Ranger Storm aposta no design e na força bruta para conquistar clientes. Testamos a versão em vários terrenos diferentes. Confira!

Publicado em Avaliação

O que você faria se tivesse R$ 165.990 sobrando em sua conta bancária? Colocaria os boletos em dia, investiria na Bolsa de Valores ou compraria um imóvel pequeno? Eu, particularmente, seguiria outro caminho. Estacionaria uma Ranger Storm na minha garagem.

A caminhonete não é a última maravilha da engenharia. Esse não é caso, mas ela oferece o visual off-road — que me agrada — e uma mecânica forte com tração 4×4. A Ranger Storm vai além dos adesivos — comuns em modelos esportivados. Na dianteira, uma grade com o nome da versão já chama para a briga.

Faróis escurecidos e molduras nas caixas de rodas reforçam a proposta aventureira. Na laterais, destaque para os estribos e para as rodas 17 polegadas com pneus de uso misto, 265/65 AT Plus, desenvolvidos pela Pirelli. O santoantônio e o parachoque cinza chamam a atenção na parte de trás.

A suspensão, no entanto, não recebeu upgrades. É independente com molas helicoidais e barra estabilizadora, na dianteira, e eixo rígido com feixe de molas longitudinais, na traseira. Como em todo veículo nessa categoria, o sistema prioriza a robustez para carregar até 1.040 quilos na caçamba.

Mesmo assim, notei um conforto superior ao da maioria das concorrentes, tanto no asfalto quanto fora dele. Claro que uma calibração mais esportiva ou, até mesmo, amortecedores de alta performance, como na Raptor, seriam muito bem-vindos. Não custa nada sonhar, né?

Dentro d’água

Na hora de encarar áreas alagadas, reduza a velocidade e siga a sua direção. A Ranger Storm tem capacidade de imersão de 80cm (a maior do segmento). Com o Snorkel, vendido à parte por R$ 3.800, o motorista ganha ainda mais confiança para “velejar” por rios e regiões pantaneiras. A altura livre do solo também ajuda, 23,2cm.

Como um veículo precisa de muito mais do que aparência para me conquistar, a Ranger Storm ostenta um motor 3.2 turbodiesel de 200cv de potência e 48kgfm de torque. Em conjunto com a transmissão automática de seis velocidades, ele faz bem o dever de casa e esbanja força.

No quesito economia de combustível, marcamos respeitáveis 10km/l dentro de Brasília. Isso com a caçamba sempre vazia. A tração 4×4 conta com seletor manual, perto da alavanca do câmbio, com opção de reduzida e bloqueio do diferencial traseiro. Algo que nem precisamos usar em nosso teste. Mesmo em um terreno repleto de erosões, cascalho e lama, a diversão foi garantida apenas com o 4H (tração nas quatro rodas para velocidades mais altas).

Simples e funcional

Não espere bancos em couro e a sofisticação dos cromados do lado de dentro. A proposta, baseada na versão XLS, foi simplificar os acabamentos para reduzir custos. O tecido cobre assentos e os forros das portas. Ao centro, temos a central multimídia SYNC 3 com conexão ao Apple CarPlay e Android Auto, com comandos no volante, e câmera de marcha à ré.

Na hora de estacionar, você pode contar, ainda, com a ajuda do sensor de estacionamento traseiro de série. Completam a lista de mimos o ar-condicionado automático de duas zonas, os sete airbags e os controles de estabilidade e de tração.

O enredo dessa história só não é melhor porque a caminhonete subiu muito de preço desde o lançamento. Em março, ela custava R$ 150.990 — um valor que surpreendeu até os jornalistas mais críticos. No entanto, três meses depois, ela passou a custar R$ 165.990. Culpa do dólar alto ou da pandemia? Vai saber.

Para fechar a nossa conversa, não podemos nos esquecer de citar as principais concorrentes da picape norte-americana, como Toyota Hilux GRS, Nissan Frontier Attack e Chevrolet S10 Midnight. Também, boas opções. Entre elas, qual a sua pedida? Se a resposta foi “nenhuma”, certamente você deixará o seu dinheiro guardado no banco. Aposto!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*