{"id":6145,"date":"2017-09-19T10:49:43","date_gmt":"2017-09-19T13:49:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=6145"},"modified":"2017-09-19T12:24:42","modified_gmt":"2017-09-19T15:24:42","slug":"sem-ajuda-do-fgts-familias-parcelam-comida-e-gasolina-no-cartao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/sem-ajuda-do-fgts-familias-parcelam-comida-e-gasolina-no-cartao\/","title":{"rendered":"Sem ajuda do FGTS, fam\u00edlias parcelam comida e gasolina no cart\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2>O f\u00f4lego conseguido pelas fam\u00edlias com a libera\u00e7\u00e3o dos recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) parece ter chegado ao fim. Desde o in\u00edcio deste m\u00eas, aumentou, consideravelmente, nos supermercados e nos postos de combust\u00edveis o parcelamento de compras de alimentos e do abastecimento do carro.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo gerentes de v\u00e1rios estabelecimentos comerciais, as fam\u00edlias voltaram a recorrer muito ao parcelamento no cart\u00e3o de cr\u00e9dito. As faturas est\u00e3o sendo divididas em at\u00e9 tr\u00eas vezes sem juros. Muitas alegam que tinham conseguido um al\u00edvio importante no or\u00e7amento, mas, agora, est\u00e3o com dificuldades para fechar as contas do m\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os comerciantes alegam que, normalmente, as fam\u00edlias n\u00e3o gostam muito de dividir as compras de comida e de gasolina no cart\u00e3o, pois temem se endividar demais. Preferem pagar em dinheiro ou em uma \u00fanica vez no cart\u00e3o. O parcelamento s\u00f3 ocorre quando est\u00e1 faltando dinheiro ao longo do m\u00eas. Um mau sinal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Infelizmente, depois de uma ligeira melhora no or\u00e7amento, voltei a ficar apertada. Recebi quase R$ 3 mil do FGTS, paguei parte das minhas d\u00edvidas, mas, pelo visto, foi um al\u00edvio moment\u00e2neo&#8221;, diz a comerci\u00e1ria Maria Concei\u00e7\u00e3o Silva, 51 anos. &#8220;Isso s\u00f3 mostra que alegria de pobre dura pouco&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para se acompanhar<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do economista Rafael Cardoso, da Daycoval Investimentos, no geral, o endividamento das fam\u00edlias melhorou. Tanto que os n\u00fameros do Banco Central indicam que o comprometimento da renda dos trabalhadores com o pagamento de juros est\u00e1 em 21,1%, o n\u00edvel mais baixo desde 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Essa divis\u00e3o de compras de alimentos e de combust\u00edveis precisa ser acompanhada com cuidado. A princ\u00edpio, os n\u00fameros apontam para a redu\u00e7\u00e3o do endividamento das fam\u00edlias. Pode ser um movimento pontual&#8221;, afirma. Para ele, com a queda da infla\u00e7\u00e3o e dos juros e os saques de contas inativas do FGTS. o or\u00e7amento das fam\u00edlias melhorou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelos dados do BC, asa fam\u00edlias devem R$ 1,598 trilh\u00e3o ao sistema financeiro. Esse saldo devedor incluem as presta\u00e7\u00f5es da casa pr\u00f3pria. No ano, at\u00e9 julho, os d\u00e9bitos aumentaram 2,4%. Esse crescimento se deve, basicamente, \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o dos juros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 10h49min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O f\u00f4lego conseguido pelas fam\u00edlias com a libera\u00e7\u00e3o dos recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) parece ter chegado ao fim. 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