{"id":3738,"date":"2016-12-04T10:05:55","date_gmt":"2016-12-04T12:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=3738"},"modified":"2016-12-04T12:57:12","modified_gmt":"2016-12-04T14:57:12","slug":"e-petrobras-que-decide-sobre-precos-de-combustiveis-nao-temer-diz-parente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/e-petrobras-que-decide-sobre-precos-de-combustiveis-nao-temer-diz-parente\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 a Petrobras que decide sobre pre\u00e7os de combust\u00edveis, n\u00e3o Temer&#8221;, diz Parente"},"content":{"rendered":"<p>\u00bb ANA DUBEUX<br \/>\n\u00bb PAULO SILVA PINTO<br \/>\n\u00bb SIMONE KAFRUNI<br \/>\n\u00bb VICENTE NUNES<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Petrobras resume as apostas e o naufr\u00e1gio dos 13 anos de governos petistas: descoberta de reservas gigantes no pr\u00e9-sal, desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o nacional de equipamentos, projetos mirabolantes e in\u00fateis, o maior esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o do mundo e manipula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para conter a infla\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Separar a parte boa da ruim na maior estatal do pa\u00eds \u00e9 uma das tarefas mais sens\u00edveis do atual governo. E est\u00e1 nas m\u00e3os de Pedro Parente, engenheiro eletricista formado pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), com ampla experi\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Ele foi respons\u00e1vel por equacionar, no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, a crise do apag\u00e3o. Depois disso, construiu uma trajet\u00f3ria de sucesso no setor privado.<\/em><\/p>\n<p><em>Parente falou ao <strong>Correio<\/strong> na sexta-feira, quando completou seis meses \u00e0 frente da Petrobras. Ele espera que, dentro de quatro anos, a estatal esteja como uma d\u00edvida t\u00e3o leve quanto a que existia em 2009, equivalente a uma vez a sua gera\u00e7\u00e3o de caixa. Em 2014, essa rela\u00e7\u00e3o chegou a 5,3 vezes, ou seja, um salto de US$ 100 bilh\u00f5es em apenas cinco anos. Para isso, diz, precisa ter liberdade de fixar o pre\u00e7o dos combust\u00edveis de acordo com par\u00e2metros econ\u00f4micos. N\u00e3o h\u00e1 chance, afirma, de uma ordem contr\u00e1ria do presidente Michel Temer.<\/em><\/p>\n<p><em>Parente tem seguran\u00e7a de que a abertura do pr\u00e9-sal \u00e0 opera\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma de outras empresas ajudar\u00e1 o pa\u00eds, sem provocar qualquer preju\u00edzo \u00e0 estatal. Assevera, ainda, que n\u00e3o h\u00e1 mais risco de a rentabilidade ser desviada para o bolso de criminosos. \u201cAcabou a bandalheira.\u201d A seguir, os principais trechos da entrevista.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acabou a corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras?<\/strong><br \/>\nFaz seis meses hoje que estou na empresa. Implantamos, nesse per\u00edodo, uma s\u00e9rie de procedimentos e rotinas, por exemplo, s\u00f3 para dar uma ideia: todos os fornecedores passam por uma avalia\u00e7\u00e3o de integridade. Se eles n\u00e3o t\u00eam uma avalia\u00e7\u00e3o positiva, nem entram no processo de compras. Outro exemplo: voc\u00ea n\u00e3o tem mais nenhuma decis\u00e3o individual na empresa. O que podia acontecer antes, que eram contratos de valores muito expressivos serem decididos por uma \u00fanica assinatura, de um \u00fanico diretor, n\u00e3o tem hip\u00f3tese de acontecer na empresa hoje. N\u00e3o vai nem sair do lugar. V\u00e1rias quest\u00f5es foram mudadas. Aspectos que est\u00e3o no estatuto da empresa seguem a nova lei de governan\u00e7a das estatais. Isso realmente cria um sistema de controle interno e tem v\u00e1rios mecanismos de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Isso vale para os contratos antigos, que j\u00e1 estavam em andamento?<\/strong><br \/>\nQualquer mudan\u00e7a nesses contratos passa pelos mesmos processos. N\u00e3o \u00e9 o fato de ser um contrato antigo que permite ou determina que siga a regra de antigamente. Negativo. Se tiver um aditivo, tem que explicar muito bem explicadinho por que precisa do aditivo. Calcula-se o valor presente daquele aditivo, e isso passa por, no m\u00ednimo, cinco comit\u00eas. Uma vez eu estava em um evento com o presidente da Eletrobras e achei muita gra\u00e7a, porque ele disse que, em qualquer decis\u00e3o que seja tomada, o jur\u00eddico tem que dar o parecer. Eu falei: \u201cP\u00f4, mas s\u00f3 o jur\u00eddico?\u201d. Aqui s\u00e3o, no m\u00ednimo, cinco. Isso n\u00e3o \u00e9 reclama\u00e7\u00e3o, n\u00e3o. \u00c9 exatamente para que a gente possa ter seguran\u00e7a de que criou as barreiras que tornam realmente muito dif\u00edcil acontecer o que aconteceu no passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esse processo de recupera\u00e7\u00e3o e reorganiza\u00e7\u00e3o da empresa vai demorar quanto tempo?<\/strong><br \/>\nNo processo de reorganiza\u00e7\u00e3o, fizemos mudan\u00e7as no que n\u00f3s chamamos de tr\u00eas ondas. E a terceira onda j\u00e1 foi implantada. A gente est\u00e1 com a nova estrutura da empresa completamente em funcionamento. Sob o ponto de vista de metodologia de processos de gest\u00e3o, tudo ter\u00e1 in\u00edcio a partir de 1\u00ba de janeiro de 2017, exatamente para ajudar a cumprir as metas dos nossos planos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Odebrecht publicou an\u00fancio com um pedido p\u00fablico de desculpas. O que eles fizeram \u00e9 perdo\u00e1vel?<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maneira como as coisas aconteciam em termos de obras p\u00fablicas, estamos tendo uma revolu\u00e7\u00e3o. O que est\u00e1 acontecendo com a Odebrecht e outras empresas que assinaram acordos de leni\u00eancia e apresentaram pedido de desculpas p\u00fablico, sem d\u00favida nenhuma, \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o. Temos que ver dessa forma a partir do momento em que essas empresas se tornem resistentes a determinados tipos de abordagem. Ent\u00e3o, \u00e9 isso mesmo: se a empresa \u00e9 \u00e9tica, se para fazer tem que pagar, n\u00e3o faz. Isso vai ajudar a criar uma situa\u00e7\u00e3o em que tais quest\u00f5es, se ocorrerem, ser\u00e3o muito mais limitadas. Se \u00e9 perdo\u00e1vel ou n\u00e3o, quem sou eu para avaliar? As autoridades, procuradores da Rep\u00fablica e o ministro Teori Zavascki v\u00e3o dizer se isso \u00e9 v\u00e1lido ou n\u00e3o. Eles, melhor do que ningu\u00e9m, podem avaliar. Pode ser uma mudan\u00e7a muito importante no quadro das pr\u00e1ticas negociais brasileiras, especialmente no campo das obras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 riscos de se repetir a corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras?<\/strong><br \/>\nNenhum. Posso dizer, sem d\u00favida nenhuma, que h\u00e1 mecanismos estabelecidos que deixam a Petrobras como uma companhia benchmarking em sistema de controle interno. Responsavelmente, nenhum dirigente pode ir al\u00e9m de dizer que est\u00e1 realmente organizando a sua empresa para ter os melhores sistemas de controle interno, de conformidade e de compliance, de tal forma a tornar extremamente dif\u00edcil qualquer possibilidade dessa natureza. Vamos lembrar que, nas coisas que aconteceram, acima de tudo, a Petrobras foi v\u00edtima. N\u00e3o foi um agente que se beneficiou do que aconteceu. Esse \u00e9 um ponto important\u00edssimo para se levar em considera\u00e7\u00e3o nesta discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dirigentes da gest\u00e3o petista disseram que a corrup\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ter sido descoberta em uma investiga\u00e7\u00e3o policial, n\u00e3o por dentro da empresa. \u00c9 isso mesmo?<\/strong><br \/>\nBom, existem determinadas situa\u00e7\u00f5es que, de fato, s\u00f3 poderiam ser detectadas por mecanismos que n\u00e3o est\u00e3o ao alcance da empresa, por exemplo, investiga\u00e7\u00f5es policiais, quebra de sigilo e tudo mais. Agora, havia ind\u00edcios que poderiam levar a indica\u00e7\u00f5es de que estaria acontecendo algum tipo de problema. \u00c9 muito dif\u00edcil, n\u00e3o estando na companhia naquele momento, saber se isso existiu ou n\u00e3o. Mas, de fato, os pr\u00f3prios delatores dizem que, o que eles fizeram foi fora da empresa, sem usar o telefone da empresa, por meio de e-mails e contatos de fora. As coisas aconteciam ap\u00f3s os contratos assinados na rela\u00e7\u00e3o direta entre contratados e executivos, e entre contratados e\u00a0 maus pol\u00edticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 quem diga que a roubalheira \u00e9 antiga e que j\u00e1 acontecia muito antes dos governos petistas, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>\nNa dela\u00e7\u00e3o do Nestor Cerver\u00f3, ele fala que, na transa\u00e7\u00e3o na Argentina, na compra da Perez Companc, teria havido a destina\u00e7\u00e3o de US$ 100 milh\u00f5es para o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Quando eu li isso, eu mesmo solicitei, formalmente, \u00e0 comiss\u00e3o especial de investiga\u00e7\u00e3o, que inclui a ministra Ellen Gracie, que fizesse um levantamento, porque, se houve a alega\u00e7\u00e3o, a investiga\u00e7\u00e3o precisa ser feita. Acho que n\u00e3o pode deixar nada sem resposta. Portanto, se existiu no passado, precisa trazer a evid\u00eancia. N\u00e3o pode deixar nada sem investigar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Petrobras tem condi\u00e7\u00f5es de voltar a operar com todas as construtoras envolvidas com a Lava-Jato?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o existe a possibilidade de uma penalidade eterna. O que n\u00f3s demandamos das empresas \u00e9 que tenham algum sistema de compliance, de conformidade, e que implementem as pr\u00e1ticas necess\u00e1rias, que tamb\u00e9m possam garantir que, do seu lado, n\u00e3o v\u00e3o ter os procedimentos do passado. Portanto, a exist\u00eancia de um acordo de compliance, mais a constata\u00e7\u00e3o de que a Petrobras tem que ter mecanismos adequados de controle interno, s\u00e3o indispens\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os projetos que a Petrobras tem programados at\u00e9 2021 ser\u00e3o tocados por essas empreiteiras?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei. Em primeiro lugar, ainda que elas alcancem todas essas medidas, t\u00eam que passar por uma avalia\u00e7\u00e3o de integridade, feita com todos os fornecedores da empresa. Em segundo lugar, h\u00e1 processos competitivos. Ningu\u00e9m pode dizer antecipadamente quem vai ganhar. Ent\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil ser afirmativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o hoje o maior desafio da Petrobras? \u00c9 combater a corrup\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSem deixar, em absoluto, em primeiro lugar, nosso rep\u00fadio total \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, \u00e0 bandalheira, o principal desafio \u00e9 realmente cumprir nosso plano estrat\u00e9gico e reduzir o endividamento, que \u00e9 a s\u00edntese dos problemas que aconteceram no passado. Em 2009, as d\u00edvidas correspondiam a uma vez a\u00a0 gera\u00e7\u00e3o de caixa da empresa, chamada de Ebitda (ganhos antes de impostos, juros e amortiza\u00e7\u00e3o, na sigla em ingl\u00eas). Era um n\u00famero supersaud\u00e1vel. No fim de 2014, essa rela\u00e7\u00e3o havia subido para 5,3 vezes. Houve um crescimento exponencial. Quando olhamos em termos absolutos, isso assusta mais, pois representou crescimento no valor da d\u00edvida l\u00edquida da empresa de US$ 100 bilh\u00f5es. Esse aumento acabou construindo a maior d\u00edvida em termos absolutos e relativos de todas as empresas de \u00f3leo e g\u00e1s do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que deu mais problema: a corrup\u00e7\u00e3o ou erros t\u00e9cnicos?<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil precisar isso. Mas o que \u00e9 relevante \u00e9 que grande parte do que foi feito n\u00e3o traz resultado para a empresa. Com a d\u00edvida crescendo cinco vezes, as taxas de juros que, obviamente, a companhia paga, tamb\u00e9m aumentaram, por causa do risco maior. A empresa perdeu o grau de investimento e as taxas de juros dobraram. Ent\u00e3o, se a gente n\u00e3o trabalhar como n\u00f3s estamos trabalhando, o custo financeiro pode ser multiplicado por 10. A conta de juros em 2009, se n\u00e3o me engano, foi de US$ 1,7 bilh\u00e3o, e poderia ir a US$ 17 bilh\u00f5es, porque, no vencimento, as d\u00edvidas que foram contratadas a taxas mais baixas seriam substitu\u00eddas por d\u00e9bitos contra\u00eddos a juros mais altos. Por isso, \u00e9 fundamental reduzir o endividamento. Ent\u00e3o, realmente, o nosso principal desafio hoje \u00e9 o cumprimento desse plano dos cinco anos. Ele tem duas metas. Uma delas \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas. A outra, que tem o mesmo n\u00edvel na hierarquia, \u00e9 nossa meta de seguran\u00e7a. A Petrobras tem que deixar claro que n\u00e3o perseguir\u00e1 a meta financeira prejudicando a seguran\u00e7a das pessoas, do meio ambiente e do patrim\u00f4nio. Isso \u00e9 sagrado para n\u00f3s. Na verdade, queremos melhorar nossos indicadores relacionados \u00e0 seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo a Petrobras vai levar para voltar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio que havia em 2009?<\/strong><br \/>\nA primeira etapa \u00e9 levar a d\u00edvida para 2,5 vezes o Ebitda at\u00e9 o fim de 2018. Para isso, a gente precisa ter sucesso nos quatro pilares que eu mencionei. Mas, obviamente, o objetivo n\u00e3o \u00e9 parar a\u00ed. O n\u00edvel ideal \u00e9 por volta de 1 ou 1,5, quando eu n\u00e3o estarei mais na empresa. Mas a gente espera chegar l\u00e1 ao fim de cinco anos se as coisas ocorrerem como previsto no plano, entre 2020 e 2021. Mas outro dado importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00edvida \u00e9 que, quando se percebe onde o dinheiro foi utilizado, apenas cerca de um ter\u00e7o foi em coisas que produzem resultados para a empresa hoje. O resto foi overpricing (superfaturamento) e projetos que n\u00e3o fazem mais sentido concluir, como o Comperj (Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro). Essas coisas juntas inflaram a d\u00edvida. Temos que produzir, com um ter\u00e7o, resultados para pagar o valor total.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A venda de ativos est\u00e1 dentro do projeto de reequil\u00edbrio?<\/strong><br \/>\nClaro. Na meta financeira, n\u00f3s temos quatro pilares que v\u00e3o nos fazer alcan\u00e7ar os objetivos. Um deles \u00e9 nosso programa de parcerias de desinvestimentos, cuja meta \u00e9 atingir US$ 15,1 bilh\u00f5es at\u00e9 o fim do ano. J\u00e1 anunciamos transa\u00e7\u00f5es que totalizam perto de US$ 11 bilh\u00f5es. E mantemos nossa meta. O que significa dizer que, se tudo der certo, anunciaremos novas transa\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fim do ano. Eu digo, se tudo der certo, porque vai depender da negocia\u00e7\u00e3o. Tem os russos e n\u00e3o podemos aceitar condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam as ideais s\u00f3 para cumprir um prazo e uma meta. \u00c9 preciso negociar olhando o melhor interesse da empresa. Al\u00e9m dos US$ 15,1 bilh\u00f5es em 2016, n\u00f3s temos a meta de US$ 19,5 bilh\u00f5es para 2017 e\u00a0 2018. Portanto, o programa de desinvestimentos \u00e9 de US$ 34,6 bilh\u00f5es em quatro anos. Vale lembrar a experi\u00eancia bem-sucedida e muito rica das parcerias nas \u00e1reas da explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. O benef\u00edcio mais evidente disso \u00e9 a divis\u00e3o de risco dos empreendimentos para diminuir a necessidade de empregar recursos pr\u00f3prios. Mas tem mais duas outras vantagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais?<\/strong><br \/>\nA primeira \u00e9 a troca de tecnologia. Isso nos permitiu melhorar a produtividade na perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os do pr\u00e9-sal. No in\u00edcio, a gente levava mais de 300 dias desde o in\u00edcio da perfura\u00e7\u00e3o do po\u00e7o at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o. Hoje, o prazo \u00e9 inferior a 100 dias. Reduzimos em dois ter\u00e7os o tempo. Para furar um po\u00e7o, as sondas, que s\u00e3o alugadas, custam entre US$ 200 mil e US$ 400 mil por dia. Ent\u00e3o, d\u00e1 para ver a economia que essas melhorias de produtividade trazem para a Petrobras. Outra vantagem importante \u00e9 que a governan\u00e7a dessas empresas de primeiro n\u00edvel mundial tem alto padr\u00e3o de conformidade, de compliance. N\u00f3s temos que estar no mesmo n\u00edvel. Ou seja, as parcerias s\u00e3o indutoras de uma governan\u00e7a cada vez melhor na Petrobras. Esse \u00e9 o primeiro pilar. O segundo \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de custos. N\u00f3s estamos prevendo fazer uma redu\u00e7\u00e3o de 18% nos custos em cinco anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reduzir custos implica demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios?<\/strong><br \/>\nNessa \u00e1rea, a gente est\u00e1 at\u00e9 bem, porque completou o segundo plano de demiss\u00e3o incentivada. Os dois planos juntos v\u00e3o proporcionar sa\u00edda de cerca de 19 mil funcion\u00e1rios sobre os 85 mil iniciais, portanto, estamos falando numa redu\u00e7\u00e3o no quadro de 20%. A contribui\u00e7\u00e3o que a conta de pessoal tem para dar na redu\u00e7\u00e3o de custos, com os dois programas, avan\u00e7ou muito. Mas queremos implementar metodologias do sistema de gest\u00e3o, com or\u00e7amento matricial e acompanhamento de risco e de cumprimento de metas. Essas coisas v\u00e3o estar embutidas no sistema de gest\u00e3o que estamos desenhando e vamos implementar em 1\u00ba de janeiro de 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vai at\u00e9 quando essa redu\u00e7\u00e3o de 18% dos custos?<\/strong><br \/>\nEssa previs\u00e3o \u00e9 para o prazo de cinco anos do plano, de 2017 a 2021. N\u00f3s temos que reduzir o total de custos previstos para esses cinco anos em 18%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E os terceirizados? A Petrobras chegou a ter mais terceirizados do que funcion\u00e1rios pr\u00f3prios.<\/strong><br \/>\nContinua tendo. Porque os terceirizados s\u00e3o aqueles que est\u00e3o trabalhando na produ\u00e7\u00e3o de bens e equipamentos para a empresa. Mas a redu\u00e7\u00e3o de terceirizados \u00e9 ainda mais impressionante, quase 150 mil pessoas. Um esfor\u00e7o bastante relevante. O terceiro pilar \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de investimentos da ordem de 25%. Antes, a gente estava prevendo a realiza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero ligeiramente inferior a US$ 100 bilh\u00f5es para os pr\u00f3ximos 5 anos. Agora, est\u00e1 um pouco abaixo dos US$ 75 bilh\u00f5es. Apesar de reduzir o investimento, mantivemos a previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo da Petrobras por conta dos ganhos de produtividade. Os campos do pr\u00e9-sal est\u00e3o mostrando uma produtividade maior do que a prevista inicialmente, de 20 mil barris por dia por po\u00e7o. Estamos produzindo em m\u00e9dia 26 mil barris di\u00e1rios por po\u00e7o, sendo que alguns podem chegar a 40 mil barris, at\u00e9 mais. A consequ\u00eancia disso \u00e9 que, se voc\u00ea tem uma plataforma capaz de produzir 180 mil barris por dia, n\u00e3o precisa de oito po\u00e7os, s\u00f3 seis. Com isso n\u00e3o precisa perfurar dois com aqueles custos que mencionei antes. S\u00e3o ganhos importantes que nos autorizam a reduzir os investimentos e manter a curva de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O pr\u00e9-sal \u00e9 caro para explorar.\u00a0 Ele continua sendo um bom neg\u00f3cio para a Petrobras?<\/strong><br \/>\nO pr\u00e9-sal, se n\u00e3o \u00e9 a melhor, \u00e9 uma das melhores prov\u00edncias petrol\u00edferas do mundo em \u00e1guas profundas. \u00c9 caro, mas \u00e9 cada vez menos. Por causa dos ganhos de produtividade, o pre\u00e7o que torna economicamente vi\u00e1vel explorar um campo, \u00e9 cada vez menor. Hoje, \u00e9 abaixo dos US$ 40. O custo de extra\u00e7\u00e3o \u2014 que \u00e9 o custo uma vez perfurado o po\u00e7o \u2014 \u00e9 abaixo de U$ 8. Isso \u00e9 uma vantagem importante. O quarto pilar \u00e9 a pol\u00edtica de pre\u00e7os. N\u00f3s definimos uma pol\u00edtica muito simples, baseada na paridade internacional do pre\u00e7o de petr\u00f3leo, mais uma margem que vai dar conta, entre outras coisas, do risco de operar em um mercado de volatilidade como \u00e9 o do petr\u00f3leo. Lembrando que, para n\u00f3s, duas vari\u00e1veis consideradas s\u00e3o o pre\u00e7o do petr\u00f3leo e a taxa de c\u00e2mbio. E impostos, naturalmente. Ent\u00e3o, isso define o pre\u00e7o que a Petrobras cobra na sa\u00edda das refinarias. T\u00e3o importante quanto existir essa pol\u00edtica \u00e9 a periodicidade do ajuste. N\u00f3s vamos reavaliar as condi\u00e7\u00f5es de mercado pelo menos uma vez por m\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Isso significa que vamos ter aumento de pre\u00e7os agora j\u00e1 que o petr\u00f3leo est\u00e1 em alta e o c\u00e2mbio, tamb\u00e9m? Tem gente dizendo que a Petrobras tem que reajustar a gasolina entre 4% e 17% e o diesel, entre 3,5% e 16%. \u00c9 isso mesmo?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma discuss\u00e3o que ocorre no \u00e2mbito do chamado comit\u00ea executivo de mercado e pre\u00e7os, que tem mais duas pessoas. Ent\u00e3o vou pedir licen\u00e7a para n\u00e3o fazer qualquer coment\u00e1rio sobre isso, porque seria uma indelicadeza com meus colegas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nos dois \u00faltimos ajustes que a Petrobras fez, de redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, o que se viu nos postos foi aumento. H\u00e1 at\u00e9 quem diga, de brincadeira, que, quando a Petrobras subir os pre\u00e7os, os postos finalmente v\u00e3o baix\u00e1-los. O que o senhor pode comentar sobre isso?<\/strong><br \/>\nEm primeiro lugar, a Lei do Petr\u00f3leo estabelece total liberdade de pre\u00e7o. O que a gente consegue definir \u00e9 o pre\u00e7o na refinaria. Depois disso, t\u00eam as distribuidoras e os milhares de postos de gasolina. A varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o m\u00e9dio seria esperada nas bombas se todas as demais vari\u00e1veis que impactam o neg\u00f3cio permanecessem constantes. As alega\u00e7\u00f5es s\u00e3o de que o etanol subiu. Mas eu n\u00e3o mexo com etanol, ent\u00e3o, n\u00e3o posso fazer um ju\u00cdzo de valor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Do ponto de vista da infla\u00e7\u00e3o, aumentar o pre\u00e7o dos combust\u00edveis n\u00e3o teria tanto impacto. Mas, do ponto de vista pol\u00edtico, teria um peso enorme. A quest\u00e3o de pre\u00e7os volta a ser pol\u00edtica?<\/strong><br \/>\nDe maneira nenhuma. A quest\u00e3o do pre\u00e7o dos combust\u00edveis \u00e9 consequ\u00eancia das mudan\u00e7as de um cen\u00e1rio de vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas sobre as quais n\u00e3o temos nenhum controle. Estou falando do pre\u00e7o do petr\u00f3leo e da taxa de c\u00e2mbio. A \u00faltima coisa que se pode dizer \u00e9 que a Petrobras tem culpa. A empresa reage \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de mercado de maneira a preservar as condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade econ\u00f4mica e financeira ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 possibilidade de o presidente da Rep\u00fablica ligar e dizer \u201cn\u00e3o aumentem o pre\u00e7o da gasolina agora\u201d?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 essa possibilidade. N\u00e3o vai acontecer. Quando o presidente Temer me convidou, n\u00f3s conversamos longamente sobre como eu penso que deveria ser gerida a Petrobras e como ele pensa. Houve uma converg\u00eancia muito grande sobre a necessidade de a empresa ter liberdade de lidar com uma vari\u00e1vel que \u00e9 fundamental para reduzir a d\u00edvida e fazer a virada. E, al\u00e9m disso, em condi\u00e7\u00f5es normais, operar como qualquer empresa. Como houve essa coincid\u00eancia de pontos de vista, estou muito tranquilo de que n\u00e3o haver\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o como essa vinda do presidente Michel Temer. No contexto dessa conversa, ele assegurou algumas condi\u00e7\u00f5es para a gest\u00e3o da Petrobras: a composi\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o e do conselho s\u00f3 com pessoas com perfil correto, com experi\u00eancia e integridade; e a outra, de que ele n\u00e3o vai tomar qualquer decis\u00e3o que n\u00e3o seja baseada na racionalidade econ\u00f4mica. Essas condi\u00e7\u00f5es que o presidente Temer assegurou nenhum outro presidente da Petrobras, em um passado recente, teve. E elas permitem que a gente fa\u00e7a o que precisa ser feito. E n\u00f3s vamos fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A pol\u00edtica de pre\u00e7os vale para cima e para baixo?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida nenhuma, porque as vari\u00e1veis que mencionei v\u00e3o para cima e para baixo. A gente deu essa demonstra\u00e7\u00e3o quando baixou o pre\u00e7o duas vezes. Temos que levar em conta outras condi\u00e7\u00f5es, como a participa\u00e7\u00e3o no mercado. Especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao diesel, havia uma redu\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pida da participa\u00e7\u00e3o da Petrobras no mercado. E isso foi levado em considera\u00e7\u00e3o quando discutimos, nas duas \u00faltimas reuni\u00f5es, as condi\u00e7\u00f5es gerais da economia e do mercado de derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O desafio de assumir uma empresa numa situa\u00e7\u00e3o como a da Petrobras foi maior do que o que enfrentou \u00e0 \u00e9poca do apag\u00e3o, no governo FHC?<\/strong><br \/>\nT\u00eam naturezas diferentes. Quando lidamos com o apag\u00e3o, est\u00e1vamos entrando na casa de todas as fam\u00edlias, de todas as regi\u00f5es envolvidas. Talvez 80% das fam\u00edlias brasileiras. Isso era uma grande responsabilidade, extremamente complexa, porque havia a necessidade de mobilizar a sociedade para que ela desse sua contribui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tenho a menor d\u00favida de que esse aspecto ajudou muito. As fam\u00edlias e as empresas brasileiras se engajaram no processo. Estudos de universidades americanas mostram que foi o mais amplo programa de redu\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria no consumo de energia com sucesso continuado e prolongamento da economia. Na Petrobras, embora a abrang\u00eancia seja menor, naturalmente, tem sua complexidade, que \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de encontrar uma empresa vitimada por um esquema, que todos n\u00f3s conhecemos. Temos a responsabilidade de recuperar a autoestima dos colaboradores. Porque, em determinado momento, houve uma confus\u00e3o entre o esquema produzido por uma min\u00fascula minoria de funcion\u00e1rios e todos os colaboradores e a pr\u00f3pria empresa. Outra quest\u00e3o importante \u00e9 ser uma entidade sujeita a regras de controle da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Normalmente, j\u00e1 existe por parte do gestor, no servi\u00e7o p\u00fablico, uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande com o processo de tomada de decis\u00f5es e com o risco pessoal que corre no seu pr\u00f3prio CPF. Na Petrobras, essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que se agrava. O temor \u00e9 maior. Lidar com isso, lembrando que a empresa est\u00e1 l\u00e1 para produzir e ainda em um processo de redu\u00e7\u00e3o de endividamento, \u00e9 um desafio bastante relevante. Dif\u00edcil colocar na balan\u00e7a e dizer o que pesa mais. Uma coisa \u00e9 certa: acabou a bandalheira na Petrobras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Petrobras comprou o Campo de Libra com parceiros chineses , no sistema de partilha. H\u00e1 um rumor no mercado de que eles estariam decepcionados. \u00c9 verdade?<\/strong><br \/>\nNo Campo de Libra, temos como s\u00f3cios a Total, a Shell e dois grupos chineses. \u00c9 dividido em tr\u00eas grandes \u00e1reas. S\u00f3 foi feita atividade explorat\u00f3ria em uma delas e os resultados s\u00e3o muitos positivos. Eu desconhe\u00e7o que exista qualquer tipo de insatisfa\u00e7\u00e3o dos parceiros, pelo contr\u00e1rio. A experi\u00eancia de parceria \u00e9 muito positiva, com um representante de cada empresa em todas as \u00e1reas. S\u00e3o tr\u00eas objetivos. Um deles \u00e9 trazer o pre\u00e7o de equil\u00edbrio para um valor inferior a US$ 35.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Petrobras n\u00e3o tem mais a obriga\u00e7\u00e3o de ter 30% e de ser operadora \u00fanica no pr\u00e9-sal. Vai diminuir a participa\u00e7\u00e3o da empresa na explora\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o vai diminuir, por uma simples raz\u00e3o. A gente n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de aumentar a participa\u00e7\u00e3o devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es financeiras. O resultado seria ruim para o pa\u00eds, que teria que dar ritmo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal de acordo com a situa\u00e7\u00e3o da Petrobras. N\u00f3s vamos operar no limite da nossa capacidade financeira. O pa\u00eds vai, portanto, aproveitar essa riqueza de uma forma muito mais r\u00e1pida. O volume total vai crescer. H\u00e1 um estudo que diz que 44% de tudo que \u00e9 investido ou produzido por um campo no pr\u00e9-sal \u00e9 pagamento de receitas p\u00fablicas, em impostos, royalties, participa\u00e7\u00e3o especial. Se os campos tivessem sido explorados com mais velocidade desde que o pr\u00e9-sal foi descoberto, imaginem a contribui\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o fiscal que a gente vive. Pelo menos 16%, al\u00e9m dos 44%, s\u00e3o equipamentos encomendados \u00e0 ind\u00fastria nacional e empregados brasileiros trabalhando nesses campos. Cerca de 60% trariam benef\u00edcios diretos para o setor p\u00fablico e para a ind\u00fastria brasileira. A resist\u00eancia que houve foi por raz\u00f5es puramente ideol\u00f3gicas, porque, de racional, n\u00e3o tinha nada. A mudan\u00e7a foi importante para o pa\u00eds e para a Petrobras tamb\u00e9m, porque a empresa j\u00e1 perfurou mais de 200 postos do pr\u00e9-sal. A quantidade de informa\u00e7\u00f5es que a gente conseguiu agregar tem uma natureza estrat\u00e9gica que vai nos permitir escolher o melhor do melhor. Tudo no pr\u00e9-sal \u00e9 bom, mas, j\u00e1 que a Petrobras n\u00e3o tem recursos para investir em tudo, pode escolher. Com um detalhe: se puder e quiser, pode continuar participando de tudo, porque a Petrobras tem o direito de prefer\u00eancia. O ponto de partida para uma discuss\u00e3o racional \u00e9 dizer por que o direito de prefer\u00eancia, uma op\u00e7\u00e3o de escolha, \u00e9 pior do que a obriga\u00e7\u00e3o de fazer? N\u00e3o tem quem, racionalmente, possa dizer isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 10h05min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00bb ANA DUBEUX \u00bb PAULO SILVA PINTO \u00bb SIMONE KAFRUNI \u00bb VICENTE NUNES &nbsp; A Petrobras resume as apostas e o naufr\u00e1gio dos 13 anos de governos petistas: descoberta de reservas gigantes no pr\u00e9-sal, desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o nacional de equipamentos, projetos mirabolantes e in\u00fateis, o maior esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o do mundo e manipula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[1579,255,1578,101,41,111,634,1577],"class_list":["post-3738","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","tag-bandalheira-na-petrobras","tag-corrupcao","tag-decisao-e-da-petrobras","tag-interferencia-politica","tag-lava-jato","tag-michel-temer","tag-pedro-parente","tag-precos-de-combustiveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3738"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3738\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3739,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3738\/revisions\/3739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}