{"id":7488,"date":"2018-03-23T10:01:32","date_gmt":"2018-03-23T13:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=7488"},"modified":"2018-03-23T11:03:20","modified_gmt":"2018-03-23T14:03:20","slug":"sexo-todo-vapor-no-forum-mundial-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/sexo-todo-vapor-no-forum-mundial-da-agua\/","title":{"rendered":"Sexo a todo vapor no F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua"},"content":{"rendered":"<h2>BERNARDO BITTAR E BRUNA LIMA<\/h2>\n<h2>\nUm grupo de estrangeiros falando franc\u00eas foi at\u00e9 uma casa de shows er\u00f3ticos de \u00c1guas Claras. Consumiram bebidas importadas e pagaram parte da conta em euros. A noitada ocorreu no \u00faltimo fim de semana, quando come\u00e7ou o F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua em Bras\u00edlia. O faturamento aumentou cerca de 10% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 semana anterior, e praticamente todas as dan\u00e7arinas receberam gorjetas de tr\u00eas d\u00edgitos. Desde ent\u00e3o, panfletos do estabelecimento come\u00e7aram a circular no Plano Piloto. A tabela de pre\u00e7os revela: R$ 50 para ver e R$ 100 para tocar. Mas os gastos aumentam quando o cliente n\u00e3o quer sair dali sozinho. Por isso, acompanhantes de alto luxo tornaram-se frequentes nas recep\u00e7\u00f5es dos hot\u00e9is.<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Circulam nesta semana por Bras\u00edlia pessoas de 172 nacionalidades, acompanhando os debates sobre \u00e1gua e saneamento b\u00e1sico num evento ecol\u00f3gico que mudou a estrutura da cidade. A Secretaria de Turismo do DF (SeTur-DF) afirma que o evento teve 15 mil pessoas credenciadas, das quais 40% estrangeiras. Acredita-se que mais de 100 mil pessoas tenham visitado o complexo da \u00e1gua em sete dias de funcionamento.<br \/>\nAl\u00e9m dos hot\u00e9is, espalhados pelo centro da cidade e \u00e0s margens do Lago Parano\u00e1, os convivas tamb\u00e9m se encontraram com mo\u00e7as e rapazes em churrascarias e bares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O gar\u00e7om de um estabelecimento no Setor Hoteleiro Sul diz que, entre os clientes da prostitui\u00e7\u00e3o, \u201ctem de tudo, de pol\u00edticos a advogados importantes, turistas, tudo quanto \u00e9 gente com dinheiro\u201d. \u201cEles n\u00e3o trazem as mo\u00e7as para o jantar, mas costumam v\u00ea-las na sa\u00edda. Se gostarem, chamam para um drinque no quarto de hotel\u201d, conta. Esses encontros s\u00e3o combinados via internet ou por meio dos chamados books \u2014 livros com fotos, descri\u00e7\u00f5es, pre\u00e7os e contatos de acompanhantes, apresentados por algum intermedi\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Perfil na rede<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em um perfil na internet voltado para a divulga\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, a mineira Amanda (nome fict\u00edcio), 24 anos, avisa: \u201cPor curta temporada!\u201d. \u201cViajo todo o Brasil em busca das melhores oportunidades. Nesta semana, de fato, Bras\u00edlia oferece mais trabalho. O perfil continua sendo o de homens executivos, muitos estrangeiros e turistas. De domingo para c\u00e1, foram oito gringos\u201d, descreve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cach\u00ea de Amanda varia de R$ 1,3 mil a R$ 3 mil por programa \u2014 clientes preferem pagar com cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou d\u00e9bito. A diferen\u00e7a de idioma n\u00e3o \u00e9 um problema. \u201cS\u00f3 falo portugu\u00eas, mas uso aplicativo de tradutor. Sou profissional e dou meu jeito para garantir o melhor atendimento\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo da W3 Norte, \u00e9 poss\u00edvel encontrar dezenas de meninas, travestis e rapazes que viram a noite trabalhando. \u201cJ\u00e1 atendi gringo nesta semana, mas prefiro os clientes daqui. S\u00e3o menos abusados. Al\u00e9m do mais, trocar d\u00f3lares depois \u00e9 dif\u00edcil\u201d, afirma um travesti que prefere n\u00e3o se identificar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Busca por servi\u00e7os<\/strong><br \/>\nA recepcionista de um hotel na regi\u00e3o central da cidade diz que \u201cmulheres tamb\u00e9m buscam o servi\u00e7o\u201d, e que os aplicativos de relacionamento t\u00eam papel importante na divers\u00e3o delas. \u201cQuando voc\u00ea baixa o programa, v\u00ea que algumas pessoas colocam o pre\u00e7o do servi\u00e7o sexual em vez da tradicional descri\u00e7\u00e3o, que costuma ser &#8216;gosto de livros e cinema&#8217;. Os homens chegam aqui e as mulheres est\u00e3o com algum adere\u00e7o, como um chap\u00e9u diferente, ou flores em cima da mesa para se identificarem\u201d, explica. Acertado o valor, o casal sobe para cumprir o combinado. \u201cAssim que saem dos quartos, elas pedem para que a gente troque d\u00f3lar ou euro. Fica na cara o que estavam fazendo\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O garoto de programa Brunno (nome fict\u00edcio), 23, atende homens, mulheres e casais. Para conseguir mais clientes durante o F\u00f3rum, se hospedou em um hotel no centro de Bras\u00edlia e ativou um aplicativo internacional voltado exclusivamente aos encontros sexuais. Ainda n\u00e3o teve o retorno esperado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNesse tipo de evento, os clientes procuram mais por mulheres. Minha demanda aumenta nos festivais de m\u00fasica, por exemplo\u201d, afirma Brunno. Sete rapazes com perfis online e alguns profissionais de rua ouvidos pelo <strong>Correio<\/strong> se queixam de que a semana foi pouco rent\u00e1vel, porque homens que trabalham em grandes empresas buscam apenas mulheres jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 10h01min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BERNARDO BITTAR E BRUNA LIMA Um grupo de estrangeiros falando franc\u00eas foi at\u00e9 uma casa de shows er\u00f3ticos de \u00c1guas Claras. Consumiram bebidas importadas e pagaram parte da conta em euros. A noitada ocorreu no \u00faltimo fim de semana, quando come\u00e7ou o F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua em Bras\u00edlia. 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