{"id":6796,"date":"2017-12-25T11:50:23","date_gmt":"2017-12-25T13:50:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6796"},"modified":"2017-12-27T11:02:01","modified_gmt":"2017-12-27T13:02:01","slug":"eleicoes-ditarao-ritmo-de-alta-dos-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/eleicoes-ditarao-ritmo-de-alta-dos-precos\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es ditar\u00e3o ritmo de alta dos pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar.jpg\" rel=\"attachment wp-att-6778\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-6778\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-1024x80.jpg\" alt=\"Quando2019chegar\" width=\"1024\" height=\"80\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-1024x80.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-300x23.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-768x60.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-350x27.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-550x43.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-230x18.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar.jpg 1026w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&gt;&gt; RODOLFO COSTA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ritmo da alta dos pre\u00e7os em 2019 vai depender muito dos candidatos vencedores das elei\u00e7\u00f5es em 2018. A depender do pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica, da pol\u00edtica econ\u00f4mica adotada pelo novo governo e da governabilidade do chefe do Executivo federal junto ao Congresso Nacional, a infla\u00e7\u00e3o pode disparar ou ser mais comedida. Tudo depender\u00e1 das medidas adotadas e da credibilidade do futuro ocupante do Pal\u00e1cio do Planalto junto \u00e0 sociedade e aos mercados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ter, nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, um posicionamento claro dos presidenci\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o ao sucessor de Henrique Meirelles no Minist\u00e9rio da Fazenda ser\u00e1 importante para tranquilizar os donos do dinheiro. Tamb\u00e9m ser\u00e1 importante a sinaliza\u00e7\u00e3o da escolha do futuro presidente do Banco Central (BC) e da pr\u00f3xima diretoria que ser\u00e1 respons\u00e1vel por tocar a pol\u00edtica monet\u00e1ria e controlar a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O consultor Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do BC, destaca que a infla\u00e7\u00e3o desacelerou na atual gest\u00e3o em boa parte pelas expectativas e a confian\u00e7a dos mercados na pol\u00edtica monet\u00e1ria. \u201cA confian\u00e7a no BC \u00e9 muito grande e o mercado, os consumidores e produtores est\u00e3o mais seguros de que a autoridade monet\u00e1ria n\u00e3o vai tolerar press\u00e3o inflacion\u00e1ria de forma passiva. O mesmo se espera da pr\u00f3xima equipe\u201d, avalia. Se houver um bom di\u00e1logo com os mercados, Freitas n\u00e3o descarta a possibilidade de a infla\u00e7\u00e3o atingir varia\u00e7\u00f5es entre 2,75% e 3,25% ao ano. \u201cVai ficar nessa faixa porque as expectativas est\u00e3o devidamente ancoradas\u201d, pondera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No contexto atual de alta capacidade ociosa e desemprego, Freitas acredita que a carestia tem condi\u00e7\u00f5es de se manter em um patamar baixo. Mas tudo depender\u00e1 de como o futuro governo vai lidar com o ajuste fiscal que, para ele, \u00e9 imprescind\u00edvel. Principalmente, por considerar que a reforma da Previd\u00eancia ficar\u00e1 para 2019. \u201cAcredito que tanto a atual proposta previdenci\u00e1ria quanto o teto de gastos j\u00e1 aprovado precisar\u00e3o ser revistos. O teto, por exemplo, n\u00e3o ser\u00e1 abandonado, mas redesenhado para se adequar a uma maior racionalidade econ\u00f4mica\u201d, avalia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O n\u00e3o comprometimento com a agenda de reformas, entretanto, pode custar o cargo do pr\u00f3ximo presidente, adverte Freitas. \u201cUm diagn\u00f3stico incorreto poderia provocar o aumento do d\u00f3lar e elevar a infla\u00e7\u00e3o. \u00c9 um cen\u00e1rio que poderia provocar at\u00e9 um caso de impeachment. O pr\u00f3ximo presidente que n\u00e3o se comprometer com a agenda de reformas n\u00e3o vai conseguir resistir a uma press\u00e3o inflacion\u00e1ria e \u00e0s taxas de juros\u201d, alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ajuste fiscal<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo os candidatos que, atualmente, bancam um discurso contra as reformas, como o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, n\u00e3o poder\u00e3o escapar de discutir o ajuste fiscal. Apesar de ser um candidato com amplo apelo eleitoral, de acordo com pesquisas, Lula \u00e9 um presidenci\u00e1vel que, para Freitas, dificilmente passar\u00e1 credibilidade ao mercado. \u201cEle n\u00e3o tem moral. N\u00e3o tenho mais d\u00favidas. J\u00e1 me enganei e n\u00e3o me engano mais\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda que Lula apresente uma proposta contr\u00e1ria \u00e0s reformas na pr\u00e9-candidatura, o economista Roberto Ellery, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), acredita que ele poder\u00e1 surpreender em caso de confirmar sua candidatura. \u201cEle tem uma capacidade de convencimento e di\u00e1logo com os setores da sociedade impressionantes. H\u00e1 de se reconhecer que Lula tem, no hist\u00f3rico, uma revers\u00e3o de expectativas muito grande, como ocorreu em 2003\u201d, ressalta. A mesma qualidade, no entanto, ele n\u00e3o observa no outro candidato com maior apelo popular, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O governo ainda n\u00e3o bateu o martelo sobre quem disputar\u00e1 as elei\u00e7\u00f5es com apoio do PMDB e de partidos da coliga\u00e7\u00e3o. Mas, para Ellery, o candidato do governo seria um nome forte para dialogar com os agentes econ\u00f4micos. E teria outro fator positivo: legitimidade. \u201cGanhando um candidato com um perfil de reforma, ele n\u00e3o teria o mesmo problema que Temer tem enfrentado. Se, nesse jogo pol\u00edtico, o governo fortalecer um nome ligado \u00e0s reformas, acho que ganhar\u00e1 uma sobrevida boa, com tempo para ajustar o campo fiscal\u201d, sustenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A legitimidade, avalia Ellery, \u00e9 um componente importante quando se trata do ajuste fiscal. \u201cO presidente da Argentina, Mauricio Macri, por exemplo, pegou um pa\u00eds com uma infla\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de 24%, promoveu ajustes, inclusive, com direito a uma reforma da Previd\u00eancia, aprovada na \u00faltima semana\u201d, destaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 11h50min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt;&gt; RODOLFO COSTA &nbsp; O ritmo da alta dos pre\u00e7os em 2019 vai depender muito dos candidatos vencedores das elei\u00e7\u00f5es em 2018. 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