Por SAMANTA SALLUM
O processo de empréstimo para capitalizar o BRB está travado, não andou como se esperava depois do acordo judicial, no STF, em maio, com o Ministério da Fazenda. A governadora Celina Leão vai se pronunciar oficialmente, hoje, apresentando um balanço dos quatro meses de gestão, desde que assumiu o mandato no lugar de Ibaneis Rocha. Vai mostrar que está promovendo equilíbrio fiscal no GDF e que já atendeu a todas as exigências técnicas para que o governo esteja apto a contrair o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB. Fonte ouvida pela coluna apontou que o entrave é político, neste momento em que a temperatura eleitoral está aumentando. E também haveria interesses econômicos de instituições financeiras contrariados com a operação salva-BRB.
Ajuda no STF
O Distrito Federal sinaliza que alcançará Capacidade de Pagamento (Capag) após o cumprimento do artigo 167-A da Constituição Federal, que determina limites de gastos e mecanismos de ajuste fiscal. O GDF tem esperança, agora, de que a audiência com o ministro Fux, na próxima quinta-feira, faça o processo andar de novo. Já que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não se mostra receptivo à operação de empréstimo.
Depósitos judiciais
Fux pediu uma saída para a crise do BRB “o quanto antes”, porque há no banco público cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de cinco Tribunais de Justiça estaduais — e uma eventual quebra poderia desmoralizar o Judiciário.
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