Por SAMANTA SALLUM
O Sistema do Associativismo recebe, na próxima terça-feira, 13 de outubro, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro para o Grande Encontro do Associativismo, no Clube Monte Líbano, em São Paulo. O evento começará às 17h e contará com a porta-voz econômica da campanha, Daniella Marques. As senadoras eleitas do DF Michelle Bolsonaro e Bia Kicis estão confirmadas, além de Damares Alves. O candidato apresentará propostas para o governo, em uma agenda voltada ao diálogo com o setor produtivo e o associativismo.
Lideranças empresariais e políticas

Participarão do encontro o presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, da Federação das Associações Comerciais de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait Neto (foto); a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora, Ana Cláudia Badra; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf; o presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Tirso Meirelles. Estão previstas as presenças do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes.
“A ACSP, que sempre defendeu a livre iniciativa, reforça a importância de mantermos um diálogo aberto e direto com as lideranças políticas para garantir que a voz dos comerciantes, prestadores de serviços e pequenos empresários seja ouvida” , destacou Alfredo Cotait.
Inadimplência e endividamento das famílias brasileiras recuam em setembro

Proporção de endividados no país caiu pela primeira vez no ano, mas tempo médio de atraso, de 65 dias, atingiu o maior patamar desde novembro de 2024. O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer recuou para 81,7% em setembro de 2026. Acompanhando esse movimento, a taxa de inadimplência — que mensura a proporção de famílias com alguma parcela em atraso — também cedeu, com uma redução de 0,3 ponto percentual em relação a agosto, marcando 29,6%, o menor patamar desde o mês de março.
Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os analistas apontam que a continuidade da trajetória de queda na inadimplência exige medidas que favoreçam o acesso ao crédito em condições mais adequadas, com juros mais compatíveis com a realidade das famílias e das empresas.
MP das Bets
A Medida Provisória que impediu a operação das bets virtuais no Brasil, anunciada pelo governo federal no fim de setembro ainda não teve seu efeito econômico refletido na Peic de setembro. Mas poderá ser aferido em outubro, caso se mantenha. Parte do endividamento das famílias era atribuída aos gastos dos brasileiros com os jogos de azar on-line.
Juros ainda são maior vilão de indústria
Cerca de 76% das empresas do setor que tiveram dificuldade na obtenção de crédito de curto ou médio prazo (até cinco anos) apontaram os juros altos entre os principais entraves para o financiamento. Na busca por crédito de longo prazo(acima de cinco anos), a barreira foi mencionada por quase 69% dos empresários. O levantamento da CNI consultou 1.701 empresas industriais — 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes — entre 3 e 12 de agosto de 2026. Os dados referem-se aos seis meses anteriores: entre fevereiro e julho de 2026.
Processo lento de redução
“A Selic iniciou o ano em 15% e, desde então, o Banco Central mantém uma postura bastante cautelosa nesse processo de corte dos juros. É importante lembrar que a queda dos juros leva um tempo para se refletir no custo do crédito, que ainda chega bastante elevado para as empresas”, aponta Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.
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