{"id":7410,"date":"2018-03-14T08:39:41","date_gmt":"2018-03-14T11:39:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=7410"},"modified":"2018-03-14T16:48:49","modified_gmt":"2018-03-14T19:48:49","slug":"correio-economico-o-ataque-caixas-de-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/correio-economico-o-ataque-caixas-de-bancos\/","title":{"rendered":"Correio Econ\u00f4mico: O ataque a caixas de bancos"},"content":{"rendered":"<h2>ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A onda de viol\u00eancia que assola o pa\u00eds tamb\u00e9m preocupa o mercado financeiro. O aumento do n\u00famero de ataques a bancos cresceu 19% no ano passado em rela\u00e7\u00e3o a 2016, conforme dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Trabalhadores de Seguran\u00e7a Privada (Contrasp). Foram registrados pelo menos 2,4 mil casos de explos\u00f5es, arrombamentos ou assaltos a institui\u00e7\u00f5es financeiras no pa\u00eds, de acordo com o levantamento apresentado pelo diretor de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, Rog\u00e9rio Panca, durante o 12\u00ba Congresso de Meios Eletr\u00f4nicos de Pagamento (CMEP).<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais preocupante quando s\u00e3o analisadas as ocorr\u00eancias com uso de explosivos, que representaram 38% do total dos registros de 2017. No estado de S\u00e3o Paulo foram registrados 430 ataques a bancos, dos quais 124 explos\u00f5es e 141 arrombamentos. Minas Gerais \u00e9 o segundo ente da Federa\u00e7\u00e3o com mais casos: 423. Desse total, 199 tiveram uso de explosivos e outros 100 foram arrombamentos. Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Pernambuco, Para\u00edba, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Cear\u00e1 completam a lista dos estados que mais identificaram casos de ataques a bancos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas os problemas n\u00e3o param por a\u00ed. O crescimento dos ataques a carros-fortes dispararam no Brasil e tiveram alta de 60% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. Foram registradas pelo menos 109 emboscadas aos ve\u00edculos que transportam dinheiro, segundo a Contrasp. Tamanha \u00e9 a dramaticidade da situa\u00e7\u00e3o que o Brasil \u00e9 considerado o pa\u00eds mais perigoso do mundo para transportar dinheiro em carro-forte e guard\u00e1-lo em empresas de seguran\u00e7a, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Transporte de Valores (ABTV).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somente em mar\u00e7o de 2018, seis casos de ataques a carros-fortes foram registrados em Goi\u00e1s, Alagoas, Bahia, Pernambuco e S\u00e3o Paulo. Entre os registros est\u00e1 o que ocorreu no Aeroporto de Viracopos (SP), que resultou no roubo de US$ 5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Imposto menor<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Cart\u00f5es de Cr\u00e9dito e Servi\u00e7os (Abecs) apontam que, no ano passado, R$ 1,31 trilh\u00e3o foi sacado em caixas eletr\u00f4nicos pelos brasileiros. Entretanto, a tend\u00eancia \u00e9 de que essa situa\u00e7\u00e3o mude. Pela primeira vez na hist\u00f3ria, as compras com cart\u00f5es ultrapassaram a quantia de saques e totalizaram R$ 1,36 trilh\u00e3o. Na opini\u00e3o do presidente da Abecs, Fernando Chacon, os meios eletr\u00f4nicos de pagamento trazem mais seguran\u00e7a para a popula\u00e7\u00e3o e contribuem para formaliza\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, d\u00e9bito e pr\u00e9-pagos no consumo privado das fam\u00edlias chegou a 32,6% em 2017 e a meta \u00e9 que totalize 60% nos pr\u00f3ximos cinco anos. Na avalia\u00e7\u00e3o de Chacon, esse processo deve ser incentivado por meio do uso intensivo do cart\u00e3o pr\u00e9-pago e com o processo de interoperabilidade que possibilitar\u00e1 transfer\u00eancias de recursos entre contas de pagamento, o que n\u00e3o ocorria at\u00e9 o momento. Antes de regulamenta\u00e7\u00e3o do Banco Central (BC), a movimenta\u00e7\u00e3o de recursos s\u00f3 ocorria em conta-corrente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para desestimular que as pessoas usem dinheiro f\u00edsico, a Abecs apresentou ao governo um programa de incentivo a lojistas, consumidores e fabricantes de produtos. Pela proposta, seria estabelecida uma quantidade m\u00ednima de vendas e compras com fornecedores a serem pagas com meios eletr\u00f4nicos. Em troca, haveria dedu\u00e7\u00e3o fiscal. \u201cAs empresas que aderissem poderiam ter dedu\u00e7\u00e3o de parte dos impostos. A base tribut\u00e1ria delas seria menor, porque deduzir\u00edamos o que fosse efetivamente gasto ou recebido pela empresa por meios eletr\u00f4nicos\u201d, afirma Panca, do Banco do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele ressalta que os consumidores tamb\u00e9m poderiam ter dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda, j\u00e1 que os pagamentos eletr\u00f4nicos s\u00e3o facilmente rastreados. Isso dependeria de um acordo com a Receita. \u201cO consumidor teria redu\u00e7\u00e3o do montante gasto por meios eletr\u00f4nicos na base tribut\u00e1ria\u201d, explica. O executivo do BB afirma que a proposta levou em conta experi\u00eancias internacionais de sucesso, como a da Coreia do Sul. No pa\u00eds asi\u00e1tico, ap\u00f3s implementar um projeto semelhante, a arrecada\u00e7\u00e3o de tributos cresceu quase 200% diante do uso dos cart\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 08h39min<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANTONIO TEM\u00d3TEO A onda de viol\u00eancia que assola o pa\u00eds tamb\u00e9m preocupa o mercado financeiro. O aumento do n\u00famero de ataques a bancos cresceu 19% no ano passado em rela\u00e7\u00e3o a 2016, conforme dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Trabalhadores de Seguran\u00e7a Privada (Contrasp). Foram registrados pelo menos 2,4 mil casos de explos\u00f5es, arrombamentos ou assaltos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[3215,3216,822,3217,441,3214],"class_list":["post-7410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","tag-24-horas","tag-assaltos","tag-bancos","tag-carros-fortes","tag-cartao-de-credito","tag-impostos-de-renda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7410"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7411,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7410\/revisions\/7411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}