Coluna Capital S/A de 24 de agosto
Por SAMANTA SALLUM
Empresários industriais passaram a projetar queda das exportações e do número de empregados nos próximos meses. O índice que mede a intenção de investimento do setor caiu 0,6 ponto em agosto, passando de 53,2 para 52,6 pontos. Trata-se do terceiro recuo consecutivo do indicador, que atingiu seu patamar mais baixo em 2026. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Forte entrada de produtos importados
“A queda da intenção de investimento da indústria resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor. Isso se deve, principalmente, a três motivos: o patamar elevado dos juros; o aumento dos custos de produção e a forte entrada de produtos importados”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

Intenção de consumo também em queda
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,6% em agosto, na comparação com julho, atingindo 104,9 pontos. A retração do indicador nacional foi liderada pela forte deterioração da percepção sobre o futuro do mercado de trabalho: o componente de Perspectiva Profissional teve o maior recuo do mês (-1,9%) e registrou uma expressiva baixa de 9,9% ante o mesmo período do ano passado.
Aperto monetário
O contexto de aperto monetário causado pela alta taxa Selic e os efeitos transversais dos dois lados do balcão explicam o cenário. A inadimplência de empresas bateu recorde no país junto com a das famílias brasileiras. Mais de 9 milhões de CNPJs estão com contas em atraso, no país.
Confiança dos trabalhadores afetada
“O comportamento mais cauteloso das famílias ocorre em meio a um ambiente financeiro pressionado. E o avanço da inadimplência entre empresas gera ruídos em toda a atividade econômica e afeta também a confiança dos trabalhadores ao ameaçar a estabilidade de suas ocupações”, analisa o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Desenrola empresas concentra operações nos micro e pequenos negócios
O novo programa Desenrola já contabilizava 2,2 milhões de operaçoes que totalizam R$ 32,6 bilhões, até o início de agosto. O maior volume financeiro concentra-se nas linhas voltadas a micro e pequenas empresas. O Pronampe registrou 185 mil operações, totalizando R$ 26,7 bilhões, enquanto o ProCred soma 47 mil operações, correspondentes a R$1,8 bilhão renegociados.
Prazo de adesão terminando
O prazo para adesão de pequenas empresas, famílias e produtores rurais ao programa Desenrola termina em 31 de agosto. Criado em maio, pelo ministério da Fazenda, a meta, segundo o ministro Dario Durigan, é beneficiar 10 milhões de pessoas.

Copa Airlines aumenta operações em Brasília
A partir de dezembro, a Copa Airlnes ampliará a frequência de voos do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek (BSB) para o Hub das Américas na Cidade do Panamá (PTY), passando de sete para oito voos semanais. Para janeiro e fevereiro de 2027, aumenta de forma mais acentuado, passando para 11 frequências semanais, um avanço de 57% comparado com o número de voos oferecidos em julho deste ano.

TCU faz consulta pública sobre qualidade dos combustíveis
Auditoria que está sendo realizada pelo TCU na Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis abriu consulta pública. O Tribunal quer ouvir motoristas de todo o país para saber o que acham da qualidade, fiscalização e monitoramento dos combustíveis. Caminhoneiros, motociclistas, taxistas, motoristas de aplicativo podem participar. A pesquisa está disponível no site do TCU, e pode ser respondida até o dia 10 de setembro.
Custos à indústria automotiva
A iniciativa é importante para evitar a comercialização de combustíveis de baixa qualidade, o que pode causar prejuízos aos proprietários de veículos, comprometer a segurança veicular, gerar impactos à saúde e meio ambiente, além de aumentar custos para os setores de logística e indústria automotiva.
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