Por SAMANTA SALLUM
Cerca de 100 representantes da indústria brasileira participam da Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), no Panamá. A iniciativa, liderada pela CNI, quer reforçar a presença e o protagonismo do setor produtivo do Brasil em um dos principais espaços de diálogo sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade. O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e vice-presidente executivo da CNI, Jamal Jorge Bittar, faz parte da delegação.
Recorde em exportações
Em 2025, as exportações brasileiras para o Panamá bateram o recorde de US$ 1,6 bilhão, um crescimento de 426% na última década, com a indústria de transformação representando quase 90% desse fluxo. Os dados são de um levantamento da CNI — com base em informações da Apex-Brasil, do Banco Mundial e do ComexState, do Banco Central — que mostra, ainda, que o Brasil teve investimentos no Panamá que somaram US$ 9,5 bilhões em 2024.
Acordo para livre comércio
A indústria brasileira defende o avanço das negociações de um Acordo de Livre Comércio entre Brasil e Panamá. Mercados como os Estados Unidos, a União Europeia e outros parceiros latino-americanos já têm acordos comerciais com o país da América Central e estão um passo à frente.
“São objetivos da CNI e da Fibra a construção e a ampliação de mercados para a indústria brasileira. América Central e Caribe são mercados consumidores de produtos nacionais e estamos no Panamá para estreitar o relacionamento não só comercial, mas em pontos como investimento e desenvolvimento econômico e industrial”, Jamal Bittar, presidente da Fibra.
Desafios da mulher no comércio internacional
Além das reuniões bilaterais, a delegação da CNI lançará uma consulta empresarial sobre os desafios da mulher no comércio internacional na América Latina. A vice-presidente do Fórum Nacional da Mulher Empreendedora, Janete Vaz; e a CEO do grupo Levvo, Laura Oliveira, fazem parte da delegação, além de representantes de câmaras de comércio, entidades setoriais e empresas brasileiras.
“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras são lideradas por mulheres. Aumentar essa participação é uma iniciativa fundamental para fortalecer a estratégia de competitividade e inovação na indústria”, destaca Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.
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