{"id":5692,"date":"2017-08-15T19:29:17","date_gmt":"2017-08-15T22:29:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=5692"},"modified":"2017-08-15T19:29:17","modified_gmt":"2017-08-15T22:29:17","slug":"meta-fiscal-de-2017-sera-de-deficit-de-r-159-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/meta-fiscal-de-2017-sera-de-deficit-de-r-159-bilhoes\/","title":{"rendered":"Meta fiscal de 2017 e de 2018 ser\u00e1 de rombo de R$ 159 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\">POR ROSANA HESSEL E ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">O governo alterou a meta fiscal de 2017 e de 2018 para rombos de R$ 159 bilh\u00f5es e R$ 159 bilh\u00f5es, respectivamente. O objetivo fiscal permitido pela Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) era de um deficit de R$ 139 bilh\u00f5es, neste ano, e de R$ 129 bilh\u00f5es, no pr\u00f3ximo. &#8220;O que houve foi uma substancial queda da receita&#8221;, resumiu o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">A confirma\u00e7\u00e3o das novas metas ocorreu no in\u00edcio da noite hoje depois de v\u00e1rias idas e vindas e uma sequ\u00eancia de adiamentos desde a semana passada. O impasse entre as alas pol\u00edtica e econ\u00f4mica do Executivo acabou dificultando o fechamento das contas.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">A mudan\u00e7a, no entanto, que j\u00e1 era esperada pelo mercado porque havia um consenso de que essas metas n\u00e3o seriam cumpridas porque o governo n\u00e3o conseguiu fazer o ajuste fiscal necess\u00e1rio. No fim de mar\u00e7o, o\u00a0Correio\u00a0antecipou que, como o governo estava com par\u00e2metros muito otimistas e receita superestimada, a mudan\u00e7a desses objetivos fiscais seria inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">O Minist\u00e9rio da Fazenda bem que tentou resistir ao inevit\u00e1vel, mas, desde o m\u00eas passado, admitiu essa possibilidade dado o aumento das frustra\u00e7\u00f5es de receita. A arrecada\u00e7\u00e3o com a segunda edi\u00e7\u00e3o da repatria\u00e7\u00e3o, por exemplo, foi de apenas R$ 1,6 bilh\u00e3o, bem abaixo dos R$ 13 bilh\u00f5es estimados pelo governo no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\"><strong>Refis<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">A Medida Provis\u00f3ria do Novo Refis, que garantiria outros R$ 13 bilh\u00f5es para os cofres da Uni\u00e3o, mas a Comiss\u00e3o Especial que aprecia a mat\u00e9ria no Congresso Nacional concedeu perd\u00f5es para multas e juros que reduziram essa estimativa para menos de R$ 500 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">Nem mesmo o an\u00fancio do imposto sobre os combust\u00edveis, anunciado no m\u00eas passado, e que renderia uma receita extra de R$ 9,9 bilh\u00f5es neste ano, foi suficiente para garantir o cumprimento da meta de 2017. O governo conta com R$ 60 bilh\u00f5es de receitas extraordin\u00e1rias, mas boa parte desse montante ainda corre o risco de n\u00e3o se concretizar. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) alertou que R$ 19,3 bilh\u00f5es com concess\u00f5es podem ser frustradas.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">Para o ano que vem, o desafio para o cumprimento da nova meta ainda ser\u00e1 grande se a frustra\u00e7\u00e3o de receitas continuar crescente. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aceitar\u00e1 novo reajuste de tributo e os parlamentares n\u00e3o devem apoiar uma medida impopular em um ano de elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR ROSANA HESSEL E ANTONIO TEM\u00d3TEO O governo alterou a meta fiscal de 2017 e de 2018 para rombos de R$ 159 bilh\u00f5es e R$ 159 bilh\u00f5es, respectivamente. 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