{"id":7323,"date":"2018-03-01T12:26:24","date_gmt":"2018-03-01T15:26:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=7323"},"modified":"2018-03-01T16:57:17","modified_gmt":"2018-03-01T19:57:17","slug":"pib-mais-fraco-aumenta-apostas-em-novo-corte-dos-juros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/pib-mais-fraco-aumenta-apostas-em-novo-corte-dos-juros\/","title":{"rendered":"PIB mais fraco aumenta apostas em novo corte dos juros"},"content":{"rendered":"<h2>O crescimento mais fraco do Produto Interno Bruto (PIB), sobretudo por causa da perda de for\u00e7a no consumo das fam\u00edlias, fez um grupo de economistas ampliar as apostas em mais um corte da taxa b\u00e1sica de juros (Selic), de 6,75% para 6,50%. Mesmo os mais radicais, que alertavam para os perigos de o Banco Central reduzir demais da Selic, passaram a prever \u00a0baixa dos juros. \u00c9 o caso de Tony Volpon, economista-chefe do banco su\u00ed\u00e7o UBS.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Volpon, a combina\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o mais lenta da atividade com infla\u00e7\u00e3o menor permitir\u00e1 o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) a avan\u00e7ar o sinal na reuni\u00e3o deste m\u00eas sem colocar em risco o controle dos pre\u00e7os. O economista diz que a porta para a redu\u00e7\u00e3o dos juros foi fechada pelo BC, mas n\u00e3o est\u00e1 lacrada. Ele estima crescimento econ\u00f4mico de 3,3% para este ano, acima da m\u00e9dia do mercado, que projeta 2,9%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 boas e m\u00e1s not\u00edcias no resultado do PIB de 2017, que avan\u00e7ou 1%. A melhor delas, que os investimentos produtivos interromperam uma longa sequ\u00eancia de quedas trimestrais. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses do ano passado, a forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo cresceu 2% ante os tr\u00eas meses imediatamente anteriores. Isso, no entanto, n\u00e3o impediu que a taxa de investimentos em rela\u00e7\u00e3o ao PIB cedesse para 15,6%, o menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que consumo das fam\u00edlias perdeu for\u00e7a. Os lares se aproveitaram da libera\u00e7\u00e3o de recursos extras, como os das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), e da forte queda da infla\u00e7\u00e3o para irem \u00e0s compras. Essa disposi\u00e7\u00e3o foi vital para tirar o pa\u00eds da recess\u00e3o. Agora, por\u00e9m, o poder de compra est\u00e1 se esgotando, mesmo com a infla\u00e7\u00e3o permanecendo baixa. No \u00faltimo trimestre de 2017, o consumo das fam\u00edlias subiu 0,1% frente aos tr\u00eas meses anteriores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que as fam\u00edlias precisam, agora, \u00e9 de emprego e de cr\u00e9dito. H\u00e1 12,7 milh\u00f5es de pessoas sem trabalho no pa\u00eds e quase 14 milh\u00f5es subempregadas. Com esse ex\u00e9rcito de trabalhadores sem condi\u00e7\u00f5es de levarem dinheiro para casa, fica dif\u00edcil pensar em um consumo forte e consistente. Al\u00e9m disso, os bancos, em vez de reduzirem as taxas de juros de empr\u00e9stimos e financiamentos, as elevaram. Sem cr\u00e9dito a juros mais acess\u00edveis, n\u00e3o h\u00e1 como se falar em aumento das compras de bens de consumo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, ainda h\u00e1 muitos n\u00f3s a serem desatados para se falar em crescimento mais forte da economia. \u00c9 poss\u00edvel que, em vez de reverem para cima as proje\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o do PIB em 2018, os especialistas tenham que ajust\u00e1-las para baixo, para mais pr\u00f3ximo de 2,5% e n\u00e3o de 3%, como alardeia o governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 12h26min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento mais fraco do Produto Interno Bruto (PIB), sobretudo por causa da perda de for\u00e7a no consumo das fam\u00edlias, fez um grupo de economistas ampliar as apostas em mais um corte da taxa b\u00e1sica de juros (Selic), de 6,75% para 6,50%. 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