Projeto de lei do GDF prevê mudanças na CEB

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Por Samanta Sallum

O governador Ibaneis Rocha enviou à Câmara Legislativa projeto de lei que altera o perfil de atuação da CEB. Com a proposta, ela passa de prestadora a concessionária de serviços. Na prática, isso permitirá a empresa investir recursos próprios diretamente na expansão e na renovação da rede de iluminação pública do DF.

No modelo atual, a CEB presta serviços à Secretaria de Obras, que a paga por projeto. No entanto, não há capacidade financeira do GDF de aportar, com a rapidez necessária, os R$ 350 milhões para modernizar os pontos de iluminação já existentes, passando para led, e instalar mais 70 mil postes de luz que o DF demanda.

“Esse investimento, no ritmo e nas condições atuais do GDF, demoraria mais de 10 anos para ser realmente feito. E a capital federal não pode esperar mais”, explicou o presidente da CEB holding, Edison Garcia.

O projeto está sendo apresentado tecnicamente aos deputados distritais e ao setor produtivo. Garcia deixa claro que isso não tem nada a ver com alguma nova privatização. “Isso também não mexe na nossa estrutura de funcionários”, frisa.

Maior lucro da história

A CEB holding fechou o exercício de 2022 com lucro líquido de R$ 196 milhões. É o maior na sua história, tirando o não recorrente com a venda da CEB distribuição. Em 2019, as empresas de geração fizeram lucro de cerca de R$ 80 milhões, mas foi diluído pelos prejuízos da distribuidora. “Agora é diferente. Temos lucro líquido, não temos dívida. Isso gerou eficiência”, completa Garcia.

Caixa

Com lucro, a CEB tem caixa para investir no serviço de expansão, modernização e manutenção da iluminação pública. Como concessionária, poderá fechar contrato com o GDF para fazer o investimento, captando também mais recursos no mercado. E o governo pagará, por até 30 anos, parcelas mensais à CEB pelo serviço.

A conta paga à Neoenergia, pelo GDF, para fornecimento de energia, chega a R$ 200 milhões por ano. Com a troca do sistema antigo para a iluminação de led, que tem menos custo, a conta cairá para R$ 90 milhões. “Assim, uma coisa compensa a outra. Poderemos fazer o investimento. O GDF economizará em gasto na conta de luz e terá caixa para nos pagar”, detalhou à coluna Garcia.

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