{"id":2052,"date":"2016-07-19T16:25:02","date_gmt":"2016-07-19T19:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=2052"},"modified":"2016-07-19T17:15:16","modified_gmt":"2016-07-19T20:15:16","slug":"mesmo-com-dolar-mais-barato-tombo-das-importacoes-sera-maior-que-esperado-afirma-aeb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/mesmo-com-dolar-mais-barato-tombo-das-importacoes-sera-maior-que-esperado-afirma-aeb\/","title":{"rendered":"Mesmo com d\u00f3lar mais barato, tombo das importa\u00e7\u00f5es ser\u00e1 maior que esperado, afirma AEB"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Havia uma preocupa\u00e7\u00e3o do governo de que o d\u00f3lar mais barato pudesse incrementar as importa\u00e7\u00f5es, reduzindo o saldo da balan\u00e7a comercial. Mas, segundo a Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), isso n\u00e3o acontecer\u00e1. Por uma raz\u00e3o simples: n\u00e3o h\u00e1 demanda por importados, devido \u00e0 grave recess\u00e3o na qual o Brasil est\u00e1 mergulhado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante desse quadro, a AEB revisou os n\u00fameros da balan\u00e7a comercial de 2016. A perspectiva \u00e9 de que as importa\u00e7\u00f5es tombem 18% ante 2015, praticamente o dobro da estimativa anterior, de 9,5%. Isso acontecer\u00e1 mesmo com o d\u00f3lar se situando em torno dos R$ 3,20. Com isso, a previs\u00e3o de superavit na balan\u00e7a para este ano saltou de R$ 29,2 bilh\u00f5es para R$ 46,9 bilh\u00f5es.<br \/>\n\u201cTamb\u00e9m as exporta\u00e7\u00f5es cair\u00e3o&#8221;, diz o\u00a0 presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro. &#8220;Mas haver\u00e1 saldo expressivo na balan\u00e7a porque as importa\u00e7\u00f5es ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o muito maior&#8221;, acrescenta. Segundo ele, na melhor das hip\u00f3teses, as exporta\u00e7\u00f5es repetir\u00e3o os resultados de 2015. &#8220;Pelos nossos c\u00e1lculos, os embarques de mercadorias para o exterior recuar\u00e3o 1,9%&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Castro, as exporta\u00e7\u00f5es s\u00f3 n\u00e3o est\u00e3o piores porque a Argentina vem se recuperando e puxando as compras de carros brasileiros e ajudando no aumento dos embarques de manufaturados. Ele calcula que as vendas de manufaturados crescer\u00e3o 5% frente a 2015, para R$ 75 bilh\u00f5es, mas esse ser\u00e1 o menor montante desde 2006. \u201cTivemos um retrocesso de 10 anos nas exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados, e vai ser dif\u00edcil recuperar mercado&#8221;, assinala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente da AEB \u00e9 enf\u00e1tico quanto \u00e0s dificuldades enfrentadas pelas empresas para exportar.\u00a0 &#8220;Se o governo n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de investir, precisa estabelecer regras que permitam que o setor privado invista. A nova lei dos portos, que entrou em vigor em 2013, afugentou o capital. Se n\u00e3o houver reformas estruturais, como a tribut\u00e1ria e a trabalhista, e obras de infraestrutura, o pa\u00eds n\u00e3o conseguir\u00e1 ser competitivo. N\u00e3o d\u00e1 mais para empurrar com a barriga\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2015, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras somaram R$ 189,4 bilh\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es, R$ 173,7 bilh\u00f5es, resultando em um superavit comercial de R$ 15,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 16h25min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; Havia uma preocupa\u00e7\u00e3o do governo de que o d\u00f3lar mais barato pudesse incrementar as importa\u00e7\u00f5es, reduzindo o saldo da balan\u00e7a comercial. Mas, segundo a Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), isso n\u00e3o acontecer\u00e1. 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