O custo pandemia nas obras públicas

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Por Samanta Sallum

Empresas de construção civil que ganharam licitações para obras públicas estão receosas de assinar os contratos devido ao grande aumento no preço dos insumos. A alta nos materiais como aço, pvc, concreto, entre outros, no último ano, provoca grande defasagem entre os orçamentos vencedores e os custos reais das obras a partir de agora. É o que aponta a Associação Brasiliense das Construtoras (Asbraco).

Com receio de ter de arcar com prejuízos, o setor pede o reequilíbrio de contas por parte da Novacap. Chegaria a 30% a margem para reajustamento dos valores dos contratos.

Unidades de saúde

No momento, 40 empresas estão à espera de uma posição do GDF para assinarem os contratos. Obras já licitadas na área de saúde, e até viadutos, estão entre as que aguardam uma solução para o impasse. A atualização dos orçamentos está prevista na Lei de Licitações desde que seguindo critérios.

“O que pedimos é que o GDF agilize esse processo, nos informe quais são as exigências”,afirma o presidente da Asbraco, Luiz Afonso Delgado Assad.

Pagamentos em dia

Por causa da pandemia, os preços se elevaram.A construção civil foi um setor que não parou, mas a demanda foi superior à oferta. Nos últimos 12 meses, o aço aumentou em 154 %; materiais elétricos, em 100%.

“Acreditamos que a atual gestão terásensibilidade para nos atender. O governador Ibaneis, por meio da Secretaria de Economia, está pagando em dia as empresas que estão executando as obras. Não podemos reclamar de atrasos do que já está sendo realizado”, pondera Assad.

Órgãos de controle

A Asbraco representa pequenas e médias empresas que atuam especificamente no setor público. São,ao todo,88 no DF. O GDF informou que está analisando os processos, que não quer atrasar o cronograma de obras já licitadas, mas que tem de fazer o procedimento conforme orientação dos órgãos de controle.

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