Quatro artistas mulheres da periferia do Distrito Federal estão prontas para atravessar o oceano e representar o Brasil com rima, batida e atitude. Cléo Street, Thug Dee, Débora Glamurosa e Lídia Polissemia foram convidadas a integrar a programação do Festival de Rap Independente de Maputo, em Moçambique, onde se apresentam no encerramento do evento no próximo domingo, 29 de junho, às 15h, no Gil Vicente Café e Bar (Av. Samora Machel, Centro), com o espetáculo Hip-Hop Mulher. Outras informações no Instagram @cypher.elas
A participação do grupo brasiliense é viabilizada com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, por meio do Programa Conexão Cultura DF e do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF). A ação garante não só a circulação internacional de artistas do DF, como também fortalece a presença de mulheres negras e periféricas em espaços de prestígio da cultura global.
As artistas integram o Cypher ELAS – Vozes do Rap, projeto nascido no Distrito Federal sob a liderança da rapper e produtora cultural Cléo Street, e que se consolida como símbolo de resistência, coletividade e potência criativa do rap feminino independente. Essa será a segunda participação feminina de rappers brasilienses no evento, marcando a continuidade de uma ponte cultural entre Brasil e África construída por meio da música, da vivência e da sororidade.
A programação em Maputo contará com uma semana de atividades culturais, oficinas, rodas de conversa e encontros com artistas locais, culminando no show de encerramento no Cine Vigtália, espaço tradicional da capital moçambicana. O evento contará também com a presença de grandes nomes da cena africana, como Monalisa, LeoQueen, Sistah Afrka, Tallucha, BronyBeats e Nina Bloma.
Mais do que uma apresentação, o Cypher ELAS carrega narrativas coletivas construídas nas quebradas do Distrito Federal. São histórias de superação, identidade, autonomia e arte como ferramenta de transformação social. Em tempos de apagamento, elas fazem do microfone uma arma e do palco um território de pertencimento.
O intercâmbio faz parte de um movimento maior: o Festival Hip-Hop Mulher, também idealizado por Cleo, que vem reunindo MCs, DJs, grafiteiras, B.Girls, empreendedoras e produtoras culturais do DF, promovendo visibilidade e circulação de mulheres na cultura hip-hop.
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