Projeto do Grupo Cultural Azulim alcançará estudantes com apresentações, oficinas e feiras de economia criativa para valorizar a cultura afro-brasileira e combater o racismo
Na quarta-feira, 16 de abril, a Escola Classe Sítio das Araucárias (Faz. Mareiza St Araucarias – Nri), será a primeira entre as 10 escolas do DF que receberão apresentações gratuitas do espetáculo cênico-musical “Tributo a Dandara e Zumbi” que resgatam a memória e a resistência desses ícones da luta contra a escravidão, além de oficinas formativas, palestras e debates voltados à valorização da cultura afro-brasileira. Dez escolas públicas do DF, entre ensino fundamental e médio, receberão essa iniciativa. Informações pelo Instagram @gc.azulim
O projeto “Tributo a Dandara e Zumbi” é realizado pelo Grupo Cultural Azulim por meio de um Termo de Fomento da Fundação Palmares, do Ministério da Cultura.
O projeto também organizará feiras de economia criativa afro-brasileira, incentivando o empreendedorismo cultural e dando visibilidade a artesãos e artistas locais. As ações são gratuitas e alinhadas à Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas.
Segundo Iranildo Moreira, presidente do Grupo Cultural Azulim, a iniciativa tem papel estratégico no enfrentamento ao racismo estrutural.
“Nosso objetivo é sensibilizar e empoderar a juventude negra, promovendo um ambiente escolar inclusivo, democrático e de respeito à diversidade. O legado de Dandara e Zumbi inspira novas gerações a acreditar na força da cultura e da educação como instrumentos de transformação s
ocial”, diz Iranildo.
O presidente do Azulim finaliza afirmando que o projeto reforça o compromisso de construir uma sociedade mais justa e plural, em que a arte serve de ponte para a conscientização e a cidadania.
Agenda de apresentações
Grupo Cultural Azulim
Criado em 1993 e enraizado em Sobradinho II, Distrito Federal, é um verdadeiro farol de transformação social por meio da cultura. Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a arte-educação, a capacitação profissional e o fortalecimento comunitário, o grupo encontrou no hip-hop sua principal ferramenta de impacto. Através do rap, DJ, breakdance e grafite, Azulim não apenas fomenta talentos, mas também impulsiona a identidade e o protagonismo das juventudes periféricas. O nome “Azulim” nasceu de uma gíria local que, antes usada de forma pejorativa, foi ressignificada pelos próprios integrantes e transformada em um símbolo de resistência e orgulho. Em 2023, o grupo celebrou três décadas de atuação, consolidando seu legado com o documentário “A Gangue que Virou ONG”, uma obra que retrata sua jornada desde os primeiros passos até o reconhecimento como uma referência sociocultural Ao longo dos anos, o Azulim reafirmou sua missão de usar a cultura como ferramenta de inclusão, promovendo a autoestima e a valorização das raízes periféricas. Seu trabalho é um testemunho vivo de que arte e coletividade podem mudar realidades e construir novos futuros.
Serviço:
O quê: Projeto Tributo a Dandara e Zumbi- iniciativa do Grupo Cultural Azulim que une arte, educação e militância cultural para promover a igualdade racial.
Onde: 10 escolas públicas do Distrito Federal
Quando: A partir de 16 de abril
Informações: @gc.azulim
O projeto “Tributo a Dandara e Zumbi” é realizado pelo Grupo Cultural Azulim por meio de um Termo de Fomento da Fundação Palmares, do Ministério da Cultura.
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