{"id":5350,"date":"2017-07-18T17:30:31","date_gmt":"2017-07-18T20:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=5350"},"modified":"2017-07-18T21:25:27","modified_gmt":"2017-07-19T00:25:27","slug":"saldo-da-balanca-comercial-sera-de-us-632-bi-preve-aeb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/saldo-da-balanca-comercial-sera-de-us-632-bi-preve-aeb\/","title":{"rendered":"Saldo da balan\u00e7a comercial ser\u00e1 de US$ 63,2 bi, prev\u00ea AEB"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras v\u00e3o registrar, em 2017, o primeiro crescimento depois de cinco anos de quedas consecutivas, conforme os dados revisados da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB). A entidade elevou de US$ 51 bilh\u00f5es para US$ 63,2 bilh\u00f5es a previs\u00e3o de superavit da balan\u00e7a comercial deste ano, um recorde hist\u00f3rico. Entretanto, o presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, avisou que esse resultado in\u00e9dito pode ser comemorado, mas com cautela e ressalvas.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO saldo \u00e9 expressivo e o maior da hist\u00f3ria. O governo vai bater bumbo com esse n\u00famero, mas \u00e9 preciso lembrar que as exporta\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o se recuperaram totalmente\u201d, pondera Castro. As novas estimativas preveem alta de 12,8% nos embarques deste ano na compara\u00e7\u00e3o com 2016, para US$ 209 bilh\u00f5es. O especialista destaca que essa alta n\u00e3o anula a queda acumulada de 27,7% nas exporta\u00e7\u00f5es durante os \u00faltimos cinco anos. \u201cAinda n\u00e3o h\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o total das exporta\u00e7\u00f5es. O volume exportado \u00e9 menor que os US$ 242 bilh\u00f5es de 2013 e os US$ 225 bilh\u00f5es de 2014\u201d, completa ele, lamentando o fato de a corrente de com\u00e9rcio, de US$ 354,8 bilh\u00f5es, voltar aos patamares de 2010. Pelas contas da AEB, as importa\u00e7\u00f5es devem avan\u00e7ar 6%, para US$ 145,8 bilh\u00f5es este ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente da AEB lembra que a recupera\u00e7\u00e3o da Argentina, cujo Produto Interno Bruto (PIB) dever\u00e1 crescer 3%, \u00e9 um dos fatores que contribu\u00edram para a expans\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, pois o pa\u00eds vizinho ser\u00e1 o destino de 25% das vendas nacionais. \u201cA Argentina ser\u00e1 respons\u00e1vel por 50% do crescimento previsto de 6,7% nas exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados e os EUA, por 13%\u201d, afirma. Ele destaca que as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados devem crescer 6,8%, para US$ 78,9 bilh\u00f5es, volume compar\u00e1vel ao registrado em 2003. \u201cO pa\u00eds est\u00e1 perdendo mercado h\u00e1 muito tempo, e isso dever\u00e1 continuar acontecendo, principalmente, nos pa\u00edses vizinhos, devido \u00e0 falta de competitividade\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edticas da OMC<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Castro, o bom desempenho das exporta\u00e7\u00f5es neste ano n\u00e3o deve se repetir em 2018, pois o pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 competitivo, e \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 elas voltarem a cair. Ele lembrou que, nesta semana, at\u00e9 a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) criticou a baixa competitividade do Brasil por ser muito protecionista. A entidade, que \u00e9 comandada pelo embaixador brasileiro Roberto Azevedo, n\u00e3o poupou cr\u00edticas ao pa\u00eds em seu relat\u00f3rio divulgado na segunda-feira, 17, e ainda destacou que a ind\u00fastria nacional \u00e9 altamente dependente de incentivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entender do presidente da AEB, a perda de competitividade do Brasil \u00e9 resultado do fato de a ind\u00fastria nacional, em grande parte, n\u00e3o estar inserida nas grandes cadeias globais de valor, que est\u00e3o na Europa e nos EUA. \u201cO Brasil est\u00e1 atravessando um processo de isolamento comercial. E, nos pr\u00f3ximos anos, ainda ter\u00e1 que competir com as commodities dos Estados Unidos nos mercados asi\u00e1ticos, principalmente, na China\u201d, alerta. \u201cO Brasil at\u00e9 seria mais competitivo se n\u00e3o exportasse tanto imposto na manufatura. O peso dos tributos cobrados em cascata e da log\u00edstica ineficiente das estradas e portos (o famoso Custo Brasil) gira em torno de 25% a 30%. \u00c9 imposs\u00edvel competir com isso\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Castro lembra ainda que 45% das exporta\u00e7\u00f5es dos produtos manufaturados t\u00eam como destino pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que n\u00e3o pertencem \u00e0s cadeias globais, e, portanto, s\u00e3o mercados que podem ser perdidos a qualquer momento se o c\u00e2mbio n\u00e3o for favor\u00e1vel. Fontes do governo reconhecem que pa\u00eds \u00e9 pouco competitivo, mas destacam que, al\u00e9m de pre\u00e7o elevado, os produtos nacionais precisam melhorar a qualidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras v\u00e3o registrar, em 2017, o primeiro crescimento depois de cinco anos de quedas consecutivas, conforme os dados revisados da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB). A entidade elevou de US$ 51 bilh\u00f5es para US$ 63,2 bilh\u00f5es a previs\u00e3o de superavit da balan\u00e7a comercial deste ano, um recorde hist\u00f3rico. 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