{"id":18933,"date":"2021-05-21T14:10:56","date_gmt":"2021-05-21T17:10:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=18933"},"modified":"2021-05-21T20:30:02","modified_gmt":"2021-05-21T23:30:02","slug":"governo-reduz-em-343-o-tamanho-do-rombo-fiscal-previsto-para-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/governo-reduz-em-343-o-tamanho-do-rombo-fiscal-previsto-para-2021\/","title":{"rendered":"Governo reduz em 34,3% o tamanho do rombo fiscal previsto para 2021"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">O Minist\u00e9rio da Economia reduziu em 34,3% o tamanho do deficit prim\u00e1rio previsto para as contas do governo neste ano, ap\u00f3s melhorar as proje\u00e7\u00f5es de crescimento da economia. Passou a estimar um rombo de R$ 187,7 bilh\u00f5es, o equivalente a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB),\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">conforme o relat\u00f3rio bimestral de avalia\u00e7\u00e3o de receitas de despesas divulgado nesta sexta-feira (21\/05).<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As contas do governo central\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">inclui os resultados de Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central. No relat\u00f3rio extempor\u00e2neo de abril, divulgado ap\u00f3s a<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> aprova\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento de 2021 pelo Congresso Nacional, a previs\u00e3o de deficit prim\u00e1rio para o governo central era de R$ 286 bilh\u00f5es, o equivalente a 3,5% do PIB. Logo, a nova previs\u00e3o ficou R$ 98,3 bilh\u00f5es bilh\u00f5es menor do que a anterior.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">No relat\u00f3rio do primeiro bimestre, o saldo negativo previsto era de R$ 226,2 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A meta fiscal deste ano, prevista na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO), permite um rombo nas contas do governo central de at\u00e9 R$ 247,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o no tamanho do rombo previsto para este ano est\u00e1 relacionada com a melhora nas proje\u00e7\u00f5es recentes do governo.\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">Nesta semana, a pasta elevou de 3,2% para 3,5% a previs\u00e3o de crescimento do PIB deste ano e piorou as estimativas de infla\u00e7\u00e3o, passando a prever dois d\u00edgitos para o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os &#8211; Disponibilidade Interna (IGP-DI), de 15,21%. Antes, no boletim Macro Fiscal de mar\u00e7o, a previs\u00e3o era de 5,06%. J\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 4,4% para 5,1%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme o relat\u00f3rio bimestral, o PIB Nominal projetado pelo governo aumentou R$ 210,4 bilh\u00f5es devido ao melhor desempenho do PIB e da infla\u00e7\u00e3o mais alta, passando de R$ 8,207 trilh\u00f5es para R$ 8,418 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de receitas do governo aumentou R$ 108,4 bilh\u00f5es, ou em 6,6%, no relat\u00f3rio publicado hoje em rela\u00e7\u00e3o ao extempor\u00e2neo, de abril, passando de R$ 1,643 trilh\u00e3o para R$ 1,752 trilh\u00e3o. Descontados os repasses, a receita l\u00edquida ficou em R$ 1.433 trilh\u00e3o, dado R$ 88,2 bilh\u00f5es superior \u00e0 estimativa anterior. J\u00e1 as despesas sofreram redu\u00e7\u00e3o de R$ 10,1 bilh\u00f5es, passando para R$ 1,631 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desbloqueio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Or\u00e7amento foi sancionado com o bloqueio de R$ 9,3 bilh\u00f5es e o governo sinaliza a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de R$ 4,8 bilh\u00f5es desse contingenciamento anunciado com a san\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento de 2021. Essa medida est\u00e1 atrelada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o na insufici\u00eancia para R$ 4,5 bilh\u00f5es para o cumprimento do teto de gastos, abrindo espa\u00e7o para rever os bloqueios efetuados em R$ 4,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio especial da Fazenda, Bruno Funchal, as medidas e quais valores ser\u00e3o liberados &#8220;ser\u00e3o definidos posteriormente pela Junta Or\u00e7ament\u00e1ria&#8221;. &#8220;Esse relat\u00f3rio traz nosso espa\u00e7o para rever o montante bloqueado. A\u00a0partir disso, vamos levar \u00e0 Junta Or\u00e7ament\u00e1ria os valores e e discutir quais ser\u00e3o as prioridades, dado o espa\u00e7o que foi liberado&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Funchal e os t\u00e9cnicos destacaram que a nova previs\u00e3o de deficit prim\u00e1rio n\u00e3o prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o dos vetos do Or\u00e7amento sancionado pelo governo federal e se houver uma mudan\u00e7a, \u00e9 prov\u00e1vel um aumento de bloqueio posterior. &#8220;A derrubada dos vetos\u00a0\u00e9 muito mais uma quest\u00e3o da piora alocativa dos gastos. O governo vai precisar recompor as despesas e isso ter\u00e1 efeito, de fato, na qualidade da aloca\u00e7\u00e3o dos recursos e das discricion\u00e1rias&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, vale lembrar que a conta de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios, que est\u00e3o fora do teto de gastos, aumentou em R$ 11,7 bilh\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o com o relat\u00f3rio anterior, somando R$ 99,5 bilh\u00f5es no atual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; O Minist\u00e9rio da Economia reduziu em 34,3% o tamanho do deficit prim\u00e1rio previsto para as contas do governo neste ano, ap\u00f3s melhorar as proje\u00e7\u00f5es de crescimento da economia. 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