{"id":2027,"date":"2016-07-18T11:47:40","date_gmt":"2016-07-18T14:47:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=2027"},"modified":"2016-07-18T11:47:40","modified_gmt":"2016-07-18T14:47:40","slug":"temer-nao-pode-frustrar-o-pais-diz-alessandra-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/temer-nao-pode-frustrar-o-pais-diz-alessandra-ribeiro\/","title":{"rendered":"&#8220;Temer n\u00e3o pode frustrar o pa\u00eds&#8221;, diz Alessandra Ribeiro"},"content":{"rendered":"<p>POR ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A economista Alessandra Ribeiro n\u00e3o v\u00ea com o mesmo entusiasmo do mercado o governo do presidente interino, Michel Temer. S\u00f3cia e diretora da \u00e1rea de Macroeconomia e Pol\u00edtica da Tend\u00eancias Consultoria, ela abusa da palavra cautela em suas an\u00e1lises e ressalta que o otimismo excessivo que tem derrubado o d\u00f3lar \u00e9 passageiro.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dela, diante dos sinais contradit\u00f3rios dados pelo peemedebista, a cobran\u00e7a dos agentes econ\u00f4micos ser\u00e1 enorme depois que o Senado aprovar o impeachment definitivo de Dilma Rousseff em agosto. \u201cSe houver frustra\u00e7\u00e3o, a lua de mel acabar\u00e1 rapidamente\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para Alessandra, com \u201ca corda no pesco\u00e7o\u201d, n\u00e3o restar\u00e1 alternativa ao governo sen\u00e3o aumentar tributos. Ela aposta que ser\u00e3o elevados a Cide, que incinde sobre os combust\u00edveis, e o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF). \u201cO governo precisar\u00e1 de pelo menos R$ 50 bilh\u00f5es por ano extras para evitar o descontrole das contas. Isso inclui as privatiza\u00e7\u00f5es\u201d, frisa.<\/p>\n<p>No entender da economista, esse pode ser um bom momento para a compra da moeda norte-americana, sobretudo por aqueles que t\u00eam viagem marcada para o exterior nos pr\u00f3ximos meses. A tend\u00eancia \u00e9 de o d\u00f3lar recuperar as for\u00e7as gradualmente e fechar o ano em R$ 3,42 \u2014 hoje, a moeda est\u00e1 abaixo de R$ 3,30.<\/p>\n<p>Ela s\u00f3 contempla queda da taxa b\u00e1sica de juros (Selic) em novembro e assinala que, mesmo com a aprova\u00e7\u00e3o da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que limita o aumento dos gastos \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do ano anterior, as contas p\u00fablicas continuar\u00e3o no vermelho at\u00e9 2023 e a d\u00edvida p\u00fablica s\u00f3 come\u00e7ar\u00e1 a cair em 2026. Veja os principais trechos da entrevista que a Alessandra concedeu ao <strong>Correio<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_2028\" aria-describedby=\"caption-attachment-2028\" style=\"width: 576px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2028\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2028\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro-300x225.jpg\" alt=\"15\/07\/2016.  Cr\u00e9dito: Rosana Hessel\/CB\/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Economista Alessandra Ribeiro, da Tendencias Consultoria.\" width=\"576\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro-350x263.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro-550x413.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro-230x173.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/07\/AlessandraRibeiro.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2028\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Rosana Hessel\/CB\/D.A Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que se pode esperar do governo Temer ap\u00f3s o resultado das elei\u00e7\u00f5es da presid\u00eancia da C\u00e2mara? O processo mostrou que a base est\u00e1 meio rachada. Isso pode atrapalhar o andamento do ajuste fiscal no Congresso?<\/strong><br \/>\nA nossa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 positiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agenda do Pal\u00e1cio do Planalto com a elei\u00e7\u00e3o de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o comando da C\u00e2mara. Dado o apoio que ele teve, isso deve facilitar, em alguma medida, a agenda de Temer. Sabemos que, dificilmente, sair\u00e1 alguma coisa agora. N\u00e3o d\u00e1 para esperar nada at\u00e9 o impeachment definitivo de Dilma Rousseff. Agora, p\u00f3s-impeachment, tudo tem que ser encaminhado, sobretudo a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que imp\u00f5e um teto para os gastos. Isso tem que sair neste segundo semestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aumentam as chances de aprova\u00e7\u00e3o dessa PEC?<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o a outros candidatos, sim. Maia tem um discurso mais favor\u00e1vel ao ajuste proposto pela equipe econ\u00f4mica. Teve apoio do DEM, do PSDB e de Moreira Franco, um dos conselheiros de Temer. Agora, um dos pontos relevantes da agenda fiscal, a reforma da Previd\u00eancia, n\u00e3o deve sair neste ano. Talvez, no primeiro semestre de 2017. Mas se sair a PEC dos gastos e algum avan\u00e7o na quest\u00e3o da Previd\u00eancia, j\u00e1 se ter\u00e1 um bom direcionamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas isso ser\u00e1 suficiente para reverter a deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Pelos nossos c\u00e1lculos, somente com a PEC dos gastos, veremos resultado positivo nas contas p\u00fablicas apenas em 2023. E olha que, no nosso cen\u00e1rio, a economia j\u00e1 se recupera no ano que vem. Cresce 1,2%, em 2017, e 2,3%, em 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 havendo exageros na perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o da economia? H\u00e1 quem aposte em crescimento de at\u00e9 2% em 2017?<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 vi previs\u00f5es para 2018 muito mais otimistas, de 3%, 3,5% at\u00e9 4% de crescimento. Quem trabalha com esses n\u00fameros aposta em uma recupera\u00e7\u00e3o c\u00edclica. A ind\u00fastria vai desovando os estoques e, depois, volta a produzir em um n\u00edvel mais normal. Hoje, a ind\u00fastria est\u00e1 muito afetada por estoques altos. A partir do momento em que os estoques caem e a produ\u00e7\u00e3o se adequa mais \u00e0 demanda, isso pode gerar um impulso maior no PIB. Mas temos um pouco mais de cautela e n\u00e3o achamos que conseguiremos ver esse ritmo de at\u00e9 4% de alta. O PIB potencial do pa\u00eds (a capacidade de crescer sem pressionar a infla\u00e7\u00e3o) diminuiu muito nos \u00faltimos anos. Acreditamos que esteja entre 2% e 2,5%. Mas h\u00e1 gente que fala em 1%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A maior aposta do crescimento vem das exporta\u00e7\u00f5es. O d\u00f3lar caindo pode ser um empecilho?<\/strong><br \/>\nCom certeza. D\u00f3lar baixo limita a for\u00e7a das exporta\u00e7\u00f5es. Isso se torna um problema, porque os investimentos produtivos ainda n\u00e3o devem reagir, devido \u00e0 capacidade ociosa da ind\u00fastria. Ainda que o governo prometa concess\u00f5es e algumas privatiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 dif\u00edcil que isso se reverta em aumento do PIB a curto prazo. Portanto, \u00e9 complicado apostar que, mesmo em 2017, se tenha algum efeito concreto. Al\u00e9m disso, o consumo, um dos grandes motores da economia, est\u00e1 travado. As fam\u00edlias est\u00e3o muito endividadas. O comprometimento da renda com d\u00e9bitos chega a 55%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esse endividamento ocorre num per\u00edodo de elevado desemprego. O que esperar?<\/strong><br \/>\nPelo nosso hist\u00f3rico, considerando o saldo de cr\u00e9dito dividido pela massa de renda de um ano, o pico do endividamento das fam\u00edlias ocorreu em dezembro de 2015, de 56%. A taxa atual ainda \u00e9 muito alta, at\u00e9 porque o cr\u00e9dito, al\u00e9m de caro, est\u00e1 escasso. Os bancos andam muito seletivos. Tudo isso num cen\u00e1rio em que a taxa de desemprego poder\u00e1 bater em 13% neste ano e ficar, em m\u00e9dia, pr\u00f3xima a esse n\u00edvel em 2017. Com essa m\u00e9dia, a renda real ainda cair\u00e1 cerca de 1% no ano que vem. Em 2018, o desemprego voltar\u00e1 para a m\u00e9dia de 11,7%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E como o PIB crescer\u00e1 com esse quadro?<\/strong><br \/>\nVai ser uma dificuldade. Tem um componente c\u00edclico, que entendemos, porque haver\u00e1 uma readequa\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 limitadores muito grandes. Por isso, a retomada n\u00e3o \u00e9 um consenso entre os economistas. H\u00e1 aqueles muito otimistas e muita gente mais cautelosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As incertezas continuam latentes, estimuladas pelo pr\u00f3prio governo.<\/strong><br \/>\nCertamente. Michel Temer emitiu sinais muito ruins e contradit\u00f3rios em rela\u00e7\u00e3o ao ajuste fiscal. Ele conseguiu aprovar algumas coisas, \u00e9 verdade, como a DRU (Desvincula\u00e7\u00e3o das Receitas da Uni\u00e3o), e tem uma equipe muito boa. Mas ao conceder reajustes do funcionalismo, por exemplo, levantou d\u00favidas. Pode ser um dos custos para a aprova\u00e7\u00e3o do impeachment. O problema \u00e9 se isso continuar depois do afastamento definitivo de Dilma. Temos d\u00favidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O pacote de bondades de Temer j\u00e1 passa de R$ 130 bilh\u00f5es.<\/strong><br \/>\nJustamente. Por isso, estamos mais cautelosos. O mercado financeiro est\u00e1 dando o benef\u00edcio da d\u00favida total. \u00c9 bolsa subindo 40% em d\u00f3lar desde o come\u00e7o do ano e o real mais valorizado. Mas, se passar o impeachment e n\u00e3o houver sinaliza\u00e7\u00f5es mais concretas de comprometimento com o ajuste fiscal, essa lua de mel vai acabar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Olhando um pouco para essa quest\u00e3o do deficit fiscal. Como est\u00e3o suas proje\u00e7\u00f5es de quando haver\u00e1 a revers\u00e3o?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tem milagre. Pelas nossas contas, o governo conseguir\u00e1 aprovar o limite dos gastos e ter\u00e1 que fazer um esfor\u00e7o adicional por ano de R$ 50 bilh\u00f5es. Estamos colocando nessa conta aumento de imposto, concess\u00f5es, privatiza\u00e7\u00e3o, repatria\u00e7\u00e3o de recursos do exterior, um pouco de tudo. Mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conseguir um resultado prim\u00e1rio ligeiramente acima de zero em 2019. Ou seja, al\u00e9m do limite dos gastos, ainda ser\u00e3o necess\u00e1rios mais R$ 50 bilh\u00f5es por ano. \u00c9 muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 um bom momento para a privatiza\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSe o governo est\u00e1 com a corda no pesco\u00e7o, tudo o que ele conseguir fazer de receita e limitar o crescimento da d\u00edvida ser\u00e1 muito bem-vindo. Se tudo der certo e as receitas esperadas entrarem no caixa do governo, a d\u00edvida p\u00fablica bruta bater\u00e1 em 85% do PIB em 2021. No ano que vem, vai para 74% do PIB. Se a gente pegar os dados do final de 2013, quando os d\u00e9bitos estavam em 55% do PIB, o aumento ser\u00e1 de 30 pontos percentuais. S\u00e3o R$ 60 bilh\u00f5es para cada ponto a mais na d\u00edvida. \u00c9 muito. Tudo o que conseguir limitar o crescimento desse estoque brutal \u00e9 v\u00e1lido, porque esse estoque \u00e9 financiado a uma taxa de juros alta. Para controlar o crescimento da d\u00edvida ser\u00e1 preciso um resultado prim\u00e1rio cada vez maior, de pelo menos 3% do PIB.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E quando o pa\u00eds vai conseguir isso?<\/strong><br \/>\nNo nosso cen\u00e1rio de longo prazo, que \u00e9 2026, a d\u00edvida p\u00fablica cair\u00e1 muito pouco. Estamos falando de um prazo de 10 anos e um recuo muito pequeno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aumento de imposto ser\u00e1 inevit\u00e1vel? E a volta da CPMF?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o contemplamos a volta da CPMF no nosso cen\u00e1rio. \u00c9 um imposto muito dif\u00edcil de ser aprovado. Primeiro, porque o Temer n\u00e3o \u00e9 um l\u00edder com grande capital pol\u00edtico. Muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 bem baixo. Segundo, esse imposto \u00e9 muito estigmatizado. A popula\u00e7\u00e3o se mobiliza contra ele. Nem o Lula, l\u00e1 atr\u00e1s, mesmo com o capital pol\u00edtico que tinha, conseguiu manter o tributo. Agora, Cide, IOF, juros sobre capital pr\u00f3prio, isso o governo conseguir\u00e1 emplacar. A Cide \u00e9 mais f\u00e1cil. \u00c9 s\u00f3 uma canetada, e isso dever\u00e1 acontecer ainda este ano, porque h\u00e1 noventena para o in\u00edcio da cobran\u00e7a. Estamos prevendo R$ 0,15 por litro da gasolina e do diesel, o que, pelas nossas contas, daria R$ 18 bilh\u00f5es de arrecada\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Tem gente que acha que pode ser mais de R$ 0,20, mas n\u00e3o acredito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como est\u00e1 vendo a infla\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSe o Banco Central conseguir levar o custo de vida a ficar entre 4,7% e 4,8% em 2017 j\u00e1 ser\u00e1 um belo servi\u00e7o. Estamos prevendo uma taxa de 5% para o ano que vem e de 4,5% em 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 espa\u00e7o para a queda dos juros ainda neste ano?<\/strong><br \/>\nA nossa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o BC s\u00f3 dever\u00e1 cortar os juros na \u00faltima reuni\u00e3o do ano do Copom (Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria), marcada para o fim de novembro. A taxa Selic deve terminar o ano em 13,75%. O mercado acha que a queda pode come\u00e7ar em outubro. Mas somos mais cautelosos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O d\u00f3lar est\u00e1 caindo. \u00c9 hora de comprar a moeda?<\/strong><br \/>\nCom certeza. A nossa expectativa \u00e9 que o d\u00f3lar suba gradualmente. N\u00f3s estimamos cota\u00e7\u00e3o de R$ 3,42 no fim deste ano e de R$ 3,53 em 2017. Se estivermos corretos com essa proje\u00e7\u00e3o, \u00e9 um bom momento para comprar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 09h10min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR ROSANA HESSEL &nbsp; A economista Alessandra Ribeiro n\u00e3o v\u00ea com o mesmo entusiasmo do mercado o governo do presidente interino, Michel Temer. 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