Por Mila Ferreira — Após ter batido na trave e não ter se elegido em primeiro turno por 167 votos, Celina Leão (PP) tem reforçado o número dela em todas as aparições públicas. Nas agendas de campanha, ela tem falado sobre a confusão feita por eleitores que votaram 22 em vez de 11, número correto da candidata. Na propaganda eleitoral gratuita para o segundo turno, que começou a ser exibida ontem, Celina reforçou o assunto e fez um apelo para que as pessoas votem no número correto desta vez. Na tevê, durante o primeiro turno, ela focava em falar das ações à frente do GDF, sem citar a palavra “voto” ou o número.
Para essa segunda etapa da campanha, Celina também tem buscado conversar com quem se absteve de votar. A candidata disse que recebeu muitos relatos de pessoas que saíram de casa para votar nela no último dia 4, mas passaram muito tempo na fila e acabaram desistindo por causa do calor. “No segundo turno vai ser mais rapidinho”, incentiva a governadora.
Michelle engajada
Michelle Bolsonaro (PL) tem marcado presença junto a Celina Leão (PP) no segundo turno da campanha para o Governo do DF. Substituiu a foto do seu perfil no Instagram por uma foto de Celina e Flávio Bolsonaro (PL), demonstrando envolvimento total na eleição dos dois. Em um encontro com empresários na última quinta-feira, a senadora eleita reforçou o apoio total à amiga e destacou a força do número 22, lembrando de episódios ocorridos em outros estados. “O Tarcísio teve quase 1 milhão de votos anulados em 2022, porque as pessoas esqueciam que ele era 10 e votavam e votaram 22″, destacou Michelle, referindo-se ao desempenho de Tarcísio de Freitas em São Paulo. “A gente teve a Mailza no Acre com 1,6 mil votos anulados também, porque ela era 11 e votaram 22. A força do 22 é muito grande”, ressaltou, fazendo referência a Mailza Assis (PP), candidata ao governo do estado nortista.
Bia focada
Por ser presidente do PL-DF, a senadora eleita Bia Kicis (PL) tem priorizado a campanha para eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para o Palácio do Planalto e não tem aparecido ao lado de Celina nas agendas públicas nesse segundo turno.
Multidão
No evento que provavelmente será o último ato de campanha de Lula em Brasília, o presidente e o candidato ao GDF Leandro Grass (PT) mobilizaram cerca de 5 mil pessoas em Ceilândia, ontem, mostrando que, para além de vídeos-selfies e mobilização nas redes sociais, Lula é bom mesmo é de rua.
É sobre Brasília
Ao longo das agendas do dia, Grass frisou bem que “não é mais sobre direita ou esquerda, é sobre Brasília”. A fala reflete um fato ocorrido ontem, quando algumas pessoas filiadas do PSD que disputaram vagas no para cargos no Legislativo declararam apoio ao petista, contrariando as orientações do partido.
Diálogo
Após se eleger deputado distrital, Múcio (PSB) recebeu um telefonema da governadora e candidata Celina Leão (PP). Em pauta, o fomento à cultura e questões relacionadas à fiscalização dos serviços públicos. Falaram sobre transporte, segurança pública, iluminação e ocupação do centro da cidade com atividades culturais.
Antes mesmo de se eleger, Múcio usava as redes sociais para fazer denúncias, divulgar projetos e realizar mobilizações em favor da cultura no DF. Trouxe visibilidade à questão da renovação automática da concessão do Pontão sem licitação, manobra aprovada pela Terracap, mas barrada na Justiça após ação movida por Múcio junto com Ricardo Cappelli, Rodrigo Rollemberg e Rodrigo Dias.
Em relação à defesa da cultura, fiscalização e transparência, Múcio não tem nada de novato. Deve ocupar posição estratégica na Câmara Legislativa (CLDF) e no diálogo com Celina, se ela for eleita.
Juventude
A média de idade dos deputados distritais eleitos diminuiu nesta nova legislatura. Assim como em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, parlamentares jovens e de direita foram destaques entre os eleitos para a Câmara Legislativa. Dois deputados distritais têm menos de 30 anos: Estefane Sampaio (Republicanos) e Victor Jansen (PL) têm apenas 25 anos. Entre as mulheres eleitas, Estefane foi a mais votada, com 45.558 votos. Victor teve 32.120 votos.
Só acaba quando termina
Fábio Félix (PSol) foi eleito deputado federal, mas até o fim deste ano, ainda é deputado distrital e, como tal, segue fiscalizando os serviços públicos. O parlamentar entrou com uma representação junto ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) devido aos atrasos nos repasses dos créditos do programa Nota Legal. Félix pede que o tribunal publique calendário atualizado para a quitação integral dos créditos do Programa Nota Legal indicados para depósito bancário em junho de 2026, com informação dos valores e quantitativos previstos por lote, dos critérios objetivos de ordenação e do saldo pendente, resguardados os dados pessoais dos beneficiários.
A Secretaria de Economia informou à coluna que está previsto o pagamento de mais um lote para a próxima semana, sem especificar datas.
Leila presente
A senadora Leila do Vôlei (PDF) licenciou-se do Senado para tratar uma pneumonia e dores no quadril relacionadas à prótese que utiliza, mas segue ativa na política. A parlamentar participou do ato de campanha do presidente Lula e de Leandro Grass em Ceilândia.
Embora não tenha conquistado uma das duas vagas ao Senado, Leila encerrou a campanha com uma votação expressiva. Ela recebeu 686.340 votos, número superior aos 675.627 votos obtidos por Lula no DF e aos 569.930 recebidos por Leandro Grass na disputa pelo Governo do Distrito Federal.
Cartazes apócrifos
Após a distribuição de cartazes na Universidade de Brasília (UnB) com a foto de Flávio Bolsonaro caracterizado como Hitler e os dizeres “O 22 quer você morto”, o deputado distrital recém-eleito Victor Jansen entrou com uma representação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitando a abertura de um procedimento investigatório para identificar e responsabilizar os autores materiais, mandantes e financiadores da confecção e distribuição dos cartazes.
“Esse tipo de coisa foge da liberdade de expressão, é algo criminoso de fato e a gente tem que combater, saber quem são os organizadores. Eles têm que responder por isso, afinal, a universidade é financiada com o dinheiro de todos os brasileiros e não pode acontecer esse tipo de manifestação de ódio”, disse Victor à coluna.

