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Bets causam prejuízo ao PIB cinco vezes maior do que tarifaço de Trump

Publicado em Coluna Capital S/A

Coluna Capital S/A de 25 de agosto

Por SAMANTA SALLUM

Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central, estima transferência líquida de recursos em R$ 62,5 bilhões em 2025 para as plataformas on-line de apostas. Usando essa informação como subsídio, o economista Guilherme Klein, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), calculou o impacto das bets sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos pelo país). Segundo o estudo, as apostas retiraram entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025, o que equivale a cerca de 0,9% a 1,1% do PIB daquele ano

O economista aponta que a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025, que foi de 2,3%, é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço norte-americano sobre o PIB brasileiro.

A queda no consumo reduziu a arrecadação potencial em até R$ 54,8 bilhões; mesmo descontando os impostos pagos pelas plataformas, o saldo líquido para o governo ficou negativo em pelo menos R$ 22 bilhões.

Galípolo: Alto endividamento das famílias não é pelos juros, mas pelo acesso a mais crédito

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o avanço do crédito e o aumento do endividamento das famílias estão diretamente ligados. “Não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, disse no evento Febraban Tech 2026.

Preocupação do BC

O cartão de crédito está entre os principais pontos de preocupação do Banco Central. Atualmente, o país tem 96 milhões de usuários dessa modalidade, dos quais 52,8 milhões possuem dívidas no rotativo ou em parcelamentos com juros. A taxa cobrada no rotativo pode chegar a 15,1% ao mês.

Efeito colateral do pix

O avanço positivo do uso do Pix trouxe, no entanto, um efeito colateral negativo. Com as abertura de contas bancárias para se ter o Pix, milhares de pessoas que não tinham cartão de crédito passaram a ter o benefício de forma fácil, ágil e sem burocracia. Os analistas econômicos apontam que isso induziu as famílias ao descontrole de gastos e , assim, ao endividamento.

Licitação para gerir Fundo Imobiliário de Goiás

O governo de Goiás espera arrecadar pelo menos R$ 1,8 bilhão com o Fundo de Investimento Imobiliário do Estado nos próximos anos. O leilão para contratar os gestores do fundo está programado para hoje, e o valor previsto da licitação é de R$ 77 milhões. Os estudos técnicos realizados pelo IBAP (Instituto Brasileiro de Administração Pública) estima que o Valor Global de Vendas (VGV) dos imóveis é de R$ 12,3 bilhões.

O fundo será criado com um patrimônio inicial de 17 imóveis com valor de mercado de R$ 834 milhões. Foi constituído em junho para rentabilizar terrenos e construções estaduais sem uso, superando custos de manutenção e gerando recursos por meio de locação ou desenvolvimento imobiliário.
Entre eles, a antiga sede do Clube da CELG.

Imagens que contam a história da industrialização no Brasil

No começo dos anos 1940, em meio a destruição causada pela Segunda Guerra Mundial, o fotógrafo Hans Gunter Flieg (1923-2024), alemão de família judia, desembarcou em São Paulo. Ele fugia do regime nazista e se tornaria um dos principais nomes da fotografia do país, dedicando a carreira a registrar a industrialização do Brasil, especialmente de São Paulo. Agora o Sesi Lab e o Instituto Moreira Salles (IMS) contam a trajetória na exposição “Flieg. Tudo que é sólido”, que reúne cerca de 180 fotografias realizadas até os anos 1980. A exposição conta com apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Ministério da Cultura, e entra em cartaz a partir de 2 de setembro.

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