{"id":8398,"date":"2018-06-14T20:01:29","date_gmt":"2018-06-14T23:01:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=8398"},"modified":"2018-06-14T20:52:15","modified_gmt":"2018-06-14T23:52:15","slug":"para-analistas-dolar-acima-de-r-4-e-problema-para-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/para-analistas-dolar-acima-de-r-4-e-problema-para-bc\/","title":{"rendered":"Para analistas, d\u00f3lar acima de R$ 4 \u00e9 problema para BC"},"content":{"rendered":"<h2>Especialistas ouvidos pelo <strong>Blog<\/strong> afirmam que n\u00e3o h\u00e1 um teto para o d\u00f3lar que o Banco Central se sinta obrigado a aumentar os juros. Todos concordam, por\u00e9m, que a cota\u00e7\u00e3o da moeda norte-americana acima de R$ 4 come\u00e7a a ser problema para a autoridade monet\u00e1ria, por mexer com as expectativas de infla\u00e7\u00e3o do mercado.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para os analistas, mais importante do que a alta do d\u00f3lar, que voltou a ser cotado acima de R$ 3,80, \u00e9 a velocidade do aumento de pre\u00e7o. Quanto mais r\u00e1pida for a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda dos Estados Unidos, maior ser\u00e1 o impacto sobre os \u00edndices de pre\u00e7os e maior a desconfian\u00e7a entre os agentes econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O BC pode at\u00e9 aceitar um d\u00f3lar acima de R$ 4, desde que a alta da moeda seja lenta e gradual. Movimentos at\u00edpicos tiram a previsibilidade de todos os que atuam no c\u00e2mbio e ampliam as distor\u00e7\u00f5es. Por isso, o BC vem intervindo todos os dias no c\u00e2mbio para reduzir os excessos e a volatilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Ivo Chermont, economista-chefe da gestora de recursos Quantitas, um d\u00f3lar acima de R$ 4 come\u00e7a a preocupar, sobretudo se a alta da moeda for muito r\u00e1pida. Por enquanto, ressalta ele, o BC tem conseguido reduzir o estresse por meio de suas interven\u00e7\u00f5es. Tanto que as expectativas de infla\u00e7\u00e3o, mesmo as de prazos mais longos, continuam ancoradas nas metas, o que, em tese, n\u00e3o implica alta dos juros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Fizemos v\u00e1rias simula\u00e7\u00f5es. Se o d\u00f3lar subisse para R$ 4 at\u00e9 o fim de julho e para R$ 4,50 at\u00e9 dezembro, os juros teriam que aumentar em outubro pr\u00f3ximo. Caso a moeda se mantenha entre R$ 3,70 e R$ 3,80, a alta dos juros s\u00f3 ser\u00e1 necess\u00e1ria a partir do segundo semestre de 2019&#8221;, afirma Chermont.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carlos Thadeu Filho, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), ressalta que um d\u00f3lar entre R$ 3,80 e R$ 4 \u00e9 aceit\u00e1vel. Entre R$ 4 e R$ 4,50, come\u00e7a a incomodar. Ele diz que a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar j\u00e1 est\u00e1 impactando a infla\u00e7\u00e3o. Mas que n\u00e3o v\u00ea motivos para o BC elevar os juros se os \u00edndices de pre\u00e7os se acomodarem entre 4% e 4,2%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Thadeu, a economia fraca reduz a capacidade da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio de repassar aumento de custos para os consumidores. Mas \u00e9 preciso ficar muito alerta. N\u00e3o \u00e0 toa, o BC anunciou que vai intervir no mercado at\u00e9 quando for necess\u00e1rio. E j\u00e1 anunciou mais US$ 10 bilh\u00f5es em swaps cambiais para a pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 20h01min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas ouvidos pelo Blog afirmam que n\u00e3o h\u00e1 um teto para o d\u00f3lar que o Banco Central se sinta obrigado a aumentar os juros. 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