{"id":19117,"date":"2021-05-31T10:24:26","date_gmt":"2021-05-31T13:24:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=19117"},"modified":"2021-05-31T11:09:28","modified_gmt":"2021-05-31T14:09:28","slug":"ifi-estima-rombo-de-r-1201-bilhoes-neste-ano-com-tese-do-seculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/ifi-estima-rombo-de-r-1201-bilhoes-neste-ano-com-tese-do-seculo\/","title":{"rendered":"IFI estima rombo de R$ 120,1 bilh\u00f5es, neste ano, com &#8220;tese do s\u00e9culo&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL<\/h2>\n<h2>A retirada do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o e Movimenta\u00e7\u00e3o Financeira (ICMS) na base de c\u00e1lculo dos impostos federais PIS-Cofins, prevista na &#8220;tese do s\u00e9culo&#8221;, deve provocar um impacto de R$ 120,1 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas deste ano, o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa \u00e9 a estimativa feita pelo economista Felipe Salto, diretor-executivo da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI).<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>De acordo com a nota t\u00e9cnica da IFI divulgada nesta segunda-feira (31\/05), os levantamentos preliminares indicam um custo m\u00e9dio anual de 0,6% a 0,9% do PIB, entre os anos de\u00a02021 e de 2030. Com isso, um balde de \u00e1gua fria cai nas estimativas recentemente otimistas do governo de redu\u00e7\u00e3o do rombo das contas p\u00fablicas deste ano. Outro cen\u00e1rio estimado pela IFI mostra ainda perdas de R$ 162,9 bilh\u00f5es para o estoque de 2017 a 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/589508\/NT48.pdf\">documento de 11 p\u00e1ginas<\/a> tenta estimar o impacto da decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 13 de maio, decidiu sobre a modula\u00e7\u00e3o\u00a0da chamada &#8220;tese do s\u00e9culo&#8221;, determinado efeitos retroativos a 15 de mar\u00e7o de 2017, acatando parcialmente os embargos de declara\u00e7\u00e3o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), de outubro de 2017.\u00a0At\u00e9 agora, o Minist\u00e9rio da Economia n\u00e3o apresentou os n\u00fameros desse impacto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Supremo determinou ainda que, na modula\u00e7\u00e3o, o valor a ser utilizado para o c\u00e1lculo das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias\u00a0ser\u00e1 o valor do ICMS destacado nas notas fiscais (e n\u00e3o o valor efetivamente arrecadado, como queria o governo).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O autor da nota da IFI destacou que os resultados, por ora, n\u00e3o implicam revis\u00f5es de cen\u00e1rios.\u00a0\u00a0\u201cOs resultados da nota indicam que poder\u00e1 haver efeito relevante nas contas p\u00fablicas ainda em 2021 e nos pr\u00f3ximos anos. O risco fiscal mais preocupante est\u00e1 agora se materializando. Ainda que a decis\u00e3o venha de 2017, a modula\u00e7\u00e3o ocorreu agora e afetar\u00e1 a din\u00e2mica das receitas e do deficit p\u00fablico\u201d, destacou Salto, em entrevista ao <strong>Blog<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Saia justa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, resta saber como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe v\u00e3o sair da saia justa ao refazerem os c\u00e1lculos, exageradamente positivos, do relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o de receitas e despesas. No \u00faltimo dia 22, o governo apresentou uma nova previs\u00e3o de deficit prim\u00e1rio nas contas p\u00fablicas, de R$ 187,7 bilh\u00f5es, dado R$ 98,3 bilh\u00f5es menor do que o rombo fiscal previsto no boletim extempor\u00e2neo divulgado em 22 de abril, de R$ 268 bilh\u00f5es, sem fazer incluir dados sobre a &#8220;tese do s\u00e9culo&#8221; e seus impactos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A meta fiscal prevista na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2021 permite um rombo fiscal de at\u00e9 R$ 247,1 bilh\u00f5es nas contas do governo central, que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previd\u00eancia Social. Logo, se forem inclu\u00eddos o preju\u00edzo de R$ 120,1 bilh\u00f5es estimados pela IFI nas contas p\u00fablicas, sem considerar fatores condicionantes que podem ajudar a reduzir essas perdas, o deficit prim\u00e1rio aumentaria para R$ 307,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A conferir qual ser\u00e1 a contabilidade criativa da vez da equipe econ\u00f4mica que, aproveitou a infla\u00e7\u00e3o mais forte neste in\u00edcio do ano para aumentar o PIB nominal em R$ 210,4 bilh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao boletim extempor\u00e2neo, para R$ 8,418 trilh\u00f5es, e, e, de quebra, as receitas totais, que cresceram R$ 108,4 bilh\u00f5es, para R$ 1,433 trilh\u00e3o. J\u00e1 as despesas, encolheram R$ 10,1 bilh\u00f5es, para R$ 1,621 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL A retirada do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o e Movimenta\u00e7\u00e3o Financeira (ICMS) na base de c\u00e1lculo dos impostos federais PIS-Cofins, prevista na &#8220;tese do s\u00e9culo&#8221;, deve provocar um impacto de R$ 120,1 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas deste ano, o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). 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