Aceleramos o Nivus saber se, além de bonito, o novo SUV da VW é bom de dirigir Rodar de Nivus, pelas ruas de Brasília, foi uma experiência interessante. Em alguns momentos, me senti até famoso. Na verdade mesmo, eu, não, o SUV. Por onde ele passa, há sempre a câmera de um celular apontada.  Há duas razões para tamanho alvoroço. A primeira é a rapidez com que a Volkswagen mandou o carro para avaliação. Ele chegou antes mesmo da entrega das unidades de teste drive. Com tanta exclusividade, recebi vários convites para tomar cafezinho nas concessionárias.  O segundo motivo para esse momento popstar é o estilo cupê do modelo - algo inédito no segmento, aqui no país. O caimento na parte traseira do teto deixou o design moderno e proporcionou à montadora alemã desenvolver um porta-malas com 415 litros de capacidade. Algo notável para o tamanho do Nivus.  Afinal, ele tem o entre-eixos, 2,56m, e a plataforma do irmão Polo. O desenho dos faróis e da grade dianteira hexagonal, além da forte presença de vincos reforçam a sensação de robustez. O mais legal é saber que todo o projeto foi desenvolvido no Brasil. Da carroceria à central multimídia VW Play. O equipamento, de série apenas na versão Highline, também chamou a atenção dos paparazzis encontrados pelo caminho. A VW Play é rápida, intuitiva e tem conexão ao Apple CarPlay e Android Auto - mesmo sem fio. Ainda é possível instalar aplicativos, de trânsito - Waze e Google Maps - aos de entrega de comida, e dar os comandos diretamente pela tela de 10 polegadas. Ah, outra novidade é a possibilidade de agendar as revisões pelo sistema.  O visual da invenção, também brasileira, é clean e bonito, porém senti falta de um botão, pelo menos para o volume. Os controles são feitos, exclusivamente, pela central ou pelo novo volante multifuncional. Uma saída elegante, mas não tão prática.  Quem pagar R$ 98.290 pela versão mais completa irá curtir a Vw Play em conjunto com o painel de instrumentos 100% digital. É como se você dirigisse com dois tablets, cheios de informações, voltados para os seus olhos. Algo inédito nessa faixa de preço. O interior só não merece mais elogios porque a montadora não quis investir em um acabamento emborrachado e de bom toque. Quem cumpre o papel de abraçar motorista e passageiros é o velho e conhecido plástico. 

O Nivus é bom de andar?

Até o fechamento deste texto, eu devo ter respondido a essa pergunta umas 45 vezes. E a resposta foi, sempre, sim. O motor 200 TSI Flex (1.0 turbo), de três cilindros, faz o dever de casa. Com 128cv de potência e 20,4kgfm de torque aos 2.000rpm, ele arrasta sem esforço os 1.214kg do SUV e garante boas arrancadas. Ao pisar forte no acelerador, você dá até aquela coladinha no banco. Apesar do fôlego, o motor, presente nas duas versões do modelo, fez uma média de 12.5 km/l dentro da cidade.  Agora, vamos às diferenças entre as duas configurações. Quer um Nivus completão de verdade? Vá de Highline. Além da VW Play e do painel 100% digital, você leva bancos em couro, rodas 17 polegadas, faróis de neblina em LED, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem de emergência. Ou seja, o carro para sozinho ao perceber o risco de um acidente.  Quem não fizer questão de tudo isso economizará R$ 12.400. Mesmo assim, dirigirá um veículo com controles de tração e estabilidade, freio a disco nas quatro rodas, 16 polegadas de liga leve, faróis em LED, piloto automático, central multimídia com tela de 6,5 polegadas e sensor de estacionamento traseiro. Assim, ele sai por R$ 85.890. Dirigir o Nivus é mais do que ostentar um design inovador. O carro tem a dirigibilidade de um hatch com o porta-malas digno de modelos maiores. O design coupê e todas as tecnologias embarcadas devem atrair um público que, antes, torcia o nariz para os SUvs. Nessa direção, o Nivus tem tudo para mexer bastante com o mercado. E com direito a vários posts nas redes sociais.

Aceleramos o Nivus saber se, além de bonito, o novo SUV da VW é bom de dirigir

Publicado em Avaliação

Rodar de Nivus, pelas ruas de Brasília, foi uma experiência interessante. Em alguns momentos, me senti até famoso. Na verdade mesmo, eu, não, o SUV. Por onde ele passa, há sempre a câmera de um celular apontada. 

Há duas razões para tamanho alvoroço. A primeira é a rapidez com que a Volkswagen mandou o carro para avaliação. Ele chegou antes mesmo da entrega das unidades de teste drive. Com tanta exclusividade, recebi vários convites para tomar cafezinho nas concessionárias. 

O segundo motivo para esse momento popstar é o estilo cupê do modelo – algo inédito no segmento, aqui no país. O caimento na parte traseira do teto deixou o design moderno e proporcionou à montadora alemã desenvolver um porta-malas com 415 litros de capacidade. Algo notável para o tamanho do Nivus. 

Afinal, ele tem o entre-eixos, 2,56m, e a plataforma do irmão Polo. O desenho dos faróis e da grade dianteira hexagonal, além da forte presença de vincos reforçam a sensação de robustez. O mais legal é saber que todo o projeto foi desenvolvido no Brasil. Da carroceria à central multimídia VW Play.

O equipamento, de série apenas na versão Highline, também chamou a atenção dos paparazzis encontrados pelo caminho. A VW Play é rápida, intuitiva e tem conexão ao Apple CarPlay e Android Auto – mesmo sem fio. Ainda é possível instalar aplicativos, de trânsito – Waze e Google Maps – aos de entrega de comida, e dar os comandos diretamente pela tela de 10 polegadas. Ah, outra novidade é a possibilidade de agendar as revisões pelo sistema. 

O visual da invenção, também brasileira, é clean e bonito, porém senti falta de um botão, pelo menos para o volume. Os controles são feitos, exclusivamente, pela central ou pelo novo volante multifuncional. Uma saída elegante, mas não tão prática. 

Quem pagar R$ 98.290 pela versão mais completa irá curtir a Vw Play em conjunto com o painel de instrumentos 100% digital. É como se você dirigisse com dois tablets, cheios de informações, voltados para os seus olhos. Algo inédito nessa faixa de preço.

O interior só não merece mais elogios porque a montadora não quis investir em um acabamento emborrachado e de bom toque. Quem cumpre o papel de abraçar motorista e passageiros é o velho e conhecido plástico. 

O Nivus é bom de andar?

Até o fechamento deste texto, eu devo ter respondido a essa pergunta umas 45 vezes. E a resposta foi, sempre, sim. O motor 200 TSI Flex (1.0 turbo), de três cilindros, faz o dever de casa. Com 128cv de potência e 20,4kgfm de torque aos 2.000rpm, ele arrasta sem esforço os 1.214kg do SUV e garante boas arrancadas.

Ao pisar forte no acelerador, você dá até aquela coladinha no banco. Apesar do fôlego, o motor, presente nas duas versões do modelo, fez uma média de 12.5 km/l dentro da cidade. 

Agora, vamos às diferenças entre as duas configurações. Quer um Nivus completão de verdade? Vá de Highline. Além da VW Play e do painel 100% digital, você leva bancos em couro, rodas 17 polegadas, faróis de neblina em LED, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem de emergência. Ou seja, o carro para sozinho ao perceber o risco de um acidente. 

Quem não fizer questão de tudo isso economizará R$ 12.400. Mesmo assim, dirigirá um veículo com controles de tração e estabilidade, freio a disco nas quatro rodas, 16 polegadas de liga leve, faróis em LED, piloto automático, central multimídia com tela de 6,5 polegadas e sensor de estacionamento traseiro. Assim, ele sai por R$ 85.890.

Dirigir o Nivus é mais do que ostentar um design inovador. O carro tem a dirigibilidade de um hatch com o porta-malas digno de modelos maiores. O design coupê e todas as tecnologias embarcadas devem atrair um público que, antes, torcia o nariz para os SUvs. Nessa direção, o Nivus tem tudo para mexer bastante com o mercado. E com direito a vários posts nas redes sociais.

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