{"id":312,"date":"2015-12-02T09:28:54","date_gmt":"2015-12-02T11:28:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=312"},"modified":"2015-12-02T09:28:54","modified_gmt":"2015-12-02T11:28:54","slug":"esta-ruim-e-vai-piorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/esta-ruim-e-vai-piorar\/","title":{"rendered":"EST\u00c1 RUIM. E VAI PIORAR"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o contente em destruir o presente, empurrando milh\u00f5es de brasileiros para o desemprego, a presidente Dilma Rousseff comprometeu o futuro do pa\u00eds. Levar\u00e1 anos para que o Brasil consiga se reerguer, diante do estrago que se v\u00ea na economia. O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que recuou 4,5% ante o mesmo per\u00edodo de 2014, \u00e9 resultado das escolhas equivocadas da petista. Dilma j\u00e1 construiu o lugar dela na hist\u00f3ria: o de pior presidente desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 nada que ela possa fazer para se livrar desse t\u00edtulo cruel \u2014 e merecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es apontam para retra\u00e7\u00e3o de 3,8% em 2015. Caso esse n\u00famero se confirme, Dilma conseguir\u00e1 o feito de, em apenas um ano, repetir o que Fernando Collor realizou em tr\u00eas. Entre 1990, quando confiscou a caderneta de poupan\u00e7a, e 1992, ano em que foi defenestrado do poder por corrup\u00e7\u00e3o, o ent\u00e3o Ca\u00e7ador de Maraj\u00e1s contraiu a economia em exatos 3,8%. A petista, por\u00e9m, colecion\u00e1 retra\u00e7\u00e3o de pelo menos 2,5% em 2016 e j\u00e1 h\u00e1 economistas falando em tombo de at\u00e9 0,5% em 2017. \u00c9 dif\u00edcil que algu\u00e9m, em s\u00e3 consci\u00eancia, produza resultados t\u00e3o ruins.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o da economia foi lenta, mas profunda. Quando Dilma assumiu o mandato, em 2011, o Brasil crescia a uma taxa de 7,6%. Era irreal, baseada em incentivos insustent\u00e1veis ao consumo. Esperava-se que a t\u00e9cnica vendida pelo marketing pol\u00edtico como competente pusesse um freio nos exageros. Mas ela preferiu seguir \u00e0 risca a cartilha do PT. Continou distribuindo dinheiro para pobres e ricos, por meio de v\u00e1rios subs\u00eddios, como se o Tesouro Nacional fosse uma f\u00e1brica de impress\u00e3o de moedas. Ao mesmo tempo em que executava o populismo descarado, dava vida \u00e0 tal nova matriz econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos poucos, a petista foi trazendo a infla\u00e7\u00e3o de volta. Obcecada por levar os juros reais para 2% ao ano, obrigou o Banco Central a reduzir a taxa b\u00e1sica (Selic) para o n\u00edvel mais baixo da hist\u00f3ria, apesar de o custo de vida estar flertando com o limite de toler\u00e2ncia, de 6,5%, fixado pelo pr\u00f3prio governo. Fez isso, convencida de que, com um pouco mais de infla\u00e7\u00e3o, o crescimento, que come\u00e7ava a fraquejar, seria impulsionado. N\u00e3o passava pela cabe\u00e7a da presidente apresentar n\u00fameros piores do PIB que os ostentado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>T\u00e1tica da engana\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A despeito de todos os alertas disparados por economistas, inclusive do pr\u00f3prio governo, Dilma pisou no acelerador. O arrocho que ela tinha dado nas contas p\u00fablicas nos primeiros seis meses de sua gest\u00e3o \u2014 visto como um sinal de compromisso com a estabilidade \u2014 rapidamente se transfornou em farra fiscal. Os gastos cresceram de tal forma, que, para n\u00e3o chamar tanta a aten\u00e7\u00e3o, o Tesouro passou a recorrer a manobras, a pedaladas, a maquiagens, a todo tipo de artif\u00edcio para mostrar uma sa\u00fade que as contas n\u00e3o tinham.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 de olho na reelei\u00e7\u00e3o, a petista rasgou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e adotou a t\u00e1tica da engana\u00e7\u00e3o para conquistar mais quatro anos no Pal\u00e1cio do Planalto. Determinou \u00e0 Petrobras que segurasse os pre\u00e7os dos combust\u00edveis, o que destruiu o caixa da estatal, que j\u00e1 estava sendo surrupiado pela corrup\u00e7\u00e3o. Interveio no setor el\u00e9trico, obrigando que as contas de luz fossem reduzida em 20%, em m\u00e9dia. Esse intervencionismo destruiu o que ainda restava de confian\u00e7a entre o empresariado, que suspendeu os investimentos que o pa\u00eds tanto precisa para crescer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conquistada a reelei\u00e7\u00e3o, Dilma tratou de empurrar para a popula\u00e7\u00e3o a fatura dos erros que ela havia cometido. Os pre\u00e7os dos combust\u00edveis e da energia el\u00e9trica dispararam. O BC pesou a m\u00e3o sobre os juros, encarecendo o cr\u00e9dito, mas a infla\u00e7\u00e3o continuou subindo, j\u00e1 passa de 10%. As demiss\u00f5es se aceleraram, a ponto de, nos \u00faltimos 12 meses, mais de 1,3 milh\u00e3o de vagas com carteira assinada terem sido fechadas. N\u00e3o foi s\u00f3. H\u00e1 seis trimestres consecutivos, o PIB est\u00e1 em queda quando comparado com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Falsa esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pr\u00f3diga em criar falsas esperan\u00e7as, a presidente anunciou a equipe econ\u00f4mica do segundo mandato, chefiada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como um sinal de volta da responsabilidade fiscal. Empossado, o ministro prometeu que, em seis meses, o ajuste estaria conclu\u00eddo e o pa\u00eds, crescendo. O ajuste n\u00e3o saiu do papel \u2014 sequer h\u00e1 meta fiscal para este ano aprovada pelo Congresso \u2014 e, em vez, de avan\u00e7ar, o PIB s\u00f3 afunda. Entre julho e setembro, a recess\u00e3o se disseminou por todos os setores. O quarto trimestre ser\u00e1 de nova queda na atividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo diante de n\u00fameros t\u00e3o ruins e de desesperan\u00e7a, Dilma optou pelo sil\u00eancio. N\u00e3o podia ser diferente. Nada do que ela diga ser\u00e1 capaz de mudar a triste hist\u00f3ria do Brasil. Por qualquer lado que se olhe, o sentimento \u00e9 um s\u00f3: revolta. Acreditou-se que o pa\u00eds tinha futuro. Mas parte dele foi confiscado pela incompet\u00eancia da petista e pelos corruptos que insistem na percep\u00e7\u00e3o de que ainda est\u00e3o protegidos pela impunidade. Ser\u00e1 dolorido sair do atoleiro. O Brasil, por\u00e9m, \u00e9 mais forte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 09h30min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o contente em destruir o presente, empurrando milh\u00f5es de brasileiros para o desemprego, a presidente Dilma Rousseff comprometeu o futuro do pa\u00eds. Levar\u00e1 anos para que o Brasil consiga se reerguer, diante do estrago que se v\u00ea na economia. 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