{"id":6741,"date":"2017-12-16T06:18:26","date_gmt":"2017-12-16T08:18:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6741"},"modified":"2017-12-16T19:28:13","modified_gmt":"2017-12-16T21:28:13","slug":"governo-vai-tornar-mais-rigida-formacao-de-motoristas-e-motociclistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/governo-vai-tornar-mais-rigida-formacao-de-motoristas-e-motociclistas\/","title":{"rendered":"Governo vai tornar mais r\u00edgida a forma\u00e7\u00e3o de motoristas e motociclistas"},"content":{"rendered":"<h2>ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>O Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (Contran) aprovar\u00e1, nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es, normas para forma\u00e7\u00e3o e habilita\u00e7\u00e3o de motoristas e motociclistas. O presidente do colegiado, Elmer Coelho Vicenzi, tamb\u00e9m diretor do Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran), diz que a carga hor\u00e1ria a ser cumprida nas autoescolas ser\u00e1 turbinada para melhorar o processo de aprendizado dos futuros condutores. Segundo ele, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 168, de 2004, que estabelece as regras sobre o tema, ser\u00e1 alterada.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vicenzi alerta que muitos condutores n\u00e3o s\u00e3o preparados para enfrentar o tr\u00e2nsito das cidades e afirma que, hoje, as aulas t\u00eam a preocupa\u00e7\u00e3o exclusiva de garantir a aprova\u00e7\u00e3o nos exames. Uma parte desse problema foi solucionada, na avalia\u00e7\u00e3o dele, com a exig\u00eancia de que as autoescolas tenham simuladores para garantir o aprendizado de conceitos fundamentais, como o uso da seta. No caso dos motociclistas, o presidente do Contran explica que ser\u00e1 exigido dos alunos que passem por um circuito controlado em via p\u00fablica. \u201cO motociclista n\u00e3o vai para a rua. Nem sequer passa de marcha quando tem aulas. Ele \u00e9 preparado somente para a prova\u201d, comenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as no processo de forma\u00e7\u00e3o dos condutores fazem parte do esfor\u00e7o do Contran e do Denatran para reduzir o n\u00famero de acidentes e mortes no tr\u00e2nsito. No pa\u00eds, 40 mil pessoas perdem a vida por ano em colis\u00f5es, uma m\u00e9dia de 110 mortes por dia. \u201c\u00c9 como se um avi\u00e3o de m\u00e9dio porte ca\u00edsse todos os dias no Brasil\u201d, compara Vicenzi. A estat\u00edstica n\u00e3o considera os acidentes que levam \u00e0 invalidez permanente motoristas e motociclistas. \u201cInfelizmente, a maioria dos paratletas brasileiros sofreu um acidente de tr\u00e2nsito\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, as principais causas de acidentes s\u00e3o excesso de velocidade, embriaguez e uso do celular ao volante. Para o presidente do Contran, al\u00e9m de campanhas educacionais, os condutores precisam se conscientizar dos riscos que assumem ao infringir a lei. Apesar disso, ele admite que o esfor\u00e7o do Estado em temas relacionados ao tr\u00e2nsito est\u00e1 aqu\u00e9m do necess\u00e1rio. \u201cO brasileiro paga, em m\u00e9dia, R$ 10 bilh\u00f5es em multas por ano e n\u00e3o h\u00e1 retorno em melhorias do sistema nacional de tr\u00e2nsito. Os recursos s\u00e3o destinados a outras finalidades\u201d, critica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim como os demais \u00f3rg\u00e3os da Esplanada dos Minist\u00e9rios, o Denatran tem sofrido com a falta de recursos para executar projetos que visem melhorar a forma\u00e7\u00e3o dos condutores e educar os brasileiros quanto aos riscos de infringir as leis de tr\u00e2nsito. Um curso a dist\u00e2ncia para motociclistas foi cancelado por falta de verbas. Al\u00e9m disso, um treinamento para instrutores de autoescolas, que se tornariam multiplicadores, tamb\u00e9m foi suspenso diante do contingenciamento de despesas p\u00fablicas. Custaria R$ 250 mil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo com as restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, os trabalhos do conselho e do departamento n\u00e3o param. Conforme Vicenzi, tamb\u00e9m ser\u00e1 editada uma norma para disciplinar a fabrica\u00e7\u00e3o de placas de ve\u00edculos. Segundo ele, \u00e9 poss\u00edvel comprar uma placa de carro ou motocicleta em qualquer esquina. A norma deve definir quem ser\u00e1 autorizado a fabricar, como ser\u00e1 feito o controle num\u00e9rico das placas e um banco de dados ser\u00e1 criado com todas as informa\u00e7\u00f5es. A ideia \u00e9 usar tecnologia para verificar a autenticidade das placas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o diretor do Denatran, quem passa pelo transtorno de ter o carro clonado pode trocar a placa do ve\u00edculo. Entretanto, poucas pessoas t\u00eam conhecimento dessa norma. Vicenzi ressalta que todas essas medidas precisam de estudo para dar transpar\u00eancia e seguran\u00e7a jur\u00eddica ao mercado. O pa\u00eds possui 90 milh\u00f5es de ve\u00edculos e 65 milh\u00f5es de condutores. As decis\u00f5es do Denatran ou do Contran interferem nesse mercado e, por isso, precisam ser tomadas com cuidado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bras\u00edlia,<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANTONIO TEM\u00d3TEO O Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (Contran) aprovar\u00e1, nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es, normas para forma\u00e7\u00e3o e habilita\u00e7\u00e3o de motoristas e motociclistas. 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