Celina Leão diz que governo federal não tem vontade de ajudar BRB

Publicado em Coluna Capital S/A, Sem categoria

Governadora do DF apontou que banco Digimais foi socorrido com R$ 9 bilhões. Mas o de Brasília não recebeu aceno algum de ajuda. “Fazer para um e não fazer para outro? E nós aqui precisamos de menos, de R$ 6 bilhões”, questionou

Por SAMANTA SALLUM

Junto com o presidente do BRB, Nelson de Souza, a governadora do DF, Celina Leão, participou do Brasília Summit na manhã de hoje. Ela contou que não teve resposta alguma do governo federal ao seu pedido de ajuda. “Está parecendo que não há mesmo vontade em colaborar com a nossa cidade. O governo federal ajudou outros bancos. Sou governadora de direita. Mas, todas as vezes que tiver que conversar sobre a minha cidade com o presidente (Lula/PT), eu estarei pronta. E eu esperava isso também dele (Lula), mas não aconteceu”, lamentou a governadora em conversa com a imprensa.

A chefe do Executivo local apontou que o governo federal, nesta semana, socorreu o banco Digimais. “Eu acho que é missão mesmo do governo federal fazer. Mas fazer de um e não fazer de outro? O Digimais foram R$ 9 bilhões. Nós precisamos de menos de R$ 6 bilhões”, questionou.

A liquidação do Master pelo Banco Central, no final de 2025, atingiu outras instituições financeiras. Entre elas, a Digimais, banco do líder religioso Edir Macedo. A instituição já enfrentava crises e processos judiciais. E, segundo a declaração de Celina Leão, acaba de receber ajuda federal.

Para não depender de esmola 

A governadora do DF, no discurso oficial, defendeu a mudança de matriz econômica da capital federal para não depender de “esmola” do governo federal.

“A gente não pode mais esperar esmola do Fundo Constitucional, com todo respeito. Pois, por duas vezes, só neste meu mandato, tentaram nos tirar o Fundo, para  praticamente mostrar para o DF: olha, sem nós, vocês não funcionam”, frisou Celina. 

Segundo ela, a capital federal deve buscar uma nova vocação econômica, além de ser sede administrativa dos Três Poderes, para depender menos de verbas federais. “Essa cidade tem que levantar sua a cabeça, tem que buscar vocação financeira e econômica”.

Sobre o BRB, sustentou que é um banco “sólido”. “É bom que se faça uma separação do que é Master, do que é BRB. O BRB, é vítima de uma situação que aconteceu. Mas é um banco que tem valor de mercado, que tem mais de 30 mil contas jurídicas, quase 800 mil contas individuais, é um banco que tem várias formas de sair desse momento. E irá sair desse momento”, afirmou.

A governadora informou ainda que não recebeu o resultado da auditoria externa realizada no BRB.

Realizado em parceria com o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, o Correio Braziliense promoveu na manhã de hoje mais uma edição do Brasília Summit, com o tema eficiência na gestão pública. Reuniu autoridades, especialistas e lideranças para debater caminhos mais estratégicos para o desenvolvimento do país.

 

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