementar, que só seria votada daqui a 60 dias. No artigo que destina metade da arrecadação não tributária à recomposição da previdência, o governo vai deixar claro que a medida não inclui a privatização de empresas públicas, como a CEB e a Caesb. Com esse ajuste, o GDF espera conquistar os votos de distritais que têm como bandeira a luta contra a privatização.

 

Novas contas
Mas a principal alteração é na questão financeira. A proposta alternativa prevê que, em vez de mexer no superavit do fundo dos servidores contratados após 2007, o GDF usaria apenas os rendimentos referentes aos anos de 2016, 2017 e 2018. Além disso, o governo passaria a ter acesso às contribuições patronais e dos servidores concursados na última década, além das compensações previdenciárias, reconhecidas pelo STF no mês passado.

 

Com tudo isso, o governo conseguiria acabar com o deficit mensal de R$ 170 milhões para pagamento de aposentadorias, liberando recursos para a folha de servidores da ativa e para o pagamento de dívidas e fornecedores. A expectativa é de que, a partir dos ajustes, o governo conquiste com mais folga a aprovação das mudanças na previdência.

3 thoughts on “Aliados do governo vão apresentar proposta alternativa para reformulação da previdência 

  1. Soluções paliativas!! O debate deveria girar em torno do aumento da alíquota de contribuição do servidor e de regras mais rígidas e restritivas para aposentadoria e pagamento de pensão, caso contrário, com o envelhecimento da população e com cada vez menos novos servidores para contribuir, o debate volta logo logo a pauta. Com a solução paliativa proposta, logo que esgotar a poupança anteriormente acumulada, o Estado volta a não ter capacidade de investimento e pagamento dos salários em dia. Para os investimentos, a proposta de privatizar estatais deveria ser algo natural.

  2. Esse governo, infelizmente, está fadado ao fracasso. Lamentável!!! A mente do Governador é de servidor público socialista que enxerga o Estado como grande financiador do desenvolvimento. Estado forte, grande, muitos servidores, muitas funções, estatais e órgãos públicos. Só que vivemos numa crise de financiamento desse modelo. A sociedade já não aceita financiar esse elefante que não devolve serviços públicos de qualidade.

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