{"id":18904,"date":"2021-05-20T11:31:03","date_gmt":"2021-05-20T14:31:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=18904"},"modified":"2021-05-20T22:17:54","modified_gmt":"2021-05-21T01:17:54","slug":"dolar-continuara-valorizado-devido-aos-riscos-fiscais-elevados-informa-mb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/dolar-continuara-valorizado-devido-aos-riscos-fiscais-elevados-informa-mb\/","title":{"rendered":"D\u00f3lar continuar\u00e1 valorizado devido aos riscos fiscais elevados, informa MB"},"content":{"rendered":"<h3>ROSANA HESSEL<\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3>A pandemia provocada pela covid-19 derrubou a economia global e, devido \u00e0s medidas fiscais tomadas pelos governos para conter os efeitos da crise sanit\u00e1ria, o tombo acabou sendo menor do que o esperado. No Brasil n\u00e3o foi diferente, mas o custo dessa &#8220;melhora artificial&#8221; no desempenho da economia tem como consequ\u00eancia uma piora nas contas p\u00fablicas e no aumento do endividamento j\u00e1 elevado do pa\u00eds. Essa piora no quadro fiscal est\u00e1 sendo refletido em um mais c\u00e2mbio valorizado, conforme dados da MB Associados.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a entidade, se o pa\u00eds tivesse uma d\u00edvida menor e est\u00e1vel, o d\u00f3lar poderia ficar abaixo de R$ 5, mas isso n\u00e3o dever\u00e1 acontecer porque novos riscos apareceram com sinal de que poder\u00e1 haver mudan\u00e7as na pol\u00edtica monet\u00e1ria dos Estados Unidos, ap\u00f3s a divis\u00e3o interna do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), o que \u00e9 ruim para mercados emergentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Levantamento feito pelo economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, mostra que, devido \u00e0s medidas adotadas durante esses dois anos de crise, a d\u00edvida p\u00fablica bruta do pa\u00eds chegar\u00e1 a 92% do PIB em 2022, com um deficit prim\u00e1rio acumulado nesse per\u00edodo de 16,5% do PIB.\u00a0Como reflexo das medidas fiscais adotadas em 2020, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 4,1%, queda menor do que as previs\u00f5es iniciais do mercado, que superaram 8% no come\u00e7o da crise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos do economista da MB, o impacto da piora no quadro fiscal ajuda a elevar a taxa de c\u00e2mbio, que tem apresentado um comportamento diferente no Brasil, porque a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar ganhou um componente de risco relacionado \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Parece que a taxa de c\u00e2mbio tem evolu\u00eddo mais pelos pr\u00eamios de risco e pelo pre\u00e7o das commodities do que pelo diferencial de juros&#8221;, afirmou Vale. Conforme os c\u00e1lculos feitos por ele, se a d\u00edvida p\u00fablica bruta tivesse ficado estacionada em 77% do PIB desde o fim de 2019, o d\u00f3lar, hoje, seria de R$ 4,71, &#8220;sinalizando o peso que o desarranjo\u00a0da pol\u00edtica fiscal tem sido para a dina\u0302mica de ca\u0302mbio&#8221;.\u00a0 &#8220;A taxa de\u00a0ca\u0302mbio esta\u0301 muito atrelada a\u0300 evolu\u00e7a\u0303o da d\u00edvida pu\u0301blica, que dara\u0301 o tom da\u00a0tende\u0302ncia do ca\u0302mbio nos pro\u0301ximos anos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale reconhece que, com o novo direcionamento da pol\u00edtica monet\u00e1ria do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), sinalizando, ontem, a retirada dos est\u00edmulos monet\u00e1rios que vai diminuir a liquidez global, e, com isso, adiciona um novo componente de risco para os mercados emergentes, no qual o Brasil est\u00e1 inserido. Logo, o impacto no c\u00e2mbio poder ser\u00e1 maior. &#8220;E isso j\u00e1 est\u00e1 acontecendo e \u00e9\u00a0mais um elemento de press\u00e3o para o c\u00e2mbio em 2022&#8221;, explicou.\u00a0 Para ele, dificilmente o d\u00f3lar ficar\u00e1 abaixo de R$ devido a esses riscos presentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme as proje\u00e7\u00f5es feitas por Vale e sua equipe na MB, o d\u00f3lar seguir\u00e1 valorizado neste ano e no pr\u00f3ximo, encerrando dezembro cotado a R$ 5,40 e a R$ 5,60, respectivamente, conforme relat\u00f3rio divulgado por ele nesta quinta-feira (19\/05).\u00a0 Recentemente, o economista revisou de\u00a02,6% para 3,2% as proje\u00e7\u00f5es de crescimento do PIB deste ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Devido ao aumento do gasto p\u00fablico no ano passado no combate \u00e0 pandemia, a d\u00edvida p\u00fablica bruta do governo geral do Brasil subiu de passando de 74,3%,do PIB, em dezembro de 2019, para 89,1% do PIB, em dezembro de 2020, pelos c\u00e1lculos do Banco Central. Esse patamar j\u00e1 \u00e9 preocupante para um pa\u00eds emergente, pois a m\u00e9dia dessas economias gira em torno de 60%, pelas estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A MB refez as proje\u00e7\u00f5es do PIB dos estados e constatou que o agroneg\u00f3cio tem sido o principal motor dos estados com melhor desempenho no PIB dos \u00faltimos 10 anos. Mato Grosso, Piau\u00ed, Roraima,\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">Tocantins, Mato Grosso do\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Sul. As regi\u00f5es com piores desempenhos do PIB foram o Sudeste e o No<\/span><span style=\"font-weight: 400\">rdeste.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL A pandemia provocada pela covid-19 derrubou a economia global e, devido \u00e0s medidas fiscais tomadas pelos governos para conter os efeitos da crise sanit\u00e1ria, o tombo acabou sendo menor do que o esperado. 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