{"id":19287,"date":"2021-06-07T18:38:26","date_gmt":"2021-06-07T21:38:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=19287"},"modified":"2021-06-07T18:38:26","modified_gmt":"2021-06-07T21:38:26","slug":"pib-e-inflacao-maiores-colocam-mais-pressao-sobre-o-bc-alerta-mb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/pib-e-inflacao-maiores-colocam-mais-pressao-sobre-o-bc-alerta-mb\/","title":{"rendered":"PIB e infla\u00e7\u00e3o maiores colocam mais press\u00e3o sobre o BC, alerta MB"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">As recentes revis\u00f5es do mercado para um crescimento mais robusto no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, podendo chegar a 6%, e o aumento das press\u00f5es inflacion\u00e1rias v\u00e3o colocar press\u00e3o sobre o Banco Central nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), na avalia\u00e7\u00e3o do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em relat\u00f3rio divulgado nesta segunda-feira (07\/06), o especialista destacou que a\u00a0acelera\u00e7a\u0303o da infla\u00e7a\u0303o tem se dado por choques acumulados em alimentos, combust\u0131\u0301veis e energia &#8220;que acabam\u00a0por se retroalimentar e ser menos tempora\u0301rios do que se<br \/>\nimaginaria&#8221;. &#8220;Como o BC tem dado sinais recorrentes de acreditar que\u00a0esses choques tempora\u0301rios tenderiam a se dispersar nos<br \/>\npro\u0301ximos meses, na\u0303o haveria necessidade de uma condu\u00e7a\u0303o mais agressiva da pol\u00edtica moneta\u0301ria&#8221;, afirmou. A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom est\u00e1 prevista para os dias 15 e 16 deste m\u00eas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O economista ainda alertou que o hiato do produto &#8212; indicador que mede o grau de ociosidade da economia e a dist\u00e2ncia da atividade do PIB potencial &#8212; n\u00e3o poder\u00e1 ser utilizado como desculpa para o BC manter o discurso de ajuste parcial na pol\u00edtica monet\u00e1ria.\u00a0\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;<\/span><span style=\"font-weight: 400\">O<\/span><span style=\"font-weight: 400\">s dados de atividade na\u0303o deixam de corroborar que a situa\u00e7a\u0303o ainda seria favora\u0301vel para a infla\u00e7a\u0303o. Isso porque nossa modelagem de hiato do produto ainda mostra uma dista\u0302ncia de 1,6% do PIB potencial, o que ajudaria no discurso do BC de que passados os choques a infla\u00e7\u00e3o voltaria ao normal\u201d, destacou Vale, que est\u00e1 mais conservador em suas proje\u00e7\u00f5es para o PIB deste ano e prev\u00ea alta de 4,1%. Segundo ele, esse hiato est\u00e1 mais atrelado ao hiato da taxa de desemprego, que \u00e9 crescente neste ano, porque a cria\u00e7\u00e3o de vagas no mercado formal n\u00e3o \u00e9 suficiente para evitar que a taxa de desocupados continue crescendo.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEsse hiato ainda negativo ajudaria a dar argumentos para o BC de que a atividade est\u00e1 fraca e, por conta disso, ajudaria na composi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e, portanto, o Copom n\u00e3o precisaria subir tanto os juros. Mas os diversos choques inflacion\u00e1rios est\u00e3o colocando press\u00e3o sobre o BC, que est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o mais complicada agora\u201d, alertou Vale, em entrevista ao <strong>Blog<\/strong>. Para ele, o BC vai continuar elevando a taxa b\u00e1sica de juros (Selic), atualmente em 3,5%, para 4,25% neste ano, e, sem interromper o ciclo de alta no ano at\u00e9 chegar a 6,5% ao ano em dezembro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pelos c\u00e1lculos de Vale, a infla\u00e7\u00e3o oficial medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), poder\u00e1 chegar a 8% no acumulado em 12 meses at\u00e9 junho e n\u00e3o vai contribuir para o BC come\u00e7ar a sinalizar uma preocupa\u00e7\u00e3o maior com a infla\u00e7\u00e3o. Ele estima o IPCA encerrando o ano em 5,80%, acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o, de 5,25% anuais.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Conforme dados do boletim Focus, do Banco Central, divulgado hoje, a mediana das proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o passou de 5,31% ao ano, h\u00e1 uma semana, para 5,44%.\u00a0 J\u00e1 as previs\u00f5es para a expans\u00e3o do PIB de 2021 passaram de 3,96% para 4,36%, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vale n\u00e3o est\u00e1 sozinho nessa aposta de que o BC n\u00e3o vai conseguir interromper o ciclo de alta da Selic at\u00e9 5,5%, como vinha sinalizando, ou seja, abaixo do limite da taxa de juros estimulativa, de 6,5%. <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/economia\/2021\/06\/4929395-bolsa-esta-descolada-do-cenario-macro-avalia-andre-carvalho-head-do-bradesco-bbi.html\">Em entrevista ao <strong>Correio<\/strong> publicada nesta segunda-feira, o <\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400\">head da \u00e1rea de Pesquisas do Bradesco BBI, Andr\u00e9 Carvalho, tamb\u00e9m n\u00e3o acha que o BC vai fazer um ajuste parcial, como vem sinalizando nas \u00faltimas reuni\u00f5es do Copom. \u201cEle vai acabar desistindo dessa estrat\u00e9gia e elevando a Selic sem parar at\u00e9 7%, em mar\u00e7o de 2022\u201d, apostou.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por conta do PIB melhor e da infla\u00e7\u00e3o mais alta, Sergio Vale tamb\u00e9m revisou a proje\u00e7\u00e3o anterior para a d\u00edvida p\u00fablica bruta, que vai diminuir neste ano em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, devido ao aumento no denominador, o PIB nominal.\u00a0 \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Com o crescimento mais forte os nu\u0301meros das contas p\u00fablicas tendem a melhorar do ponto de vista de arrecada\u00e7a\u0303o e na compara\u00e7a\u0303o com o PIB. De fato, no pior momento da crise do ano passado, o cena\u0301rio fiscal apontava riscos elevados de a d\u0131\u0301vida bruta passar de 100% do PIB. Mas depois de atingir 89,2%, em 2020, neste ano, tera\u0301 queda, para algo em torno de 86,8% do PIB. Com o mercado precificando crescimento de ate\u0301 6% o impacto na arrecada\u00e7a\u0303o e na d\u0131\u0301vida na\u0303o seria pequeno e, com isso, ela poderia terminar este ano em 85% do PIB\u201d, afirmou. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O economista da MB lembrou que, em 2022, a d\u00edvida bruta voltar\u00e1 a subir. \u201cA d\u00edvida melhora neste ano, mas piora ano que vem de novo, para 89% do PIB\u201d, frisou.\u00a0 Ele ainda refor\u00e7ou o alerta para o controle das contas\u00a0 p\u00fablicas n\u00e3o apenas no ano eleitoral. \u201cDe qualquer maneira, cria-se uma margem de fo\u0302lego para a condu\u00e7a\u0303o da pol\u00edtica\u00a0 fiscal, mas abre a discussa\u0303o sobre que pol\u00edtica fiscal o pa\u00eds ter\u00e1 a partir de 2023. A falsa impressa\u0303o de que esta\u0301 tudo bem pode dar espa\u00e7o para as \u2018vivandeiras alvoro\u00e7adas\u2019 ati\u00e7arem mudan\u00e7as inadequadas das regras fiscais\u201d, alertou. Pelas proje\u00e7\u00f5es de Vale, essa d\u00edvida bruta elevada ainda continuar\u00e1 influenciando o c\u00e2mbio, que seguir\u00e1 valorizado, com o d\u00f3lar cotado a R$ 5,30, no fim deste ano, e a R$ 5,60, no fim do ano que vem.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL As recentes revis\u00f5es do mercado para um crescimento mais robusto no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, podendo chegar a 6%, e o aumento das press\u00f5es inflacion\u00e1rias v\u00e3o colocar press\u00e3o sobre o Banco Central nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), na avalia\u00e7\u00e3o do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. &nbsp; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":15102,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[3,99,14,4,4841,58,34],"class_list":["post-19287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-banco-central","tag-copom","tag-inflacao","tag-juros","tag-mb-associados","tag-pib","tag-selic"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19287"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19290,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19287\/revisions\/19290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}