{"id":6794,"date":"2017-12-25T10:40:28","date_gmt":"2017-12-25T12:40:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6794"},"modified":"2017-12-27T10:48:06","modified_gmt":"2017-12-27T12:48:06","slug":"o-dragao-da-inflacao-esta-domado-mas-ate-quando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/o-dragao-da-inflacao-esta-domado-mas-ate-quando\/","title":{"rendered":"O drag\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 domado. Mas at\u00e9 quando?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar.jpg\" rel=\"attachment wp-att-6778\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-6778\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-1024x80.jpg\" alt=\"Quando2019chegar\" width=\"1024\" height=\"80\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-1024x80.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-300x23.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-768x60.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-350x27.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-550x43.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-230x18.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar.jpg 1026w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>\u00bb RODOLFO COSTA<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>O Brasil vai viver o mais longo ciclo de infla\u00e7\u00e3o baixa em duas d\u00e9cadas. Ap\u00f3s uma das mais severas recess\u00f5es da hist\u00f3ria, os pre\u00e7os desaceleraram e fechar\u00e3o 2017 com alta de 2,8%, abaixo do piso da meta estabelecida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), de 3%. Diante de um mercado de trabalho ainda combalido, e sem perspectivas de que a demanda crescer\u00e1 mais r\u00e1pido do que a oferta, as expectativas s\u00e3o de que, em 2019, j\u00e1 com o Brasil sob novo comando, a m\u00e9dia de eleva\u00e7\u00e3o de custos no mercado de bens e servi\u00e7os fique em um patamar de 4,25%, coincidindo com a meta inflacion\u00e1ria do CMN para o per\u00edodo. No entanto, alertam analistas, para que o custo de vida permane\u00e7a sob controle, o pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica precisar\u00e1 implementar uma pol\u00edtica econ\u00f4mica s\u00f3lida, que busque assegurar o equil\u00edbrio fiscal.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 2019, economistas preveem que os pre\u00e7os seguir\u00e3o uma natural tend\u00eancia de acelera\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 visto como algo ruim, uma vez que se parte de um patamar baixo \u2014 inferior ao piso da meta \u2014 e que esse movimento se dar\u00e1 devido a uma rea\u00e7\u00e3o da economia. Com a atividade econ\u00f4mica retomando o f\u00f4lego e gerando mais empregos, a massa de rendimentos dispon\u00edvel para o consumo naturalmente ser\u00e1 reaquecida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia da acelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a Rosenberg &amp; Associados prev\u00ea carestia de 3,8% para 2018. No ano seguinte, a proje\u00e7\u00e3o aponta para alta dos pre\u00e7os de 4,25%, calcula o analista de infla\u00e7\u00e3o da consultoria, Leonardo Costa. \u201c\u00c9 mais um movimento da retomada da atividade mesmo\u201d, aponta. Nem por isso o caminho do pr\u00f3ximo governante ser\u00e1 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Risco de adiamento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Caso o presidente Michel Temer n\u00e3o consiga que o Congresso Nacional aprove a reforma da Previd\u00eancia no primeiro semestre de 2018, s\u00e3o grandes as chances de o projeto ficar para o sucessor do peemedebista. Para Costa, a probabilidade de a proposta ficar para 2019 \u00e9 grande. \u201cN\u00e3o est\u00e1 contemplada no nosso cen\u00e1rio a vota\u00e7\u00e3o para 2018. Depois que o Juc\u00e1 (Romero Juc\u00e1, l\u00edder do governo no Senado) encerrou a quest\u00e3o da vota\u00e7\u00e3o h\u00e1 duas semanas, houve uma bela remarca\u00e7\u00e3o pelo mercado\u201d, justifica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O governo federal, no entanto, nega estar derrotado na C\u00e2mara. Na \u00faltima semana, Temer afirmou que \u201cjamais desistir\u00e1 da Previd\u00eancia\u201d. O peemedebista diz buscar a reforma pensando na economia e no bem-estar social dos brasileiros. Mas h\u00e1, tamb\u00e9m, objetivos eleitorais envolvidos. O governo aposta na vit\u00f3ria no Congresso Nacional as fichas para garantir uma recupera\u00e7\u00e3o mais acentuada da economia em 2018, e, com isso, ter mais motivos para bancar e eleger um candidato da base nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Independentemente de ser aprovada em 2018, ou em 2019, a promulga\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para manter a infla\u00e7\u00e3o em um baixo patamar n\u00e3o apenas nos pr\u00f3ximos dois anos, mas tamb\u00e9m no pr\u00f3ximo ciclo pol\u00edtico. Sem a m\u00ednima sinaliza\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7o para estancar o aumento dos gastos p\u00fablicos \u2014 que \u00e9, atualmente, puxado, sobretudo, pela Previd\u00eancia Social \u2014, o Brasil pode enfrentar um quadro de fuga de capitais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A imin\u00eancia de os investidores n\u00e3o sentirem confian\u00e7a no Brasil levaria muitos a aplicarem no mercado externo. Nesse caso, o efeito mais pr\u00e1tico seria o aumento do d\u00f3lar em rela\u00e7\u00e3o ao real, resultando em press\u00e3o inflacion\u00e1ria. Em caso de aumento dos pre\u00e7os, o Banco Central (BC) acabaria elevando a taxa b\u00e1sica de juros (Selic), efeito que, naturalmente, tornaria mais caro tomar cr\u00e9dito. Em um contexto desses, os investimentos pelas empresas tenderia a se retrair, comprometendo o aumento da oferta na economia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desemprego<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O desequil\u00edbrio entre a oferta e a demanda provocaria, ent\u00e3o, um aumento da infla\u00e7\u00e3o. A que n\u00edvel o custo de vida poderia chegar em 2019 em um cen\u00e1rio como esse ainda \u00e9 dif\u00edcil imaginar, mas comprometeria o ciclo de baixa nos anos seguintes. Entretanto, o cen\u00e1rio \u00e9 bem positivo, avalia o economista Roberto Ellery, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma situa\u00e7\u00e3o de aprova\u00e7\u00e3o da reforma, com o governo conseguindo convencer a sociedade e o mercado que h\u00e1 uma trajet\u00f3ria de estabilidade fiscal, a recupera\u00e7\u00e3o da demanda tenderia a n\u00e3o ser inflacion\u00e1ria. \u201cO problema da infla\u00e7\u00e3o acontece quando a demanda cresce muito mais r\u00e1pido que a oferta\u201d, sustenta. Ainda que a retomada dos investimentos seja gradual, Ellery pondera que n\u00e3o seria dif\u00edcil assegurar o equil\u00edbrio inflacion\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cForam dois anos de queda da economia. Ainda tem uma grande capacidade ociosa. Em um primeiro momento, o que deve ocorrer \u00e9 o crescimento conjunto da oferta e da demanda. Ao mesmo tempo em que as pessoas comprar\u00e3o mais, tamb\u00e9m haver\u00e1 mais produ\u00e7\u00e3o. Quando andam juntos, n\u00e3o tem muita press\u00e3o inflacion\u00e1ria\u201d, pondera Ellery, analisando que a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em si n\u00e3o traria a infla\u00e7\u00e3o de volta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A estabiliza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica deve ser uma obriga\u00e7\u00e3o para qualquer governo que assumir o posto ocupado atualmente pelo presidente Michel Temer, apontam analistas. Atualmente, a propor\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida p\u00fablica e o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro est\u00e1 pr\u00f3xima de 75%. \u201c\u00c9 preciso dar sinal de estabiliza\u00e7\u00e3o aos mercados para conseguir tempo para fazer o que tem que ser feito. Se perder isso, acabou. A infla\u00e7\u00e3o volta a subir, assim como os juros\u201d, adverte o economista Roberto Ellery, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 10h40min<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00bb RODOLFO COSTA O Brasil vai viver o mais longo ciclo de infla\u00e7\u00e3o baixa em duas d\u00e9cadas. Ap\u00f3s uma das mais severas recess\u00f5es da hist\u00f3ria, os pre\u00e7os desaceleraram e fechar\u00e3o 2017 com alta de 2,8%, abaixo do piso da meta estabelecida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), de 3%. 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