{"id":8725,"date":"2018-07-17T15:35:14","date_gmt":"2018-07-17T18:35:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=8725"},"modified":"2018-07-17T19:59:49","modified_gmt":"2018-07-17T22:59:49","slug":"economista-diz-que-reforma-da-previdencia-sera-primeiro-ato-de-meirelles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/economista-diz-que-reforma-da-previdencia-sera-primeiro-ato-de-meirelles\/","title":{"rendered":"Economista diz que reforma da Previd\u00eancia ser\u00e1 primeiro ato de Meirelles"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL E ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>O economista Jos\u00e9 M\u00e1rcio Camargo, chefe da equipe econ\u00f4mica da pr\u00e9-candidatura de Henrique Meirelles (MDB), \u00e9 sucinto ao definir o que o pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica tem que fazer logo nos primeiros dias de mandato: aprovar a reforma da Previd\u00eancia. Para isso, ser\u00e1 poss\u00edvel aproveitar a proposta que estava tramitando no Congresso e que foi encaminhada pelo ex-ministro da Fazenda.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=B2jQGFznnpY\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=B2jQGFznnpY<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe o pr\u00f3ximo presidente pegar a proposta que est\u00e1 no Congresso, fazendo pequenas mudan\u00e7as que estavam mais ou menos negociadas antes da interven\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro, \u00e9 s\u00f3 tocar o relat\u00f3rio, e, em tr\u00eas meses, \u00e9 poss\u00edvel ter essa reforma\u201d, explicou ele, em entrevista no programa <strong>CB.Poder<\/strong>, uma parceria entre o <strong>Correio<\/strong> e a <em>Tev\u00ea Bras\u00edlia<\/em>. Ele admitiu, no entanto, que essa proposta n\u00e3o \u00e9 a ideal e que, dentro de cinco anos, ser\u00e1 necess\u00e1rio fazer uma nova reforma, mais ampla.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Camargo, a Previd\u00eancia \u00e9 o maior problema fiscal do pa\u00eds. &#8220;Hoje, 57% das despesas prim\u00e1rias do governo s\u00e3o com Previd\u00eancia e assist\u00eancia social\u201d, destacou ele, lembrando que essas despesas equivalem a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) e s\u00e3o destinadas a 9% da popula\u00e7\u00e3o brasileira com 65 anos ou mais. \u201cPa\u00edses com menos de 9% da popula\u00e7\u00e3o com 65 anos ou mais gastam, em m\u00e9dia, 4,5% do PIB com Previd\u00eancia e assist\u00eancia social. N\u00f3s gastamos o triplo\u201d, comparou. \u201cIsso quer dizer que os outros 91% dos brasileiros t\u00eam que ser atendido com o que sobra. Mas, dos 43% que restam, algo em torno de 20% v\u00e3o para pagar sal\u00e1rios do funcionalismo p\u00fablico. O resto da popula\u00e7\u00e3o fica com uma pequena sobra\u201d, emendou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GfpKv5q98vY\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GfpKv5q98vY<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Doutor em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, Camargo adiantou que o programa econ\u00f4mico que ele vem elaborando para Meirelles, inclui, al\u00e9m da reforma da Previd\u00eancia, medidas para destravar o crescimento do pa\u00eds, como uma reforma do sistema or\u00e7ament\u00e1rio, redefinindo prioridades das vincula\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias; uma reforma tribut\u00e1ria, simplificando o emaranhado de impostos existentes hoje; e a redu\u00e7\u00e3o da ren\u00fancia tribut\u00e1ria, ou seja, dos subs\u00eddios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Camargo, existe uma s\u00e9rie de barreiras para a retomada do emprego e do crescimento da economia, sendo que uma das principais \u00e9 o rombo fiscal \u201cextremamente grande\u201d. \u201c\u00c9 um deficit prim\u00e1rio de 2% do PIB. S\u00e3o R$ 159 bilh\u00f5es (previstos para este ano). Isso significa que o governo tem que financiar uma d\u00edvida sistematicamente, e isso faz com que as taxas de juros sejam sempre muito altas, o que gera menos crescimento, e, consequentemente, menos emprego\u201d, resumiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o economista, o reequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas ser\u00e1 gradual e a volta do superavit prim\u00e1rio (economia para o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica), s\u00f3 dever\u00e1 ocorrer a partir de 2021 ou 2022, dependendo do ritmo de rea\u00e7\u00e3o da economia ao longo desse per\u00edodo. \u201cN\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para aumento de imposto. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aceita\u201d, frisou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo ele, apesar de os dados do mercado de trabalho serem conflitantes, o desemprego est\u00e1 caindo em ritmo mais acelerado, de 1,3 ponto de percentagem em 2017, contra 0,6 ponto ao ano entre 2002 e 2014. \u201cA queda da taxa de desemprego vai ser mais r\u00e1pida do que no passado por conta da reforma trabalhista\u201d, afirmou. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que o mercado de trabalho \u00e9 o \u00faltimo a reagir depois de uma recess\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL E ANTONIO TEM\u00d3TEO O economista Jos\u00e9 M\u00e1rcio Camargo, chefe da equipe econ\u00f4mica da pr\u00e9-candidatura de Henrique Meirelles (MDB), \u00e9 sucinto ao definir o que o pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica tem que fazer logo nos primeiros dias de mandato: aprovar a reforma da Previd\u00eancia. 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