capaa

Os cinco setores mais regulados pelo governo se unem em apelo a presidenciáveis

Publicado em Coluna Capital S/A

Por SAMANTA SALLUM

Entidades representativas de cinco setores econômicos sob regras de agências regulatórias do governo — aviação civil, rodovias, saneamento, saúde suplementar e telecomunicações — conclamaram os candidatos à presidência da República a assumir compromisso em favor da melhoria do ambiente de negócios no país e do estímulo ao investimento privado. “Ele só prospera em ambientes em que os incentivos são corretamente direcionados para melhor responder aos interesses da sociedade e em que regras estáveis e previsíveis colaboram para o melhor funcionamento da economia de mercado, com maior geração de emprego, renda e prosperidade”, destaca o documento.

Perdas na infraestrutura

As entidades apontam que o Brasil tem registrado baixas taxas de investimento — inferior a 17% do PIB em 2025. “Estamos aquém do que economias com características similares à nossa alcançam e muito abaixo do que é necessário para, no mínimo, manter a nossa infraestrutura nas insuficientes condições atuais. É preciso sair desta armadilha. É nesse sentido que o papel das instituições de regulação, do Legislativo e do Judiciário torna-se ainda mais crucial para o futuro do nosso país”, reforça o manifesto.

Balanço dos setores

AVIAÇÃO CIVIL
130 milhões de passageiros transportados e 1,35 milhões de toneladas de carga aérea; quase 10 milhões de turistas estrangeiros; +90 aeronaves Embraer encomendadas

RODOVIAS
Mais de 32 mil quilômetros de malha rodoviária sob gestão privada

SANEAMENTO
2.720 municípios com atuação privada, com aumento de 9,3 vezes desde a aprovação do marco legal em 2020

SAÚDE SUPLEMENTAR
Mais de 53 milhões de beneficiários de planos de saúde e 36 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, superando 2 bilhões de procedimentos por ano – quase 5,5 milhões de eventos cobertos por dia

TELECOMUNICAÇÕES
Mais de 359 milhões de acessos de telefonia móvel, banda larga fixa, telefonia fixa e TV por assinatura, com infraestrutura presente em todos os municípios brasileiros, alcançando 95% da população, sendo 70% com acesso

Candidatos ao Buriti recebem propostas do Codese-DF

O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF) realizará, na quarta e quinta-feira 23 e 24, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), uma rodada de sabatinas individuais com nove candidatos ao Governo do Distrito Federal. E no dia 29 será lançado o livro O DF que a gente quer – visão 2026-2040, que reunirá os resultados do trabalho das câmaras temáticas realizado ao longo do ano. Será na Câmara Legislativa.

“O documento pretende ser referência para o acompanhamento das prioridades estratégicas propostas pela sociedade civil para o Distrito Federal no horizonte 2026-2040”, destaca o presidente do Codese DF, Dionyzio Klavdianos.

Intenção da indústria nacional em investir é a menor em 6 anos

O índice que mede a intenção de investimento da indústria no país caiu 1,3 ponto em setembro, de 52,6 para 51,3, menor valor para o indicador desde agosto de 2020, durante a pandemia de covid-19. Trata-se da quarta queda consecutiva do índice, cuja sequência negativa ocorre desde maio. De lá para cá, o indicador acumula recuo de 3,5 pontos. A retração acontece em um momento de juros ainda elevados. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma sondagem com 1.403 empresas no país.

Momento de incertezas

“A queda expressiva da intenção de investimento reflete um quadro que a gente já vem acompanhando de perda de ritmo da atividade industrial. Além disso, há um aumento das incertezas, o que também contribuiu para o resultado”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Maior queda de produção em 11 anos

A CNI apontou, ainda, que o índice que mede a evolução da produção industrial ficou em 46,3 pontos em agosto, com queda de 4,7 pontos na comparação com julho. Com o resultado, há sinalização de queda da produção. Isso acontece quando o índice fica abaixo de 50 pontos. “Trata-se do pior resultado para o mês de agosto desde 2015, durante a crise econômica, quando o índice registrou 42,7 pontos. Destaca-se, ainda, que o resultado é contrário ao que é usualmente observado no período”, destacou a CNI.

Acompanhe a Capital S/A na TV Brasília às terças e às quintas-feiras, 18h30, no JL ao vivo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *