{"id":6439,"date":"2017-11-09T06:05:08","date_gmt":"2017-11-09T08:05:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6439"},"modified":"2017-11-09T08:08:17","modified_gmt":"2017-11-09T10:08:17","slug":"governo-preve-crescimento-entre-2-e-35-para-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/governo-preve-crescimento-entre-2-e-35-para-2018\/","title":{"rendered":"Governo prev\u00ea crescimento entre 2% e 3,5% para 2018"},"content":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 convencido de que, com ou sem reforma da Previd\u00eancia, a economia vai crescer em 2018. As proje\u00e7\u00f5es que circulam pelo Pal\u00e1cio do Planalto apontam avan\u00e7o entre 2% e 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Quanto maior for o crescimento econ\u00f4mico, acredita o presidente Michel Temer, maior ser\u00e1 o seu cacife para negociar apoio a um dos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O Planalto cr\u00ea que dois concorrentes de centro disputar\u00e3o o aval do peemedebista, dono da caneta mais poderosa do pa\u00eds. Olhando para o que se tem hoje, um deles ser\u00e1 o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assessores do presidente v\u00eam vasculhando todos os indicadores econ\u00f4micos para medir o potencial de Temer como articulador das elei\u00e7\u00f5es. Eles reconhecem que h\u00e1 dados animadores, como os de infla\u00e7\u00e3o e juros, que est\u00e3o em forte queda, mas dizem que ainda \u00e9 muito cedo para apostar em uma arrancada, devido ao p\u00e9 no freio dos investimentos. Como os empres\u00e1rios n\u00e3o deram respostas aos apelos do governo \u2014 n\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o desejada \u2014, o Planalto resolveu lan\u00e7ar o projeto Avan\u00e7ar, que prev\u00ea gastos de R$ 42 bilh\u00f5es para retomar obras p\u00fablicas inacabadas. \u00c9 mais do mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para um dos principais assessores de Temer, tudo est\u00e1 sendo meticulosamente estudado. \u201cO presidente n\u00e3o ser\u00e1 um mero coadjuvante no processo eleitoral. Ele \u00e9 impopular, ainda continuar\u00e1 impopular por um bom per\u00edodo, mas, se a economia reagir, como esperamos, a articula\u00e7\u00e3o para uma candidatura de centro passar\u00e1, sem d\u00favidas, pelo aval do Planalto\u201d, diz. Esse mesmo assessor ressalta que um dos motivos para Temer n\u00e3o ter jogado a toalha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma da Previd\u00eancia \u00e9 evitar que uma onda de desconfian\u00e7a abata o mercado financeiro e azede de vez o humor do empresariado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos brincando em servi\u00e7o. O nosso objetivo \u00e9 construir um candidato de centro com chances de suceder Temer. E tudo indica que uma economia crescendo, com melhora na sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar, far\u00e1 a diferen\u00e7a\u201d, destaca um ministro com tr\u00e2nsito no Planalto. No entender dele, muita gente est\u00e1 desprezando essa for\u00e7a. \u201cOs efeitos da queda dos juros ainda n\u00e3o se materializaram por completo na economia. Esse impacto ficar\u00e1 mais claro a partir do segundo trimestre do ano que vem, quando as elei\u00e7\u00f5es j\u00e1 estar\u00e3o dominando o debate\u201d, emenda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o em alta<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se as proje\u00e7\u00f5es da economista S\u00edlvia Matos, coordenadora do Boletim Macroecon\u00f4mico da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), estiveram corretas, o indicador econ\u00f4mico mais esperado pelo Planalto vir\u00e1 em breve. Pelos c\u00e1lculos dela, os investimentos registraram crescimento de 0,4% no terceiro trimestre, interrompendo um ciclo de tr\u00eas anos de queda. Esse dado mostra que, depois do consumo das fam\u00edlias, a retomada poder\u00e1 contar com projetos de expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o para ganhar mais dinamismo. Os investimentos v\u00eam sendo puxados pelo setor de m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O governo sabe que, somente com a expans\u00e3o do consumo das fam\u00edlias, o PIB tender\u00e1 a decepcionar. Por isso, conta com os investimentos para ter o poder de fogo ampliado durante a disputa eleitoral. \u201cTemos seguido \u00e0 risca nosso cronograma. Fizemos o leil\u00e3o de usinas hidrel\u00e9tricas, vendemos po\u00e7os do pr\u00e9-sal e, agora, estamos lan\u00e7ando o Avan\u00e7ar. A agenda pol\u00edtica n\u00e3o interferiu nisso\u201d, afirma um integrante da equipe econ\u00f4mica. \u201cSabemos que os investidores estrangeiros est\u00e3o mais otimistas com o pa\u00eds. Contudo, chegar\u00e1 o momento de o capital brasileiro ir atr\u00e1s. E estamos pr\u00f3ximos disso\u201d, frisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mesmo t\u00e9cnico reconhece, no entanto, que \u00e9 preciso muita cautela. Na vis\u00e3o dele, h\u00e1 um otimismo exagerado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 baixa, girando em torno de 3% ao ano. Por\u00e9m, \u00e0 medida que a economia for crescendo e as empresas reduzindo a capacidade ociosa, haver\u00e1 press\u00e3o sobre os pre\u00e7os. Por isso, o Banco Central deve ser muito cauteloso no processo de corte da taxa b\u00e1sica de juros (Selic). \u201cOlhando para frente, n\u00e3o me parece muito seguro o BC reduzir a Selic al\u00e9m de 7%. V\u00e3o achar uma loucura o que estou dizendo. Mas, para o governo e a seguran\u00e7a do crescimento, \u00e9 melhor n\u00e3o abusar da sorte\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 convencido de que, com ou sem reforma da Previd\u00eancia, a economia vai crescer em 2018. As proje\u00e7\u00f5es que circulam pelo Pal\u00e1cio do Planalto apontam avan\u00e7o entre 2% e 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). 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