Mulheres lideram 38% das 140 grandes empresas brasileiras

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Unsplash/Repdrodução

Por Sibele Negromonte e Mariana Niederauer

Trinta e oito por cento dos cargos de liderança de 140 grandes empresas brasileiras são exercidos por mulheres. A constatação é da pesquisa FEEx — FIA Employee Experience 2022, realizada por um time de especialistas da Fundação Instituto de Administração (FIA). O estudo mostrou ainda que 55% das empresas Lugares Incríveis Para Trabalhar (LIPT) adotam práticas específicas para atração e permanência de mulheres. No total, 186 mil funcionários responderam às questões.

DF acima da média

No Distrito Federal, o índice de liderança feminina ficou acima da média nacional, atingindo os 53%. Na capital, seis empresas participaram do levantamento — Brasal Combustíveis, Brasal Refrigerantes, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Cassi, CBV Hospital de Olhos e Sabin Medicina Diagnóstica. “Esse dado mostra que as mulheres vêm sendo mais representadas nas organizações. Os números foram mais baixos nos últimos anos, e essa representatividade é muito animadora, mostrando um equilíbrio de gênero nos espaços estratégicos das empresas”, comenta Lina Nakata, professora da FIA Business School e uma das responsáveis pelo desenvolvimento da FIA Employee Experience.

Busca de equidade

A pesquisa aponta ainda que as mulheres são mais representadas na alta liderança, pois ocupam 55% dos cargos de C-level e gerência dessas seis organizações da capital. Isso mostra que a participação feminina não está somente na base, mas também no topo. O estudo mostra que é comum essas empresas adotarem programas para debater e empreender ações de melhoria da qualidade de vida delas no trabalho. De acordo com Naiara Oliveira, consultora da pesquisa FEEx, “a prática mais frequente se refere ao monitoramento de diferenças salariais entre homens e mulheres, que é feito pela maior parte das empresas que se destacam na pesquisa”.

Em pauta

Num projeto voltado ao público feminino, as empresárias e comunicadoras Andressa Furtado e Julia Guimarães, da agência Mentha, acabaram de lançar o MENTHAlidade Feminina. O objetivo é falar de liderança em encontros e infoprodutos em diferentes formatos, além de criar conexões para despertar redes colaborativas de trabalho. O projeto inclui um podcast no YouTube e no Spotify.

Natal solidário

A Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Paranoá realiza hoje, das 8h às 18h, mais uma edição do Natal Solidário. Amigos dos educadores da instituição formaram uma rede de solidariedade e adotaram cartinhas com pedidos de Natal de 420 crianças de Itapoã, Paranoá e Paranoá Parque, regiões socialmente vulneráveis. A escola, situada na Quadra 3 da Área Especial do Paranoá, foi fundada em maio de 2018 e, desde então, promove a festa. Quem quiser ajudar pode procurar Renata Resende (98155-5746) ou Daniella Varela (98269-8490).

Papai Noel voluntário

Mais de 400 crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento do DF receberam um presente especial no último domingo. A celebração, preparada há mais de 15 anos pela Fundação Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-DF), ofereceu kits personalizados, com roupas, calçados e presentes, e entregou ceias natalinas.Tudo isso na presença de voluntários vestidos de Papai Noel.

Cirurgia robótica

O Grupo Santa acaba de ultrapassar a marca de 1,2 mil pacientes operados com a plataforma cirúrgica DaVinci Xi, para a realização de cirurgias de alta complexidade nos hospitais Santa Lúcia. O grupo é o único do Centro-Oeste a ter três sistemas robóticos DaVinci — considerado o mais avançado do mundo para realização de intervenções de alta complexidade — e a ter quatro robôs cirúrgicos de última geração dentro de um mesmo ambiente. As cirurgias robóticas foram iniciadas na unidade Santa Lúcia Norte, em junho de 2019. Nascido no DF, o Grupo Santa é hoje o terceiro maior grupo hospitalar do Brasil.

Bordando poesia

A poeta e multiartista negra Karla Calasans lança, às 17h30 de hoje, na Biblioteca Pública do Guará, a 2ª edição do livro Nas Bordaduras de Um Botão. A obra é composta por 21 poemas e 44 telas feitas com botão. A escritora mergulha na metáfora dos botões para falar dos afetos humanos mais íntimos e profundos. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).

Mariana Niederauer

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