{"id":6777,"date":"2017-12-24T06:01:33","date_gmt":"2017-12-24T08:01:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6777"},"modified":"2017-12-24T13:08:31","modified_gmt":"2017-12-24T15:08:31","slug":"serie-especial-quando-2019-chegar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/serie-especial-quando-2019-chegar\/","title":{"rendered":"S\u00e9rie especial: Quando 2019 chegar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar.jpg\" rel=\"attachment wp-att-6778\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-6778\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-1024x80.jpg\" alt=\"Quando2019chegar\" width=\"1024\" height=\"80\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-1024x80.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-300x23.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-768x60.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-350x27.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-550x43.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar-230x18.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2017\/12\/Quando2019chegar.jpg 1026w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>DEBORAH FORTUNA E ROSANA HESSEL<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A economia brasileira, finalmente, respira. Embora o Produto Interno Bruto (PIB) n\u00e3o cres\u00e7a tanto quanto gostar\u00edamos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o movimento seguir\u00e1 para cima em 2018 e 2019. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa depois de dois anos seguidos de queda. Estamos saindo de uma das maiores crises da nossa hist\u00f3ria. O mercado espera para o pr\u00f3ximo ano alta de 2,64% da produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u2014 o Minist\u00e9rio da Fazenda v\u00ea 3%. Para o seguinte, ainda mais: 2,75%. Em dezembro de 2015, com o pa\u00eds atolado, o horizonte parecia menos alvissareiro: projetava-se 1,75% em 2018 e 2% em 2019.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O problema atual est\u00e1 na incerteza para al\u00e9m disso. Se h\u00e1 algo que cresce para valer no Brasil s\u00e3o as despesas p\u00fablicas. E isso tende a comprometer a prosperidade, impedindo que sobre dinheiro para o setor privado investir. Diante das dificuldades para aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, que ficou, na melhor das hip\u00f3teses, para fevereiro, o futuro do pa\u00eds pode ser posto a perder. Seria um al\u00edvio pensar que, nas elei\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo ano, os temas necess\u00e1rias ao desenvolvimento do pa\u00eds v\u00e3o ocupar a campanha eleitoral. H\u00e1 grandes d\u00favidas de que isso aconte\u00e7a. Para ajudar no debate, o Correio publicar\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias reportagens especiais sobre juros, infla\u00e7\u00e3o, consumo, investimentos, com\u00e9rcio exterior e emprego. Na p\u00e1gina ao lado, o foco est\u00e1 nos impasses fiscais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A continuidade do trabalho de resgate da confian\u00e7a e dos investimentos inevitavelmente passar\u00e1 pelas urnas. O pesquisador da \u00e1rea de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), Marcel Balassiano, ressalta que o resultado eleitoral \u00e9 que vai determinar o ritmo de recupera\u00e7\u00e3o da economia a partir de 2019. O instituto est\u00e1 mais conservador do que o governo e prev\u00ea expans\u00e3o de 2,8%, no ano que vem, e 1%, neste ano. Reconhece que essas taxas poder\u00e3o, inclusive, ser menores se as incertezas persistirem. \u201cA recupera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 lenta e gradual, porque o potencial de crescimento do pa\u00eds \u00e9 baixo, de 1,5% a 2% pelas contas do Ibre, portanto, mesmo no longo prazo, o pa\u00eds vai continuar crescendo pouco, porque um dos ajustes que precisa fazer para melhorar o potencial ser\u00e1 o fiscal\u201d, alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>D\u00edvida p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Castelo Branco, gerente-executivo de Pol\u00edticas Econ\u00f4micas da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), nota tamb\u00e9m que, apesar das expectativas de crescimento da economia em 2018, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, h\u00e1 muitas incertezas, principalmente, do ponto de vista fiscal. \u201cEu costumo dizer que o indicador que \u00e9 preciso olhar mais de perto \u00e9 a d\u00edvida p\u00fablica. E o cen\u00e1rio de 2019 ainda \u00e9 muito incerto, porque tem uma elei\u00e7\u00e3o no meio, e ela \u00e9 uma caixa de surpresa\u201d, afirma. Na avalia\u00e7\u00e3o do economista, as candidaturas com propostas diferentes podem avan\u00e7ar. \u201cAquelas que insistirem em f\u00f3rmulas que deram errado no passado, n\u00e3o t\u00eam chance. Vai dar errado de novo e o pa\u00eds n\u00e3o tem mais tempo para isso\u201d, alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o economista-chefe do banco Haitong, Jankiel Santos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que a din\u00e2mica da retomada depender\u00e1 da quest\u00e3o pol\u00edtica. \u201cA ind\u00fastria est\u00e1 sendo puxada pelo setor automotivo, que est\u00e1 se recuperando com o aumento das exporta\u00e7\u00f5es. Tivemos o fundo do po\u00e7o em 2016. O que vai ajudar em 2018 ser\u00e3o os efeitos da pol\u00edtica monet\u00e1ria, que ainda n\u00e3o repercutiram na economia. Mas, em 2019, tudo depender\u00e1 das elei\u00e7\u00f5es. N\u00e3o ser\u00e1 simples fazer previs\u00f5es at\u00e9 l\u00e1\u201d, avisa. \u201cOs riscos ser\u00e3o maiores em 2019, e o ano vai ser desafiador. Mas tudo depender\u00e1 do resultado das elei\u00e7\u00f5es\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos c\u00e1lculos do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a expectativa \u00e9 de algo em torno de 2,2%. Um crescimento ainda moderado, mas que j\u00e1 indica um al\u00edvio nas contas p\u00fablicas. \u201cJ\u00e1 houve uma boa recupera\u00e7\u00e3o na confian\u00e7a dos agentes econ\u00f4micos, dos investidores, de empres\u00e1rios e consumidores. Ent\u00e3o, isso tamb\u00e9m j\u00e1 vem determinando o consumo que avan\u00e7ou nos \u00faltimos trimestres, e as exporta\u00e7\u00f5es, que tamb\u00e9m cresceram. Ent\u00e3o, h\u00e1 todo um conjunto de fatores\u201d, destaca. Para que o quadro favor\u00e1vel seja confirmado ao longo do ano, h\u00e1, entretanto, uma s\u00e9rie de fatores que precisar\u00e3o ser mantidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A sustentabilidade do crescimento depende de reformas estruturais. \u201cO que temos frequentemente \u00e9 um voo de galinha. Sobe aqui, mas cai logo ali\u201d, brinca. Voos mais altos dependem da corre\u00e7\u00e3o de problemas antigos, inclusive pol\u00edticos. \u201cO pa\u00eds cresce, mas, rapidamente, chegamos ao problema de infraestrutura log\u00edstica. As rodovias s\u00e3o ruins, voc\u00ea tem um ambiente jur\u00eddico ainda duvidoso, e tudo isso faz com que o crescimento nunca seja sustent\u00e1vel, porque ainda t\u00eam mazelas que precisam ser corrigidas\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal volatilidade da economia \u00e9, para o economista-chefe da Rio Bravo, Evandro Buccini, uma caracter\u00edstica dos pa\u00edses emergentes. \u201cSe voc\u00ea olhar a economia norte-americana, europeia, todos t\u00eam ciclos econ\u00f4micos mais fortes, mais fracos e, ent\u00e3o, recess\u00f5es. Nos emergentes, esses ciclos s\u00e3o mais ampliados do que nos desenvolvidos. \u00c9 normal. \u00c9 da pr\u00f3pria din\u00e2mica\u201d, explica. Para ele, isso acontece porque, em determinado per\u00edodo de avan\u00e7o, as fam\u00edlias consomem mais do que deveriam. \u201cComo resultado, o Banco Central sobe os juros, o sal\u00e1rio tamb\u00e9m sobe, e isso, por consequ\u00eancia, machuca o lucro das empresas\u201d, salienta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A chave para sair desse impasse \u00e9 o aumento da confian\u00e7a e do investimento. \u201cSe os empres\u00e1rios n\u00e3o acreditam que o futuro vai ser melhor que o presente, n\u00e3o investem. E se as pessoas acharem que o governo vai repetir os erros do passado ou tomar outro rumo que n\u00e3o seja bom, a expectativa das fam\u00edlias cai tamb\u00e9m, e isso tem reflexo na atividade\u201d, avalia. A boa not\u00edcia, pondera Buccini, \u00e9 que, mesmo com a crise pol\u00edtica e a incerteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia (leia texto ao lado), \u00e9 necess\u00e1rio uma \u201csurpresa bem forte\u201d para que o Brasil n\u00e3o se mantenha em crescimento em 2018. O gargalo ainda est\u00e1 na conjuntura pol\u00edtica. \u201cEnquanto a elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o se provar muito ruim, ainda temos esperan\u00e7a. Temos uma incerteza para o lado bom, e n\u00e3o ruim\u201d, considera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 06h01min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DEBORAH FORTUNA E ROSANA HESSEL A economia brasileira, finalmente, respira. Embora o Produto Interno Bruto (PIB) n\u00e3o cres\u00e7a tanto quanto gostar\u00edamos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o movimento seguir\u00e1 para cima em 2018 e 2019. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa depois de dois anos seguidos de queda. 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