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Sob apelos de volta à candidatura, Frejat promete repensar: “A esperança é a última que morre”

Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS

O grupo político de Jofran Frejat (PR) não desistiu. Nesta manhã (18/07), Tadeu Filippelli, que comanda o MDB, esteve na casa do ex-secretário de Saúde para propor que a indicação do vice fique inteiramente sob a escolha de Frejat. Outros aliados também foram fazer um pedido para que o líder das pesquisas repense a decisão de não mais concorrer ao Palácio do Buriti. “Recebi vários apelos e decidi refletir um pouco mais”, disse Frejat ao Correio.

Mas o médico disse que retomar a campanha é uma atitude difícil e que está se sentindo aliviado por renunciar à candidatura. “Sinto a tranquilidade da minha alma. Minha mulher diz que virei outra pessoa e até estou dormindo melhor”, conta. Frejat, no entanto, não fechou as portas para os aliados. “Filippelli sempre foi da maior lealdade”, afirmou Frejat.

Nesta manhã, vários correligionários e integrantes da campanha bateram lá e eleitores foram até a porta de sua casa para sensibilizá-lo. Frejat nega que tenha havido imposições para a escolha do vice e garante que o presidente do PP, deputado Rôney Nemer, sempre ajudou na construção da chapa sem pleitear a vice. Mesmo assim, Filippelli fez questão de deixar Frejat à vontade. “Disse a ele que, se voltar, poderá indicar quem quiser. Para nós e para Brasília, importa que retome a candidatura” , afirmou Filippelli.

O ex-governador José Roberto Arruda (PR) telefonou para Frejat. Demonstrou preocupação com a repercussão da renúncia à candidatura e o impacto político dessa decisão.  Os deputados distritais Bispo Renato e Sandra Faraj, do PR, também pediram uma reconsideração. O deputado Laerte Bessa (PR/DF) quer marcar uma nova conversa amanhã (19/07) com o dirigente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

Bem mais tranquilo, Frejat garantiu ao Correio que não tem mágoas de ninguém e está em paz. Sobre retomar a candidatura, explicou as chances: “A esperança é a última que morre. Só para a morte não tem solução”.

Além dos aliados que formavam a sua chapa, Frejat recebeu convites para encabeçar uma outra coligação, com o PSD, de Rogério Rosso, o PPS, de Cristovam Buarque, e o PSDB, de Izalci Lucas. Prometeu pensar.