{"id":6512,"date":"2017-11-17T15:01:52","date_gmt":"2017-11-17T17:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6512"},"modified":"2017-11-17T15:10:43","modified_gmt":"2017-11-17T17:10:43","slug":"as-esteiras-e-o-hotel-marina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/as-esteiras-e-o-hotel-marina\/","title":{"rendered":"As esteiras e o Hotel Marina"},"content":{"rendered":"<h2>PAULO DE TARSO LYRA<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A comitiva de jornalistas latino-americanos que se juntou a mim e outro amigo carioca em Pequim tinha s\u00f3lidas, afetivas e visuais lembran\u00e7as do Rio de Janeiro. Todos conheciam S\u00e3o Paulo, alguns j\u00e1 haviam visitado Bras\u00edlia, mas o cen\u00e1rio carioca era unanimidade nos coment\u00e1rios. Futebol, praia, montanha, verde. At\u00e9 a quest\u00e3o da viol\u00eancia era ligeiramente relevada, embora j\u00e1 come\u00e7asse a assustar.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um jornalista chin\u00eas, de uma ag\u00eancia de Xangai, exp\u00f4s, em depoimento no f\u00f3rum de imprensa, que tinha ficado receoso de ficar na Cidade Maravilhosa por conta das informa\u00e7\u00f5es desencontradas que chegavam ao outro lado do mundo. Mas completou que o clima de Copa do Mundo 2014, um momento em que o Rio ainda transpirava otimismo, desanuviara as inseguran\u00e7as dele e as recorda\u00e7\u00f5es que levou daqui, na mala e na mem\u00f3ria, o acompanhar\u00e3o pelo resto de seus dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No voo de volta, uma linda comiss\u00e1ria de bordo, grega, esfor\u00e7ada no portugu\u00eas, ao saber que \u00e9ramos brasileiros, disse que o sonho dela era, um dia, conseguir passar um tempo no Rio, a cidade que mais a encantava no Brasil. Tudo isso acaba por nos afagar o \u00e2nimo, mesmo sabendo que as palavras elogiosas n\u00e3o escondiam o caos que a querida cidade se encontra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tapa na cara poderia demorar a ser dado, mas contrastes sempre precisam ser fulminantes. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, em pleno domingo, apenas uma das sete esteiras de malas estava funcionando. Em seis delas, sil\u00eancio da aus\u00eancia de voos. O Rio tornou-se uma mem\u00f3ria afetiva, n\u00e3o mais uma rota a ser escolhida sem sombras de d\u00favida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta semana, a colega Vera Magalh\u00e3es, do Estad\u00e3o, publicou em seu twitter que o Hotel Marina, eternizado na can\u00e7\u00e3o da cantora com o mesmo nome, n\u00e3o mais acende seu letreiro. Por quatro anos estar\u00e1 fechado para reformas, na esperan\u00e7a de recuperar o brilho de outrora. 2021 \u00e9 logo ali, ser\u00e1 que h\u00e1 futuro?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, o Tribunal Regional Federal manda prender a c\u00fapula da Assembleia Legislativa do Rio, o ex-governador S\u00e9rgio Cabral segue encarcerado, o comando do Tribunal de Contas Estadual tamb\u00e9m. Como se diz no ditado popular, acaso \u00e9 algo que n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bras\u00edlia,<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PAULO DE TARSO LYRA A comitiva de jornalistas latino-americanos que se juntou a mim e outro amigo carioca em Pequim tinha s\u00f3lidas, afetivas e visuais lembran\u00e7as do Rio de Janeiro. Todos conheciam S\u00e3o Paulo, alguns j\u00e1 haviam visitado Bras\u00edlia, mas o cen\u00e1rio carioca era unanimidade nos coment\u00e1rios. Futebol, praia, montanha, verde. 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