{"id":2338,"date":"2016-07-30T19:15:09","date_gmt":"2016-07-30T22:15:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=2338"},"modified":"2016-07-31T23:16:42","modified_gmt":"2016-08-01T02:16:42","slug":"governo-partira-para-o-tudo-ou-nada-na-reforma-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/governo-partira-para-o-tudo-ou-nada-na-reforma-da-previdencia\/","title":{"rendered":"Governo partir\u00e1 para o tudo ou nada na reforma da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>O Pal\u00e1cio do Planalto j\u00e1 escalou o time que partir\u00e1 para o vale-tudo na batalha para aprovar a reforma da Previd\u00eancia Social. O grupo ser\u00e1 liderado pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e pelo secret\u00e1rio da Previd\u00eancia do Minist\u00e9rio da Fazenda, Marcelo Caetano, eles j\u00e1 est\u00e3o municiado de n\u00fameros para tentar convencer a sociedade de que, do jeito que est\u00e1 hoje, o sistema previdenci\u00e1rio n\u00e3o resistir\u00e1 muito mais tempo. O lema mais usado pelo governo ser\u00e1 o que as futuras gera\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ficar sem o suporte do Estado no momento que elas mais precisarem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de catequiza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz um importante t\u00e9cnico da Fazenda. &#8220;A nossa meta ser\u00e1 quebrar dogmas e ideias preconcebidas&#8221;, acrescenta. Pelos planos do governo, haver\u00e1 atua\u00e7\u00e3o mais forte em grupos organizados, com forte estrutura corporativa e grande poder de manifesta\u00e7\u00e3o, como os militares. &#8220;Sabemos que ser\u00e1 uma guerra, mas estamos preparados para venc\u00ea-la&#8221;, ressalta. &#8220;Todos dar\u00e3o sua cota de sacrif\u00edcio. Uns, mais; outros, menos.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso dos trabalhadores mais jovens, de at\u00e9 50 anos, as regras, se aprovadas pelo Congresso, valer\u00e3o de imediato. E integralmente. Ou seja, se a idade m\u00ednima para aposentadoria for adotada, os homens s\u00f3 poder\u00e3o pendurar as chuteiras aos 65 e as mulheres, aos 60 ou 62. Essa idade aumentar\u00e1 ao longo do tempo, at\u00e9 atingir 70 para homens e mulheres. &#8220;N\u00e3o tem jeito. Esse grupo de trabalhadores mais jovens precisa permanecer mais tempo no mercado de trabalho para sustentar o sistema e garantir os benef\u00edcios daqueles que j\u00e1 se retiraram do mercado&#8221;, assinala. &#8220;Eles ser\u00e3o os principais atingidos pela reforma, n\u00e3o haver\u00e1 escapat\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ped\u00e1gio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 para os trabalhadores com mais de 50, haver\u00e1 um ped\u00e1gio de 40% ou 50% do tempo que ainda falta para a aposentadoria. Quer dizer: um trabalhador que est\u00e1 a cinco anos de se aposentar ter\u00e1 que contribuir por at\u00e9 mais 2,5 anos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Trata-se de um sistema semelhante ao fator previdenci\u00e1rio que est\u00e1 em vigor hoje. Haver\u00e1 apenas uma esp\u00e9cie de aprimoramento. &#8220;H\u00e1 muito estigma em rela\u00e7\u00e3o ao fator. Mas vamos explicar tudo, para que n\u00e3o se criem resist\u00eancias&#8221;, afirma o t\u00e9cnico da Fazenda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O governo est\u00e1 mesmo imbu\u00eddo do prop\u00f3sito de unificar todos os sistemas de previd\u00eancia. Mas tamb\u00e9m haver\u00e1 regras de transi\u00e7\u00e3o para servidores p\u00fablicos, professores, policiais e militares. Tanto na Fazenda quanto na Casa Civil, acredita-se que s\u00e3o esses grupos que criar\u00e3o mais problemas para a reforma da Previd\u00eancia. &#8220;Eles s\u00e3o organizados, t\u00eam acesso \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica, sabem gritar. E s\u00e3o ouvidos&#8221;, enfatiza um assessor de Eliseu Padilha. &#8220;Mas n\u00f3s tamb\u00e9m sabemos falar alto e temos argumentos de sobra para provar o quanto a reforma da Previd\u00eancia \u00e9 importante para o pa\u00eds e para o bem-estar das pr\u00f3xima gera\u00e7\u00f5es&#8221;, emenda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos argumentos mais usados pelo governo ser\u00e1 o de que, sem a reforma da Previd\u00eancia, o pa\u00eds ter\u00e1 que aumentar, constantemente, a carga tribut\u00e1ria. &#8220;N\u00e3o haver\u00e1 outra sa\u00edda&#8221;, refor\u00e7a o t\u00e9cnico da Fazenda. &#8220;A conta n\u00e3o fecha mais. No pr\u00f3ximo ano, apenas o INSS ter\u00e1 rombo de quase R$ 150 bilh\u00f5es. O buraco do sistema previdenci\u00e1rio dos servidores, incluindo os militares, encostar\u00e1 nos R$ 70 bilh\u00f5es&#8221;, diz. Em 2018, esses n\u00fameros ser\u00e3o ainda maiores. &#8220;Para cobrir isso, s\u00f3 elevando impostos. Ent\u00e3o, a sociedade que reclama que j\u00e1 paga tributos demais ter\u00e1 de escolher entre transferir mais dinheiro para o governo ou mudar a Previd\u00eancia e estancar, ao longo do tempo, o aumento do deficit&#8221;, destaca. &#8220;S\u00e3o escolhas dif\u00edceis, mas teremos que faz\u00ea-las e aguentar as consequ\u00eancias&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 19h15min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pal\u00e1cio do Planalto j\u00e1 escalou o time que partir\u00e1 para o vale-tudo na batalha para aprovar a reforma da Previd\u00eancia Social. 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