{"id":19615,"date":"2021-06-30T10:14:59","date_gmt":"2021-06-30T13:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=19615"},"modified":"2021-06-30T12:09:42","modified_gmt":"2021-06-30T15:09:42","slug":"divida-publica-bruta-recua-para-845-do-pib-mas-cresce-em-volume","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/divida-publica-bruta-recua-para-845-do-pib-mas-cresce-em-volume\/","title":{"rendered":"D\u00edvida p\u00fablica bruta recua para 84,5% do PIB, mas cresce em volume"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A D\u00edvida P\u00fablica Bruta do Governo Geral cresceu R$ 31,1 bilh\u00f5es em maio, na compara\u00e7\u00e3o com abril, passando de R$ 6.665,3 bilh\u00f5es, para R$ 6.696,4 bilh\u00f5es, maior valor desde mar\u00e7o de 2021, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (30\/06) pelo Banco Central. Contudo, como propor\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB), encolheu 1,1 ponto percentual, passando de 85,6% para 84,5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o deve-se, em grande parte, ao aumento na previs\u00e3o do PIB nominal utilizado na base de c\u00e1lculo da d\u00edvida.\u00a0 O denominador passou de R$ 7. 888,5 bilh\u00f5es para R$ 7.928,0 bilh\u00f5es, aumento de R$ 39,5 bilh\u00f5es. Com isso, esse aumento impactou em uma redu\u00e7\u00e3o de 1,5 ponto percentual (p.p.) na d\u00edvida bruta, conforme os dados do BC. A autoridade monet\u00e1ria informou que atualizou a s\u00e9rie do PIB nominal ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados das contas nacionais do primeiro trimestre de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que apontaram crescimento de 1,2% no PIB de janeiro a mar\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A DBGG engloba o endividamento do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais. Outros fatores que contribu\u00edram para essa redu\u00e7\u00e3o da taxa da d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, de acordo com o BC, foram os efeitos da valoriza\u00e7\u00e3o cambial (redu\u00e7\u00e3o de 0,2 ponto percentual), das emiss\u00f5es l\u00edquidas de d\u00edvida (aumento de 0,1 p.p.) e da incorpora\u00e7\u00e3o de juros nominais (aumento de 0,5 p.p.).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No ano, d\u00edvida p\u00fablica bruta apresentou redu\u00e7\u00e3o de 4,4 ponto percentual, devido aos efeitos dos resgates l\u00edquidos de d\u00edvida (redu\u00e7\u00e3o de 1,2 p.p.), do crescimento do PIB nominal (redu\u00e7\u00e3o de 5,4 ponto p.p.), da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial acumulada (aumento de 0,1 p.p.) e da incorpora\u00e7\u00e3o de juros nominais (aumento de 2,1 p.p.).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A D\u00edvida L\u00edquida do Setor P\u00fablico (DLSP), descontando as reservas internacionais do BC,\u00a0 somou R$ 4.730,7 bilh\u00f5es em maio, o equivalente a 59,7% do PIB. No ano, a d\u00edvida l\u00edquida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB encolheu 3,0 pontos percentuais. O setor p\u00fablico consolidado re\u00fane as contas dos governos federal, estadual e municipal e das estatais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao comentar os resultados fiscais, o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, reconheceu que o aumento do PIB nominal foi o principal motivo para a redu\u00e7\u00e3o tanto da d\u00edvida bruta quanto da d\u00edvida l\u00edquida nas taxas em rela\u00e7\u00e3o ao PIB. Segundo ele, como o governo continua registrando deficits prim\u00e1rios nas contas p\u00fablicas desde 2014, essa queda \u00e9 um ponto fora da curva e a tend\u00eancia \u00e9 de crescimento do endividamento p\u00fablico enquanto n\u00e3o houver superavit prim\u00e1rio do setor p\u00fablico consolidado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O crescimento do PIB estimado para o m\u00eas de maio fez com que as d\u00edvidas l\u00edquida e bruta tivessem flutua\u00e7\u00f5es, como ocorreu, mas isso n\u00e3o muda a trajet\u00f3ria de crescimento de longo prazo&#8221;, frisou Rocha. Segundo ele, outros componentes que devem aumentar a d\u00edvida nos pr\u00f3ximos meses s\u00e3o o aumento da taxa b\u00e1sica da economia (Selic), atualmente em 4,25% e da infla\u00e7\u00e3o, que continua persistente. De acordo com o t\u00e9cnico do BC, cada ponto percentual a mais no\u00a0\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado em 12 meses significa em R$ 12,2 bilh\u00f5es a mais na d\u00edvida p\u00fablica bruta por ano. Enquanto isso, cada ponto percentual a mais na Selic aumenta a d\u00edvida bruta em R$ 31,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultado nominal<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O resultado nominal do setor p\u00fablico consolidado, que inclui o resultado prim\u00e1rio e os juros nominais apropriados e reflete a necessidade de endividamento do pa\u00eds, foi deficit\u00e1rio em R$ 37,4 bilh\u00f5es no m\u00eas de maio. No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o deficit nominal somou R$ 724,3 bilh\u00f5es , o equivalente a 9,14% do PIB, reduzindo 12,4% na compara\u00e7\u00e3o com o saldo negativo acumulado at\u00e9 abril, R$ 827,2 bilh\u00f5es (10,62% do PIB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com os dados do Banco Central, o deficit prim\u00e1rio do setor p\u00fablico consolidado somou R$ 15,5 bilh\u00f5es em maio, dado 88,2% inferior ao rombo de R$131,4 bilh\u00f5es em maio de 2020, resultado, em grande parte, do aumento dos gastos p\u00fablicos com medidas contra \u00e0 pandemia provocada pela covid-19. No m\u00eas passado, o governo central registrou saldo negativo de R$ 20,9 bilh\u00f5es e os governos regionais encerraram o m\u00eas com saldo positivo de R$ 5,2 bilh\u00f5es as estatais tiveram superavit de R$ 134 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No acumulado do ano at\u00e9 maio, o setor p\u00fablico consolidado registrou superavit prim\u00e1rio de R$ 60,3 bilh\u00f5es, revertendo o deficit de R$ 214,0 bilh\u00f5es contabilizado no mesmo per\u00edodo de 2020. Fernando Rocha alertou para fato de que o volume de gastos p\u00fablicos no ano passado foram expressivos e, portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer uma analise de melhora expressiva nas contas p\u00fablicas, porque, no acumulado em 12 meses, apesar da trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o do deficit prim\u00e1rio do setor p\u00fablico, apesar de atingir o pico de R$ 703 bilh\u00f5es em dezembro de 2020, o equivalente a 9,4% do PIB, o saldo negativo ainda \u00e9 elevado, de R$ 428,6 bilh\u00f5es, ou 5,4% do PIB.\u00a0 &#8220;O valores ainda s\u00e3o muito altos, inclusive o deficit nominal, porque carregam o efeito do ano passado&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os juros nominais do setor p\u00fablico consolidado, apropriados por compet\u00eancia, alcan\u00e7aram R$21,9 bilh\u00f5es em maio, comparativamente a R$ 9 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2020. Esse aumento foi influenciado pela evolu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o oficial medida pelo IPCA no per\u00edodo, importante indexador da d\u00edvida l\u00edquida, que registrou valores negativos em abril e maio de 2020. No acumulado em 12 meses, os juros nominais alcan\u00e7aram R$ 295,6 bilh\u00f5es (3,73% do PIB), ante R$ 355,7 bilh\u00f5es (4,83% do PIB) nos doze meses terminados em maio de 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; A D\u00edvida P\u00fablica Bruta do Governo Geral cresceu R$ 31,1 bilh\u00f5es em maio, na compara\u00e7\u00e3o com abril, passando de R$ 6.665,3 bilh\u00f5es, para R$ 6.696,4 bilh\u00f5es, maior valor desde mar\u00e7o de 2021, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (30\/06) pelo Banco Central. 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