{"id":7368,"date":"2018-03-07T12:16:59","date_gmt":"2018-03-07T15:16:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=7368"},"modified":"2018-03-07T12:16:59","modified_gmt":"2018-03-07T15:16:59","slug":"correio-economico-recuperacao-da-economia-sera-lenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/correio-economico-recuperacao-da-economia-sera-lenta\/","title":{"rendered":"Correio Econ\u00f4mico: Recupera\u00e7\u00e3o da economia ser\u00e1 lenta"},"content":{"rendered":"<h2>ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, se reuniu na tarde de ter\u00e7a-feira, 6, com os presidentes das cinco maiores institui\u00e7\u00f5es financeiras do pa\u00eds e ouviu dos convidados que o processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia ser\u00e1 lento e rodeado de incertezas. Os banqueiros tra\u00e7aram um quadro realista, sem qualquer sinal de euforia, sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Foram un\u00e2nimes em destacar que a expans\u00e3o da atividade ocorrer\u00e1 em ritmo mais lento do que se imaginava.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A expectativa era a de que Ilan repassasse aos convidados as preocupa\u00e7\u00f5es do presidente Michel Temer relacionadas ao ritmo de libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e \u00e0 recente alta das taxas de juros, que n\u00e3o d\u00e3o tr\u00e9gua para os brasileiros. Na avalia\u00e7\u00e3o de auxiliares de Temer, h\u00e1 uma demanda por financiamentos, mas falta empenho dos bancos em liberar recursos. As cobran\u00e7as n\u00e3o foram feitas e o presidente do BC deixou o encontro satisfeito com o que ouviu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os banqueiros avaliaram que a crise econ\u00f4mica trouxe in\u00fameros desafios para o pa\u00eds, sinalizaram que o ritmo de recupera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 lento, com alta do PIB pr\u00f3xima de 3%, e que o cr\u00e9dito ser\u00e1 liberado aos poucos. O principal temor do sistema financeiro \u00e9 com as incertezas eleitorais. Sem um cen\u00e1rio claro e um n\u00edvel de previsibilidade que garanta conforto para a tomada de decis\u00f5es, os presidentes dos bancos disseram que o momento \u00e9 de cautela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foram un\u00e2nimes em sinalizar que esse processo ser\u00e1 ben\u00e9fico para a infla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, sem press\u00f5es de demanda, os pre\u00e7os tendem a ficar comportados. A reuni\u00e3o, que \u00e9 feita trimestralmente, contou com a presen\u00e7a dos presidentes do Ita\u00fa Unibanco, C\u00e2ndido Bracher; do Santander, S\u00e9rgio Rial; do Banco do Brasil, Paulo Rog\u00e9rio Caffarelli; da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Gilberto Occhi; do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e do vice-presidente do Bradesco, Oct\u00e1vio de Lazari. Al\u00e9m deles, o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, participou dos debates que trataram de regula\u00e7\u00e3o e de fintechs.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os apontamentos dos banqueiros levam em conta os \u00faltimos dados da economia. A produ\u00e7\u00e3o industrial, por exemplo, recuou 2,4% em janeiro, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Apesar do recuo em rela\u00e7\u00e3o a dezembro, o indicador teve expans\u00e3o de 5,7% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma nova surpresa positiva \u00e9 esperada pelo mercado na sexta-feira, quando o IBGE divulgar\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o de fevereiro. No mercado, a mediana das expectativas aponta para uma varia\u00e7\u00e3o de 0,33%. Havia quatro semanas, a estimativa era de 0,44%. As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o ainda melhores para mar\u00e7o. Os analistas avaliam que o IPCA ser\u00e1 de 0,25%. Tudo isso ser\u00e1 levado em conta pelo BC para definir se cortar\u00e1 os juros na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) em 20 e 21 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Term\u00f4metro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto no Brasil o debate \u00e9 se o ciclo de corte de juros continuar\u00e1 ou terminar\u00e1 com uma queda adicional de 0,25 ponto percentual, em outros pa\u00edses o fim dos est\u00edmulos monet\u00e1rios ficou evidente. No dia 21, al\u00e9m da autoridade monet\u00e1ria brasileira, os bancos centrais de Taiwan, da Indon\u00e9sia, das Filipinas, dos Estados Unidos e da Nova Zel\u00e2ndia ter\u00e3o reuni\u00e3o para definir se mant\u00eam ou n\u00e3o as taxas inalteradas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em fevereiro, houve decis\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria em 19 dos 33 pa\u00edses monitorados pelo Ita\u00fa, com corte de juros apenas no Brasil, e altas no M\u00e9xico e na Rep\u00fablica Tcheca. Nos dois pa\u00edses, a alta chegou a 0,25 ponto percentual. \u201cO n\u00famero de bancos centrais subindo juros foi maior do que o n\u00famero de bancos centrais cortando, mantendo a tend\u00eancia de fim de est\u00edmulos observada desde o fim do ano passado\u201d, informa relat\u00f3rio da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, haver\u00e1 reuni\u00f5es dos principais bancos centrais de pa\u00edses desenvolvidos. O Federal Reserve (Fed), o BC dos Estados Unidos, deve aumentar os juros e sinalizar outras quatro altas em 2018 e tr\u00eas em 2019. Na Europa, avalia o Ita\u00fa, o BCE n\u00e3o deve alterar a comunica\u00e7\u00e3o a respeito do seus pr\u00f3ximos passos, enquanto, no Jap\u00e3o, o BoJ deve manter um tom mais estimulativo. No Reino Unido o BoE tende a indicar que uma alta de 0,25 ponto percentual \u00e9 prov\u00e1vel na reuni\u00e3o de maio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANTONIO TEM\u00d3TEO O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, se reuniu na tarde de ter\u00e7a-feira, 6, com os presidentes das cinco maiores institui\u00e7\u00f5es financeiras do pa\u00eds e ouviu dos convidados que o processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia ser\u00e1 lento e rodeado de incertezas. 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