{"id":6669,"date":"2017-12-08T06:45:52","date_gmt":"2017-12-08T08:45:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6669"},"modified":"2017-12-08T15:51:35","modified_gmt":"2017-12-08T17:51:35","slug":"uma-semana-mais-para-as-negociacoes-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/uma-semana-mais-para-as-negociacoes-da-previdencia\/","title":{"rendered":"Uma semana a mais para as negocia\u00e7\u00f5es da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h2>PAULO DE TARSO LYRA E\u00a0ALESSANDRA AZEVEDO<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>O governo marcou para o dia 18 a vota\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia. O acerto foi feito ap\u00f3s reuni\u00e3o do presidente Michel Temer com o presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o l\u00edder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-AL). Na pr\u00e1tica, isso significa mais uma semana para que os aliados tentem conseguir os 308 votos necess\u00e1rios para aprovar a proposta, em dois turnos, ainda em 2017.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pressionado pela dificuldade de virar votos e embalado pelo esp\u00edrito natalino, o Planalto tamb\u00e9m vai perdoar os infi\u00e9is que votaram a favor das den\u00fancias contra o presidente Michel Temer, em agosto e em outubro. O perd\u00e3o n\u00e3o significa, necessariamente, a retomada dos cargos perdidos, porque isso geraria um descontentamento naqueles parlamentares que se expuseram para absolver Temer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cFoi feita uma avalia\u00e7\u00e3o de que devemos ter mais uma semana para melhorar um ambiente que j\u00e1 melhorou e avan\u00e7armos mais ainda para conquistarmos os votos necess\u00e1rios para aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia\u201d, disse Aguinaldo, no in\u00edcio da noite de ontem. \u201cFicou acordado que o dia para votarmos a PEC da Previd\u00eancia seria o dia 18 de dezembro. Em respeito inclusive ao Brasil, porque precisamos ter a responsabilidade de enfrentar um tema como esse\u201d, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Infi\u00e9is<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A absolvi\u00e7\u00e3o dos infi\u00e9is est\u00e1 inserida nesse pacote de \u00faltima tentativa. O pedido foi expresso por v\u00e1rios l\u00edderes partid\u00e1rios durante jantar no Pal\u00e1cio da Alvorada na noite de quarta-feira e refor\u00e7ado pelo presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em conversas p\u00fablicas e reservadas com o presidente. A avalia\u00e7\u00e3o generalizada \u00e9 de que faltou, tanto ao Planalto quanto a algumas figuras mais expressivas da base aliada, capacidade para fazer an\u00e1lises de futuro ap\u00f3s o arquivamento das den\u00fancias contra o presidente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir dali, alguns parlamentares defenderam ca\u00e7a \u00e0s bruxas dos infi\u00e9is, com a recomposi\u00e7\u00e3o dos cargos entre aqueles que seriam governo e aqueles que n\u00e3o seriam. Alguns alvos preferenciais foram escolhidos, como o PSDB. Mas a guilhotina envolveu outras legendas. Tanto que um dos parlamentares chegou a procurar uma lideran\u00e7a governista, queixando-se de que nem sequer estava sendo recebido nos minist\u00e9rios. \u201cPode deixar que o seu caso eu vou resolver\u201d, disse o cacique governista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A aritm\u00e9tica b\u00e1sica come\u00e7ou a pesar. Na primeira den\u00fancia contra o presidente, arquivada no in\u00edcio de agosto, o governo conseguiu 263 votos favor\u00e1veis ao Planalto. J\u00e1 em outubro, quando a segunda acusa\u00e7\u00e3o foi encaminhada pelo ex-procurador-geral da Rep\u00fablica Rodrigo Janot, esse n\u00famero caiu para 251. Uma oscila\u00e7\u00e3o aparentemente pequena, mas que mostrava uma perda de f\u00f4lego para o governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os articuladores e o pr\u00f3prio Maia come\u00e7aram a correr atr\u00e1s dos votos e as ades\u00f5es sempre batiam no teto, quando eram apresentadas. \u201cO jantar de quarta \u00e0 noite, no Alvorada, em tese, era para cada um dos l\u00edderes apresentar seus n\u00fameros de votos. Mas s\u00f3 eu levei minha planilha\u201d, confirmou o l\u00edder do PP na C\u00e2mara, Artur Lira (AL). Ele garante j\u00e1 ter, hoje, 33 votos alinhados ao Planalto mas prospecta chegar aos 42, um \u00edndice de praticamente 90%. \u201cN\u00e3o fecharemos quest\u00e3o para n\u00e3o constranger os companheiros. Mas poucos partidos entregar\u00e3o um \u00edndice de votos maior que o meu\u201d, garantiu Artur.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dificuldades<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o no PP est\u00e1 tranquila, se comparada a de outros partidos. PTB e PMDB fecharam quest\u00e3o, mas legendas como o PR e o PSD est\u00e3o com profundas dificuldades para aumentar o qu\u00f3rum de apoiadores. Levantamento ao qual o Correio teve acesso mostra que, no partido comandado por Valdemar Costa Neto, 10 dos 30 deputados est\u00e3o alinhados, aumentando a tarefa de Valdemar, condenado no mensal\u00e3o, para reverter votos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No PSD dos ministros Gilberto Kassab (Ci\u00eancia e Tecnologia) e Henrique Meirelles (Fazenda), a defec\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 alta. No m\u00e1ximo 15 dos 38 deputados apoiam a reforma da Previd\u00eancia. Parlamentares como o deputado F\u00e1bio Farias (PSD-RN) defendem a proposta feita pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, de restri\u00e7\u00e3o ao acesso ao fundo eleitoral e dificuldade de filia\u00e7\u00e3o \u00e0s legendas da base para os deputados que votarem contra a reforma. \u201cMas os presidentes de partido t\u00eam medo de uma debandada de deputados na janela partid\u00e1ria de mar\u00e7o. E o DEM j\u00e1 avisou que n\u00e3o vai vetar a entrada de ningu\u00e9m\u201d, queixou-se F\u00e1bio a um interlocutor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 06h45min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PAULO DE TARSO LYRA E\u00a0ALESSANDRA AZEVEDO O governo marcou para o dia 18 a vota\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia. O acerto foi feito ap\u00f3s reuni\u00e3o do presidente Michel Temer com o presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o l\u00edder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-AL). 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